quinta-feira, 25 de abril de 2013

Fica aqui registado o meu 25 de Abril de 2013. Por estas bandas há apenas um único feriado de carácter revolucionário: o dia da reforma. Todos os outros feriados sao religiosos (no sentido de místicos, como pentecostes e a sexta feira santa) ou de cariz institucional (como o dia da reunificacao). Diz muito de um regime o facto da reunificacao da alemanha se celebrar no dia em que se assinou o tratado de anexacao dos chamados novos länder e nao na noite em que caiu o muro e o povo saiu à rua para comprar bananas. Compare-se com o 25 de Abril, que para além de ter sido a grande revolucao que levou escola e saúde e seguranca social a muitos milhoes, foi também uma revolucao que nao ficou a dever nada a ninguém. Cumpriu-se naquilo em que se devia cumprir, e aí se tem a verdadeira dimensao da efeméride. O povo nao saiu à rua para ir às compras ao ocidente, ou sequer para reclamar liberdade económica. O povo saiu à rua para reclamar a verdadeira liberdade, aquela que distingue uma vida boa de uma vida má. O mercado livre que vá para o diabo! Uma revolucao a sério é o 25 de Abril.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

a troika chegou ao futebol. objectivamente, e zeus sabe como eu odeio a equipa de munique, os espanhois levaram um banho de bola que lhes vai ficar na memória por uns anos. Até me pergunto se não haverá consequencias políticas a tirar dos jogos desta semana.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Uma tragédia para a ciência em geral e para mim em particular.... http://en.wikipedia.org/wiki/Envisat#Loss_of_contact

quinta-feira, 18 de abril de 2013

dizia eu que já não há remédio para o mercado de licencas de emissão de co2. Mesmo que a resolucao de ontem tivesse passado, já nada daria credibilidade a licencas de emissão transaccionadas ao preco do quilo de batata. Isto para nao ir aos efeitos da recessão na europa e da contracão da indústria. Um flop do início ao fim que logo por princípio nem devia ter comecado: não se entrega aos mercados um problema tão grave como o da regulacão das emissões de carbono para a atmosfera. Eram outros os tempos pré-Lehman Brothers.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

apetece-me partir a televisão...

...quando assisto a um debate em que se discute o investimento de 4 mil milhões de euros em novos infantários na alemanha. Por estes dias anda o governo português a planear CORTAR 4 mil milhões de euros à educacão, saúde e seguranca social, sectores mais conhecidos por "gorduras". Prioridades...

terça-feira, 9 de abril de 2013

Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país 1. Por despacho do ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo adopta a política do “quanto pior, melhor”. Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país. 2. Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático. 3. É um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal? 4. No caso da universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro. Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não há pior política do que a política do pior." Lisboa, 9 de Abril de 2013 António Sampaio da Nóvoa Reitor, Universidade de Lisboa

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Uma boa notícia. Este dia deixa-me feliz, mas com um certo sabor amargo... Não teria sido muito melhor se tivesse marchado com um tiro há 30 anos, ou assim como o Mussolini, de cabeça para baixo em Piccadily Circus? Isso sim, era para comemorar! http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3153352