(...) e jose perguntou ao senhor:
"para onde guiarei o meu povo?"
e o senhor respondeu:
"jerico' era uma boa hipotese, ha la uma estalagem boa, que serve umas boas moelas. mas ja comi melhores, por exemplo em jerusalem. diz-me la jose, ja comeste as moelas do cafe "o judeu" mesmo junto 'a muralha?"
"mas senhor, nao respondestes 'a minha pergunta!"
mas ja se fazia tarde e o senhor foi-se embora, porque tinha deixado um cordeiro ao lume para os lados de canaa.
desiludido, jose desceu da montanha, por entre os arbustos ardentes, e guiou o seu povo em direccao a caldeia', terra prometida de onde um seu antepassado tinha partido numa odisseia para o egipto. pouca sorte teria o senhor, pensava jose enquanto dava asas 'as suas sandalias, ja o cordeiro deveria estar estorricado a essa hora. mas o senhor e' nao menos omnipresente que omnipotente, e sabendo da heresia proferida, pulverizou jose com um trovao. o povo, horrorizado por ter perdido o seu guia, suplicou para que o senhor fosse misericordioso, ao que Ele assentiu, nao sem prejuizo para jose: a despulverizacao, especie de materializacao mistica reservada a profetas e advogados, e' um processo tao doloroso como a pulverizacao. o povo apercebeu-se do milagre, dando gracas a deus e a jose. sem mais demoras, seguiram o seu caminho jose' e a sua prole, pois o sol ja descia sobre o horizonte vasto e seco da palestina. o povo gemia por pao, e jose, sem respostas, olhou o seu povo e deu-lhe um cacete: e nao mais. ao cabo do terceiro dia, o povo gemia por mais, ao que jose respondeu:
"povo que me tendes seguido, povo fiel e misericordioso, fodei-vos!" e o povo fodeu-se
sábado, 13 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
a proposito do novo filme do albert serra
meus caros ponham os olhos nisto:
http://www.youtube.com/watch?v=0Jlj4yl83ik&feature=related
ja alguem viu um filme em que um plano dura tanto tempo, mas tanto tempo, que ate se ve a lua a mexer-se? aqui esta' ele, e sem cansar:
http://www.youtube.com/watch?v=UWyjqzsONuw&feature=related
este e' o meu filme favorito. se ja viste, ve de novo:
http://www.youtube.com/watch?v=z3uy9avQkyU&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=0Jlj4yl83ik&feature=related
ja alguem viu um filme em que um plano dura tanto tempo, mas tanto tempo, que ate se ve a lua a mexer-se? aqui esta' ele, e sem cansar:
http://www.youtube.com/watch?v=UWyjqzsONuw&feature=related
este e' o meu filme favorito. se ja viste, ve de novo:
http://www.youtube.com/watch?v=z3uy9avQkyU&feature=related
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Como é tradição
Vamos fazer o nosso típico jantar de natal em Viseu? :)
Já têm planos para a passagem de ano?
beijinhos!
Já têm planos para a passagem de ano?
beijinhos!
domingo, 9 de novembro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
ecological economics
Um dos fundamentos da economia ecologica sao as externalidades. O protocolo de quioto internaliza algumas no caso do petroleo, mas sobra muita coisa em que e' preciso pensar (da viquipedia):
Concerning these externalities, Paul Hawken argues that the only reason why goods produced unsustainably are usually cheaper than goods produced sustainably is due to a hidden subsidy, paid by the non monetarised human environment, community or future generations[18].
Concerning these externalities, Paul Hawken argues that the only reason why goods produced unsustainably are usually cheaper than goods produced sustainably is due to a hidden subsidy, paid by the non monetarised human environment, community or future generations[18].
quinta-feira, 24 de abril de 2008

Esta imagem do Alvaro de Campos vinha hoje no Pubico. Derreto ao olhar para ela, como ele proprio diria, esmaguem-me contra esta parede, disparem-me, empurrem-me e espanquem-me ate eu escorrer pelo calcario.
Este painel da-me saudades de casa.
Quem mais pode sentir o que eu sinto quando leio a ode maritima? Ninguem!
Qual seria a versao contemporanea da ode triunfal? Ter o desejo obsceno de ser violado por um teclado, ser sugado por um aspirador, sentir a velocidade do zapping. Tristes correm os anos, higienicos e televisivos...
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Estava a reler um post aqui colocado ha uns dias por um pequeno genio emigrado (eu) e lembrei-me de uma coisa engracada. Os funcionarios da PIDE, ou trabalhadores ou colaboradores, sei la, vestiam sempre uma casco tipo blazer com quadradinhos muito pequenos castanhos claros e castanhos escuros. OS quadrados sao de tal forma pequenos, que quando se avista um PIDE ao longe, nao se vem quadrados mas apenas uma massa castanha, nem escura nem clara (la esta'). E' um estilo que ja nao se usa, infelizmente.
pasquins abjectos
Estava aqui a matutar que revistas ou pasquins ou jornais haveria na paisagem editorial portuguesa que eu pudesse assinar enquanto estou por aqui em berlim. Pensei pensei e nao encontrei nenhuma. O publico de fim de semana custa a modica quantia de 400 eur por ano, o expresso, idem idem aspas aspas. A visao nem quero pensar nisso. Procurei entao na imprensa de maior periodo, o que e' o mesmo que dizer menor frequencia, como sabem. lembro-me que ate ha pouco tempo havia duas ou tres revistas que se podiam ler. Lembrei-me da atlantico, neo liberal, mas em principio nao alinhada com nenhum partido -- parece que acabou hoje. A manifesto vim a saber que acabou ha uns anos. A periferica desapareceu sem deixar rasto. Ate a Coloquio/Letras, editada pela gulbenkian nao sai ha 2 ou 3 anos.
Pergunto-me eu a mim mesmo, de mim para mim: o que se pode esperar de um pais que nao tem UMA UNICA publicacao nao generalista e que possa ser lida pelo publico em geral sobre politica ou arte ou literatura. NEM UMA! Minto, ha o le monde diplomatique. Mas so com o le monde diplomatique nao ha concorrencia e como todos sabemos o mercado sem concorrencia nao funciona, ate para os esquerdistas do le monde.
Sera que vou ter de assinar a the economist? Nao queria...
Pergunto-me eu a mim mesmo, de mim para mim: o que se pode esperar de um pais que nao tem UMA UNICA publicacao nao generalista e que possa ser lida pelo publico em geral sobre politica ou arte ou literatura. NEM UMA! Minto, ha o le monde diplomatique. Mas so com o le monde diplomatique nao ha concorrencia e como todos sabemos o mercado sem concorrencia nao funciona, ate para os esquerdistas do le monde.
Sera que vou ter de assinar a the economist? Nao queria...
sexta-feira, 28 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
EU PERMANECO, TU PERMANECES, ELE PERMANECE
Desvendei um dos misterios da minha vida: nao existe 3a pessoa singular do presente indicativo do verbo demolir. Tambem nao existe primeira. Eu demolo, ou demulo, tu demoles, ele demola, realmente nao podia ser... Isto a proposito do direito ao patrimonio. Eu acho que quando nasco, tenho direito a que TUDO o que eu vi e achei que era patrimonio natural ou arquitectonico permaneca quando eu morrer. Quando demolem (eheh), quando destroem, botam abaixo um edificio como a sede da pide da antonio maria cardoso, a minha cidade fica amputada. A minha memoria tambem. Nao porque seja o edificio da ex-pide ou o ex-edificio da pide ou o edificio onde a pide estava, ou existia, ou de onde ela emanava. Simplesmente porque e' um edificio, e' antigo, e' velho e a cidade de lisboa e' isso mesmo: velha. Sinto que me podia amarrar ao sinal de proibido estacionar la 'a frente para impedir que a casa venha abaixo, como fazem os malucos que se amarram 'as arvores. O mesmo se aplica 'as barragens, ao novo plano de destruicao da entidade com uma carga social mais forte da natureza: os rios. Nao me venham com biodiversidade, natureza, etc. Um rio e' um rio e foi feito para fluir, escorrer, escoar, despejar agua, transportar e nao para ter uma parede de betao de 10 em 10 km. Simplesmente nao faz sentido, esta' bem? E' como a historia da nossa senhora de fatima, ela nao apareceu a voar em cima da azinheira, porque nao apareceu a voar em cima da azinheira. Ha coisas que so mentes verdadeiramente imaginativas conseguem conceber. Por exemplo, imaginem o atrasado mental que foi dar uma volta pela costa alentgejana e se lembrou: ei, ja viram o que ficava mesmo bem aqui? era 20 000 camas e 3 campos de golfe, ficava mesmo a matar. Que tipo de pessoa e' pensou nisto? O problema mais actual da epistemologia e' este. Os systems of thought to Foucault tem de ser revistos para compreender qual a episteme que permite que isto aconteca. Quando e' que alguem pa'ra o desenvolvimento? Eu quero que o meu pais fique, que permaneca o meu pais de cada vez que me passeio por ele. Porque e' que me negam esse direito? Porque e' que isso nao e' salvaguardado pela minha constituicao? E se e', porque e' que na pratica ninguem respeita? PORQUE E' QUE E' PRECISO CONSTRUIR SEMPRE MAIS, DESENVOLVER SEMPRE MAIS, ALTERAR OS QUE SIMPLESMENTE ESTA'???? Ha-de haver um limite e penso que ja la estamos a chegar. A curva de crescimento do homem atingiu o seu patamar, the tragedy of the commons ja atingiu a maioria das pessoas do mundo. E' so preciso perceber isso e parar, tratar dos feridos e enterrar os mortos e deixar lisboa em paz, nao destruir, nao construir, simplesmente tornar habitavel. Tenho a sensibilidade ferida, estou proximo do accao radical pelo simples permanecer.
segunda-feira, 24 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Kosova, Karnaval e Kasa
(Post para ser lido com a Hino da Alegria de fundo)
Olá a todos!
Sim, já fui para a Kosova, (UNMIKistão) José Miguel, e já voltei.
(Kosovo é para os nacionalistas sérvios)
Momento histórico. Receberam-nos na Assembleia e, aí, quase quase proclamaram independência... mas disseram "daqui a duas semanas proclamaremos independência" - hmm, esta semana, portanto.
A viagem à Kosova foi uma viagem de estudo, com muitas reuniões e conferências, pessoas inocentes cheias de vontade de começar um novo país, pessoas marcadas pela guerra e pela vingança, extremistas - same old....
O carimbo no passaporte diz "UN" e a moeda corrente é o Euro. hmmmm.
Fiquei um pouco desapontada com a viagem, as reuniões eram curtas e não tinhamos suficiente tempo para entender a dimensão de nada nem de ninguém.
Mas, mesmo as duras conferências com a minoria sérvia não nos dissuadiram :)
Celebraremos a independência neste blog? Ou alguém tem opinião contrária?
Os estudantes de Prishtina são bastante activos e criativos, prepararam-nos algumas festas, mas creio que no fim se sentiram um pouco animais no jardim zoológico, com todos os meninos de países com fronteiras definidas reconhecidos pelas NU (bem.. excepto a Tibetana e as Bascas) com olhos triste, a acariciar o seus pobres egos geopolíticos.
Entretanto voltar a Veneza.... depois da Kosova, foi triste, pobre...
O Carnaval não é tão mau como pensava: concertos setenteiros com banda vestida a rigor e covers muito muito próximas ao original - uma viagem no tempo :)
Foram semanas estranhas, entre fazer mais um exame, entrar no ritmo de Veneza e começar a despedir-se de tudo (não que custe assim tanto, mas é estranho).
Outra vez fazer as malas, algumas encomendas a casa e chegar à Bélgica.
Os primeiros dias foram felizes - estão a ser felizes!
Estou à procura de casa, o que é sempre cansativo, mas já vi alguns quartos lindos e hoje saberei uma resposta - depois podem vir visitar! :)
É no Martim Moniz cá da zona, mas sabem como eu gosto de toda esta experiência sociológica.
E vocês, como estão?
Aqui é só para escrever poesia ou quê?
Tenho que começar com as espanholadas outra vez??
Beijinhos com sabor a batatas fritas, cerveja e gauffres com chocolate :)~
Olá a todos!
Sim, já fui para a Kosova, (UNMIKistão) José Miguel, e já voltei.
(Kosovo é para os nacionalistas sérvios)
Momento histórico. Receberam-nos na Assembleia e, aí, quase quase proclamaram independência... mas disseram "daqui a duas semanas proclamaremos independência" - hmm, esta semana, portanto.
A viagem à Kosova foi uma viagem de estudo, com muitas reuniões e conferências, pessoas inocentes cheias de vontade de começar um novo país, pessoas marcadas pela guerra e pela vingança, extremistas - same old....
O carimbo no passaporte diz "UN" e a moeda corrente é o Euro. hmmmm.
Fiquei um pouco desapontada com a viagem, as reuniões eram curtas e não tinhamos suficiente tempo para entender a dimensão de nada nem de ninguém.
Mas, mesmo as duras conferências com a minoria sérvia não nos dissuadiram :)
Celebraremos a independência neste blog? Ou alguém tem opinião contrária?
Os estudantes de Prishtina são bastante activos e criativos, prepararam-nos algumas festas, mas creio que no fim se sentiram um pouco animais no jardim zoológico, com todos os meninos de países com fronteiras definidas reconhecidos pelas NU (bem.. excepto a Tibetana e as Bascas) com olhos triste, a acariciar o seus pobres egos geopolíticos.
Entretanto voltar a Veneza.... depois da Kosova, foi triste, pobre...
O Carnaval não é tão mau como pensava: concertos setenteiros com banda vestida a rigor e covers muito muito próximas ao original - uma viagem no tempo :)
Foram semanas estranhas, entre fazer mais um exame, entrar no ritmo de Veneza e começar a despedir-se de tudo (não que custe assim tanto, mas é estranho).
Outra vez fazer as malas, algumas encomendas a casa e chegar à Bélgica.
Os primeiros dias foram felizes - estão a ser felizes!
Estou à procura de casa, o que é sempre cansativo, mas já vi alguns quartos lindos e hoje saberei uma resposta - depois podem vir visitar! :)
É no Martim Moniz cá da zona, mas sabem como eu gosto de toda esta experiência sociológica.
E vocês, como estão?
Aqui é só para escrever poesia ou quê?
Tenho que começar com as espanholadas outra vez??
Beijinhos com sabor a batatas fritas, cerveja e gauffres com chocolate :)~
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
A Medeia era uma grande mulher. Matou o pai para fugir com Jasão para Corinto. Nessa altura era uma mulher inteligente, mas obedecia. Tinha-se entregue a Jasão. Jasão trocou-a pela princesa filha de Creonte, pensando que a podia continuar a ter na mão, por ela lhe estar inevitavelmente ligada pelos dois filhos que tinham. Percebe-se que, apesar de geralmente virtuoso, no campo do amor Jasão era um mariquinha. Só deixou Medeia porque a tinha na mão. Os cachopos não eram somente as correntes que a amarravam a ele, eram também eles que a tornavam fraca, numa mulher vulgar que não podia pensar no seu futuro, que nem sequer podia pensar em vingar-se de Jasão. Por isso matou-os, apunhalando-os, num assomo de loucura ou lucidez. Jasão, que nem sequer ligava muito aos miúdos, ficou destroçado, sem reacção.
A mulher libertou-se da sua condição de mulher e transformou-se num ser poderoso. Os gregos percebiam destas coisas. Comentem, mas no campo vectorial da tragédia, por favor.
A mulher libertou-se da sua condição de mulher e transformou-se num ser poderoso. Os gregos percebiam destas coisas. Comentem, mas no campo vectorial da tragédia, por favor.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Conferências de e(i)mpresa
A propósito da conferência de imprensa sobre o anúncio de uma nova ponte ontem do bacharel José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa (sim, era esse o novo disparate que ele queria anunciar,porque o outro já todos sabiam), aqui vai um jogo que pode ajudar o tempo a passar em novos episódios.
1. Imprima o quadro antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
2. Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma com um (X).
3. Quando completar uma linha, ou grelha completa, grite, "BINGO".
2. Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma com um (X).
3. Quando completar uma linha, ou grelha completa, grite, "BINGO".
Eu sei que não deve demorar muito. Mas joguem à melhor de 10 com o parceiro do lado.
Na latrina deviam estar estes...
O Sr. da ASAE (Associação Seguidora do Absurdo Europeu) não tem razão. Na realidade o decreto-lei é bastante elucidativo. Está na alínea a) sr, é só ver as diferenças.ehheheheh
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