quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
os macaquinhos nas palmeiras a trepar vejam os hipopótamos do velho ultramar
ora continuemos com este tema que é bem premente. Neste caso o início não era o verbo, tomara que o fosse, mas sim a modernidade. Segundo o que percebi das leituras, corrijam-me se estou em erro, a tomada de consciência do fim de muitas coisas (da história, por exemplo) marcou o início da modernidade MAis tarde veio a perceber-se de que era necessário uma autocertificação da modernidade por ela própria, pelo que apareceu outra definição. Esta definição, segundo Hegel, é que o príncipio da modernidade é a subjectividade: "O que dá grandiosidade à nossa época é o reconhecimento da liberdade, a propriedade do espírito, o reconhecimento de que o espírito estando em si está consigo". Vemos aqui duas perspectivas que se confirmam. Que empolam o papel da subjectividade, do presente, do individualismo. Como se viu, muita história correu desde então. Por outro lado, a história em si, a história como ciência social, começaria então a ser discutida, por exemplo com Marx, o que também marca de um modo mais prático o início da modernidade. (a história também não acabou quando o fukoyama escreveu o livro com o mesmo nome). A modernidade em termos filosóficos fica então marcada por uma tomada de consciência irresponsável: chama ao sujeito a autoria da humanidade como conjunto e coloca o peso da história sobre o indivíduo (isto é só uma hipótese à discussão).
A relação com a vã guarda é precisamente essa. "a confusão vingou e a necessidade do regresso à ordem se foi afirmando inócua porque a ordem estava perdida". Ou "de como se lançou na confusão a relação entre o que vê e o que é visto pois é a expressão do eu que lá está" Faz-me lembrar vagamente o que está escrito antes, mas aplicado à arte (hoje maputo). Será este o fim da história da arte? Se fosse, porque não aproveitar as lições da história (com h grande) e começar já a construir um novo paradigma na forma de olhar para a arte? Não terá o tempo dos ismos acabado?
É óbvio que deve haver uma cáfila de historiadores de arte já a pensar nisso, mas por acaso agora fiquei curioso
A relação com a vã guarda é precisamente essa. "a confusão vingou e a necessidade do regresso à ordem se foi afirmando inócua porque a ordem estava perdida". Ou "de como se lançou na confusão a relação entre o que vê e o que é visto pois é a expressão do eu que lá está" Faz-me lembrar vagamente o que está escrito antes, mas aplicado à arte (hoje maputo). Será este o fim da história da arte? Se fosse, porque não aproveitar as lições da história (com h grande) e começar já a construir um novo paradigma na forma de olhar para a arte? Não terá o tempo dos ismos acabado?
É óbvio que deve haver uma cáfila de historiadores de arte já a pensar nisso, mas por acaso agora fiquei curioso
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
nao vale a pena dizer muito sobre gaza e israel neste blog de esquerdistas e anti-sionistas declarados (onde eu me incluo). Mas vale sempre a pena ler mais uma opiniao, principalmente nao politica.
Acontece sempre uma coisa engracada quando ha uma crise na palestina: toda a gente vai reciclar velhos argumentos e reata a discussao publica comecada em 1948. Nao tenho idade para ter acompanhado a discussao desde o inicio, por isso tive de construir os meus argumentos com o que via na televisao no inicio dos anos noventa: jovens a atirar pedras contra militares, bombistas suicidas, tudo gestos heroicos ou desesperados que me levaram a respeitar muito o povo da palestina, mesmo sem nunca o ter conhecido. Dai talvez o meu anti-sionismo. Por outro lado os israelitas, uma especie de nordicos plantados ao sol, pelo menos a classe dirigente a abastada, nunca me impressionaram numa discussao politica (os 3 ou 4 que conheci, o que e' que querem?!).
Desta vez so imploro para que nao me venham mais com discussoes politicas. Existe uma resposta desproporcionada de Israel ao lancamento de uma duzia de roquetes. A seu pretexto, matam-se dezenas de criancas e centenas de adolescentes, privam-se de agua, luz, alimentos, ou assistencia medica centenas de milhares de pessoas e nos continuamos a discutir se o hamas e' uma organizacao terrorista ou quem e' que comecou primeiro. A discussao entre lideres mundiais atingiu os limites do razoavel e assemelha-se a uma conversa de surdos. E a mim sinceramente nao me interessa saber se nasceu primeiro o ovo ou a galinha. Ha um problema a resolver, e' necessario resolve-lo com os detentores de poder actuais, objectivamente, sem ressentimentos (um bocado inocente esta frase, do genero "va la, deem as maos sejam amigos").
Resumindo, o debate politico e' o derrotado desta crise. Recuso-me a debater este assunto enquanto nao for resolvido o problema humanitario e de profunda desigualdade social na palestina. "Treme, povo de israel: o ze miguel nao fala mais contigo!"
Estes comedores de alheiras ja me comecam a irritar!
Acontece sempre uma coisa engracada quando ha uma crise na palestina: toda a gente vai reciclar velhos argumentos e reata a discussao publica comecada em 1948. Nao tenho idade para ter acompanhado a discussao desde o inicio, por isso tive de construir os meus argumentos com o que via na televisao no inicio dos anos noventa: jovens a atirar pedras contra militares, bombistas suicidas, tudo gestos heroicos ou desesperados que me levaram a respeitar muito o povo da palestina, mesmo sem nunca o ter conhecido. Dai talvez o meu anti-sionismo. Por outro lado os israelitas, uma especie de nordicos plantados ao sol, pelo menos a classe dirigente a abastada, nunca me impressionaram numa discussao politica (os 3 ou 4 que conheci, o que e' que querem?!).
Desta vez so imploro para que nao me venham mais com discussoes politicas. Existe uma resposta desproporcionada de Israel ao lancamento de uma duzia de roquetes. A seu pretexto, matam-se dezenas de criancas e centenas de adolescentes, privam-se de agua, luz, alimentos, ou assistencia medica centenas de milhares de pessoas e nos continuamos a discutir se o hamas e' uma organizacao terrorista ou quem e' que comecou primeiro. A discussao entre lideres mundiais atingiu os limites do razoavel e assemelha-se a uma conversa de surdos. E a mim sinceramente nao me interessa saber se nasceu primeiro o ovo ou a galinha. Ha um problema a resolver, e' necessario resolve-lo com os detentores de poder actuais, objectivamente, sem ressentimentos (um bocado inocente esta frase, do genero "va la, deem as maos sejam amigos").
Resumindo, o debate politico e' o derrotado desta crise. Recuso-me a debater este assunto enquanto nao for resolvido o problema humanitario e de profunda desigualdade social na palestina. "Treme, povo de israel: o ze miguel nao fala mais contigo!"
Estes comedores de alheiras ja me comecam a irritar!
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