sexta-feira, 12 de novembro de 2010

na semana em que uma manifestação não foi autorizada para não incomodar a conversa entre primeiros ministros português e chinês, aconteceu um massacre no Saara Ocidental e da tão falada europa dos valores judaico-cristãos nem uma palavra. Do governo português já nem se fala.

É triste ser-se pobre, viver-se em crise e não se poder abrir a boca com medo de represálias económicas. Foi com este tipo de hipocrisia que na realidade aqui chegámos. As ideias passaram a estar reféns dos mercados abertos e da boa disposição dos convidados de circunstância, como o referido chinês. Isto sim é a globalização.

domingo, 7 de novembro de 2010

A grande confirmação da semana, acabou por ser a segunda sinfonia de Mahler levada à perfeição pela orquestra filarmónica de berlim de onde se destacaram as trompas, um timpanista em perfeita simbiose com a orquestra e uma Kate Royal e uma Magdalena Kozena que não precisam de apresentações.

A abrir o concerto tocou-se A Survivor from Warsaw, uma narrativa em inglês sobre a passagem ao submundo, um pesadelo em forma de música, com muito significado em Berlim. Entre as duas obras não houve intervalo, a transição foi contínua e bem

A grande descoberta da semana foi o trio de pablo held, em grande forma a apresentar três músicos (pois, é um trio...) em perfeita comunhão. Ontem no Festival de Jazz de Berlim, cerca da uma da manhã, tocou-se um set contínuo de 75 minutos. Um elogio à gestão de ideias musicais, ao sentido rítmico de baixa frequência e àquilo que deve ser a estrutura de um set de jazz.

Em oposição ao outro concerto da noite, onde um Peter Bolte (sax.) dotado tecnicamente se perde com a mesa de electrónica entregue ao pobre Jim Campbell, explorando durante uma hora a mesma ideia que acaba como começou. Zero de comunicação entre os dois. Na mesa de mistura aconteceram uns loops e uns efeitos de trazer por casa, um contrabaixo tinha feito melhor figura e ficava mais barato...

Fica um excerto do Pablo Held trio, o concerto de ontem talvez esteja em breve disponível online no sítio da WDR 3.

ENCORE von Pablo Held

terça-feira, 19 de outubro de 2010

para meu desgosto, estou de novo a perder um doc em lisboa. diz-se que na nossa terra é que se está bem. é verdade e não é só por causa da sardinha assada. a construção da nossa vida cultural foi feita lá, entre cineclube, cinemateca e gulbenkian, e quer se queira quer não, o nosso gosto foi moldado pelos programadores destas salas. há muita coisa lá fora, teatro, arte, museus, é certo, mas é raro acontecer algo que me apele directamente ao coração como um doc lisboa ou uma temporada de música na gulbenkian.

já alguém me tinha dito que o curador é hoje um artista. digo mais, a minha cultura foi traçada por 2 ou 3 curadores. foram afinal 2 ou 3 desconhecidos que me educaram. isto é que define um país, não é preciso fado nem língua nem saudade para coisa nenhuma.

domingo, 10 de outubro de 2010

as malas ficam amontoadas a um canto, dois guardas fronteiriços a revistar todos os passageiros (mais de cem pessoas), gente de todas as cores, horas na bicha...

jfk

na bookshop de aeroporto: autobiografia de sarah palin. e logo ao lado: "less taxes + less government = more freedom, a tea party revolution!, check inside how to become an activist"

terça-feira, 28 de setembro de 2010

adivinha

nas escolas secundárias do país em que me encontro é necessário uma autorização com assinatura do director de cada vez que um professor quer tirar uma fotocópia (o documento é vistoriado pelo director para saber se se trata de uma fotocópia de interesse público).

qual é esse país?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

acabou o verão. dizem-me que em berlim já tinha acabado há umas semanas. aqui em viseu não parece, mas pelo menos o fim astronómico está à vista, é hoje. o verão no interior sempre me marcou mais do que na praia. banhos de rio sempre me souberam melhor do que os de mar, as serras da beira alta guardam em si um enorme mistério que uma praia do algarve na sua ordinária clareza nunca sonhará ter. os passeios de bicicleta, as costas nas pedras quentes da margem de um riacho, os cafés de aldeia, as festas em agosto, as verdadeiras borracheiras de cerveja mal tirada. o realizador acertou: o meu querido mês de agosto, sempre demasiado curto, sempre incompleto, parece feito de oportunidades perdidas, de mais um verão em que não fiz o que devia ter feito, com quem deveria ter estado. quando já nos esquecemos como agosto é bom, ele volta a aparecer no horizonte, os projectos de um verão longínquo renascem. anualmente, por volta dessa altura, sou feliz.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

os macaquinhos coitadinhos

coitadinhos que säo os macaquinhos que se apresentavam numa palma de uma mäo, branca e ocidental, num cartaz mupi grande e ocidental dessa estacao de metro ordinária que é Kottbusser Tor. Sim, salvem os macaquinhos, que têm tanto direito a ser gente, como a gente propriamente dita, e isto para não falar da tourada, que o pobre do touro quase que desfalece, ENQUANTO A OPINIAO PUBLICA EUROPEIA SE RECUSAVA A AJUDAR O PAQUISTAO, COM MEDO DA AMEACA TERRORISTA

crónica de estocolmo

perguntava uma ilustre indiana porque razão andaram os engenheiros nos últimos cem anos entretidos a ir buscar água a centenas de quilómetros de distância (a Castelo de Bode, por exemplo), para servir cidades onde corre um rio. E esta hem?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

a ditadura dos sorrisos

ouvi dizer que há de alguns anos para cá uma ditadura de sorrisos se apoderou dos EUA. Desacraliza-se o local de trabalho e a relação patrão empregador com boa disposição e retirando o senhor doutor à relação. O mais importante fica lá, que é a relação encoberta com sorrisos de chefe para empregado. Somos todos bons rapazes, por isso para quê sindicalizarmo-nos e entrarmos em guerras laborais quando o trabalho é já quase a nossa família e o patrão um compincha? Os sindicatos, o associativismo saiu de moda, porque é chato ir a plenários, aturar os broncos dos camaradas e pia fora. No entanto, o poder de despedir é mais do que nunca intocável. O poder de subir rendas de casa sem apelo nem agravo é cada vez mais indiscutível. O poder dos horários de 45, 50 ou 60 horas semanais é uma evidência. É óbvio que depois de trabalhar tanto ninguém tem paciência para ir ao sindicato, ainda para mais falar mal do chefe, que até é um porreiro. Nada disto está conforme com a modernidade ou pós-pós-modernidade e com a sua vida limpa e a cores. E no entanto... não vou julgar o Francisco Lopes só porque ele tem cara de mau. vou esperar para ver.

PS a nossa vida não é limpa

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Akerlof's paper uses the market for used cars as an example of the problem of quality uncertainty. A used car is one in which ownership is transferred from one person to another, after a period of use by its first owner and its inevitable wear and tear. There are good used cars ("cherries") and defective used cars ("lemons"), normally as a consequence of several non-always-traceable variables such as the owner's driving style, quality and frequency of maintenance and accident history. Due to the fact that many important mechanical parts and other innards are hidden from view and not easily accessible for inspection, the buyer of a car does not know beforehand whether it is a cherry or a lemon. So the buyer's best guess for a given car is that the car is of average quality; accordingly, he/she will be willing to pay for it only the price of a car of known average quality. This means that the owner of a carefully-maintained, never-abused, good used car will be unable to get a high enough price to make selling that car worthwhile.

Therefore, owners of good cars will not place their cars on the used car market. The withdrawal of good cars reduces the average quality of cars on the market, causing buyers to revise downward their expectations for any given car. This, in turn, motivates the owners of moderately good cars not to sell, and so on. The result is that a market in which there is asymmetrical information with respect to quality shows characteristics similar to those described by Gresham's Law: the bad drives out the good (although Gresham's Law applies to a different situation).

"Lemon market" effects have also been noted in other markets, such as used computers[citation needed] . There are also parallels in the insurance market, where, unless those least likely to need insurance (i.e., those least likely to get in accidents) are forced to buy insurance, it is those most likely to need insurance compensation who tend most to buy insurance, eliminating the advantage of diffusing risk that insurance is supposed to provide (adverse selection).
[edit]

da wikidedia

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

compreender que todos somos hóspedes uns dos outros

...como alguem dizia

domingo, 8 de agosto de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

Simphonie der Großstadt (excertos)



Em 1927 Berlim tinha mais um milhão de habitantes do que hoje. A avaliar pelas imagens, tinha também melhores restaurantes...

Que filme!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ostrom


Muitas vezes nos questionamos sobre qual será o espaço de intervenção razoável em questões de dimensão global. O ambiente, a economia global ou a conservação do património são exemplos de questões que nos põem muits vezes reservas quanto à validade da nossa acção local: sem o todo de nada vale a parte.

Daí que se fale de espaços ou níveis de intervenção. De que vale para o clima na terra Portugal deixar o paradigma do automóvel, se na China se vendem mais carros num ano do que os existentes em Portugal? Vale a pena a Europa abraçar sozinha o cap and trade, ficando o resto do mundo de fora? E indo mais longe, devo pastar menos o meu baldio para o conservar, ignorando se os vizinhos vão seguir os meus passos ou não?

A resposta para tudo é sim. Economicamente, os baldios gerem-se por si mesmos, porque constituem um bem comum e porque o homem tem uma capacidade de aprendizagem social, semelhante a outras espécies. Esta descoberta, resultado de anos de recolha de conclusões de estudos de outros cientistas valeu o Nobel a Ostrom. A tragédia dos comuns, já aqui referida, transforma-se num drama: a humanidade pode colapsar, mas o predicado é "pode" e não "vai". A mensagem é poderosa, mesmo a nível político: a acção deve ser tomada independentemente de consensos mundiais ou comunitários. A espera por uma acção global comum é, previsivelmente, longa. E as acções individuais encurtam essa espera para o resto da comunidade.

De acordo com Hardin e Olson, é necessário ou propriedade privada ou mão governamental para gerir um baldio. De facto, a acção de múltiplos actores independentes gera um sistema caótico, onde no final ou morrem os actores, ou acaba-se com a pastagem. O que acontece é que o pressuposto desta teoria está errado. Como sempre, os actores em volta de um recurso comum não são independentes, pertencem a uma comunidade (tirando casos extremos como a água do rio Jordão). A teoria de Hardin funciona quando há situações anónimas, mais adequadas à realidade da internet, lema que fica por provar.

O acrescento de Olstrom:

- a racionalidade do homem é limitada, mas tem capacidade de aprender
- o homem pretende em geral o bem comum
- o homem não tem informação perfeita

Os resultados são que a propriedade privada não assegura a sustentabilidade global do sistema; regras vindas de cima aumentam as ineficiências; organização local optimiza os custos de monitorização e maximiza a eficiência do sistema.

O exemplo mais flagrante é o das supostas economias de escala nas escolas secundárias norte americanas. Como já é do conhecimento público, houve um agravamento da qualidade de ensino e do aproveitamento e doa custos globais do sistema quando se fecharam escolas pequenas e as integraram em super escolas. O mesmo se passou com as esquadras de polícia.

Tudo isto se resume a uma teoria chamada policêntrica, onde se rejeita a intervenção cega de cima para baixo e se assume que todos os níveis e principalmente os níveis locais de participação e acção colectiva são importantes.

A mensagem inspirou. Acabou com uma crítica à academia, que insiste em desprezar a acção directa e local, por falta de resultados globais.

domingo, 11 de julho de 2010

Grande informação em inglês

http://www.outlookindia.com

para quem quer saber do destino do bilião mais pobre da humanidade.

sábado, 3 de julho de 2010

a alemanha despachou a argentina com 4 secos, humilhou a inglaterra com um futebol leve, atacante e criativo, e os comentadores da rtp ainda falam do "calculismo", da "frieza na organização" ou da "inteligência mecânica" da equipa. porra, eles jogam é bem à bola, é o que é:

Argentina 0-3 Germany

Perry | MySpace Video

o circo dos mercados financeiros

there was a big scare in the fall of 2009, based on, well, nothing. paul krugman, hoje.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

e aqui vai a história do meu irmão, sem pagar direitos de autor:

Os polícias, quando devem, não fazem nada. Se calhar porque andam cansados de malhar no pessoal do Bairro do Cerco.

Vou explicar:

No passado Domingo fiz um concerto na Fundação Trepadeira Azul. Trata-se de uma Fundação, constituída exclusivamente pelos bens do Mário Martins, sem quaisquer financiamentos públicos, que entendeu que deveria colocar o seu parco património ao serviço da comunidade.
Esta Fundação funciona numa quinta do Vale do Mondego (Aldeia Viçosa), e tem como principais objectivos a catalogação, conservação e preservação de espécies de Fauna e Flora da região, bem como a mobilização da sociedade em redor de uma zona notável e riquíssima em termos naturais e antropológicos (e também sociológicos, como se irá ver) - o Vale do Mondego - através da agricultura biológica, projectos de desenvolvimento, da valorização sustentável dos produtos locais, da cultura e das artes.

Neste âmbito têm realizado inúmeras actividades, e a última foi conseguir mobilizar a cooperativa de azeite para importar um lagar italiano novo, servido da mais avançada tecnologia, que permite fazer azeite biológico a frio e nas melhores condições de higiene e exigência, sem a utilização de combustíveis ou qualquer forma de combustão.

Enfim, já percebem que se trata de gente que sabe o que anda a fazer.

Mas dizia eu, a Fundação Trepadeira Azul organizou um concerto em que se apresentou o meu grupo "Capela de Música Egitanea", cujo programa era subordinado ao tema "Naturalismos". Ali fez-se música de Vivaldi, Eurico Carrapatoso, Mozart, Telemann, Charpentier, Geminiani e Carlos Seixas.

Fez-se, mas nem sempre se ouviu. E porquê?

Porque uns selvagens, um dos quais o presidente da junta de Aldeia Viçosa, decidiram ir urrar, gritar e soprar para dentro de vuvuzelas, à porta do concerto, por forma a boicotá-lo, naquilo que os mesmo, entre zurrarias, gritos e ameaças de morte, chamavam uma manifestação!

continua...

E quais as razões que os caciques apresentaram para o inacreditável protesto? É que, supostamente, a Fundação Trepadeira Azul chamou a GNR sempre que nos últimos anos o presidente da junta decidiu fazer despejos de lixo de forma repetida e violentamente em terrenos do parque natural da serra da estrela. Para além disso, a Fundação alertou as autoridades para o facto do lançamento de foguetes e morteiros durante a romaria da santa local estar a violar ostensivamente a lei, quer pelo perigo de incêndio que causa no parque natural, quer pelo barulho que produzem, quer por serem pura e simplesmente proibidos.

É claro que isto não aconteceu apenas uma vez. Aconteceu dez vezes, e no anos seguinte a junta prosseguiu no incumprimento das normas legais, incorrendo repetidamente nestas e noutras ofensas ambientais ao parque natural (algumas têm que ver, também, com construção ilegal junto ao Mondego. Isto tudo é notável).

Quando chegámos ao concerto, ninguém queria acreditar! O autarca zurrava e tocava vuvuzelas, protegido pelos seus jagunços! Chamou-se a GNR, é claro, mas as vuvuzelas e os zurros continuaram, argumentando que estavam a comemorar a vitória da Argentina e a protestar contra o facto de não se terem pago direitos de autor para aquele concerto (!!!).

A berraria do presidente da junta era constante, e no meio de vários zurros, o que se ia percebendo era que por causa desse "filho da puta" (o Mário Martins, fundador da Trepadeira Azul) ele "já tinha lá dez multas de 4000 euros para pagar"!

Em Portugal, já não existe direito, segurança ou polícia. As regiões estão mafiadas, e o que subsiste é a lei do cacique e de seus jagunços (ainda há duas semanas, um tipo da Guarda teve que vender o seu café em Sortelha - o seu modo de vida e seu sustento - e a sua casa no Sabugal, porque já não suportava mais as ameaças e as pressões dos caciques locais contra ele, que apenas tem lutado contra a colocação de turbinas eólicas na aldeia histórica de Sortelha, património histórico incomparável. A civilização perdeu a guerra contra a barbárie. Isto chama-se capital.)

Bom, mas a história do concerto da Fundação, por mais estranho que pareça, ainda não chegou à parte mais inacreditável.

continua...

No meio do público que tentava ouvir o concerto, estava o Américo Rodrigues, director do Teatro Municipal da Guarda - a melhor casa de espectáculos em Portugal -, representando-se apenas a si próprio, é claro. A certa altura, o Américo, um pouco farto daquela história, foi tentar acalmar os ânimos, referindo, suponho, que se o presidente da junta tem lá dez multas de 4000 euros para pagar é porque violou a lei, e não por causa de "filho da puta" nenhum.

Resultado: esta semana houve assembleia municipal na Guarda. O dito cacique, presidente da junta de Aldeia Viçosa, decidiu, na dita, dar corpo à sua vingança pessoal: fez uma proposta de redução de 20% do orçamento do Teatro Municipal da Guarda em 2010 e mais 30% em 2011. O remanescente reverteria a favor das Juntas de Freguesia.

Como é evidente, ninguém pode fazer propostas que não estejam na ordem de trabalhos. Assim, alterou-se a proposta para uma recomendação. Mesmo assim, não se podem submeter recomendações depois de começar a ordem do dia. Mas não faz mal: o presidente da mesa aceitou na mesma. Submeteu-se à votação e.... a proposta passou! E com poucos votos contra! O da CDU foi contra, é claro, mas outros terá havido.

Ou seja, como um selvagem não pode despejar lixo no parque natural, toda a região, todo o país, perde na sua vingança. O Américo sabe, e todos sabemos, que o TMG com menos 20% de orçamento, terá que fechar.

São estes jagunços que detêm o poder em Portugal. O nosso país, o nosso espaço de luta, de desenvolvimento, acabou.

Vale a pena ir ao blog do Américo Rodrigues www.cafe-mondego.blogspot.com e acompanhar os posts e comentários sobre o assunto a partir do post Música Vuvuzelas e podel local, do dia 28 de Junho.

João Pedro Delgado

segunda-feira, 28 de junho de 2010

vamos acabar como num filme do cronenberg

The salmon’s approval would help open a path for companies and academic scientists developing other genetically engineered animals, like cattle resistant to mad cow disease or pigs that could supply healthier bacon. Next in line behind the salmon for possible approval would probably be the “enviropig,” developed at a Canadian university, which has less phosphorus pollution in its manure.

The salmon was developed by a company called AquaBounty Technologies and would be raised in fish farms. It is an Atlantic salmon that contains a growth hormone gene from a Chinook salmon as well as a genetic on-switch from the ocean pout, a distant relative of the salmon.

in ny times

terça-feira, 22 de junho de 2010

Vi hoje uma apresentação da Eleanor Ostrom sobre o problema dos baldios (genericamente, os comuns). Já aqui os referimos, a propósito de Hardin, e da anterior Climate Lecture com Nicholas Stern. Num próximo poste entrarei em detalhes sobre o que se passou e o que ficou registado, inclusivé um achego ao (falso) problema das escolas com poucos alunos no interior e aos super-polícias.

Mais actual não poderia ser...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Por exemplo o Walton Ford pegou na tradição do desenho dos naturalistas do século 18, 19 e 20, nas naturezas mortas da josefa de óbidos, baralhou e voltou a dar.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

passo todos os dias a 10 metros da campa do mendelssohn e nunca tinha reparado...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

decididamente, há polícias a mais em Portugal...

http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/2010/05/andam_muito_ner.html

http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/2010/05/terrorismo_ofic.html

sexta-feira, 28 de maio de 2010

e se estamos numa de descobertas, a de hoje:



do filme bamako, já comentado num poste anterior. antes do FMI e da OMC, áfrica era um continente normal...
este fim de semana conheci um miúdo de 17 anos que fez isto:

Montaigne aime le Chocolat from Leo Becker on Vimeo.



não volto a entrar numa galeria de arte!

domingo, 25 de abril de 2010

vintecincodabrilsempre!

Estava quase a acontecer, mas não aconteceu. Fica aqui e por mim em nome de todos assinalado para a posteridade. Porque é a data mais difícil de digerir do calendário emigrante, mesmo quando há sol lá fora e as ruas estão cheias de jovens descabelados. Mas que percebem eles, se nunca tiveram um 25 de Abril?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

uma luta a seguir

http://stopogm.net/

quero ir a bamako


Em Bamako, A. Sissako julga o ocidente em praça pública. Sobre um pano de fundo político desfilam personagens frágeis, que apresentam os seus argumentos, quer como testemunhas, quer como figurantes. Aqui está a mestria do mestre: apesar de não intervirem no julgamento, a família de Chaka é argumento em carne viva. Sissako não nos apresenta o despudor da morte, da doença, da fome, dos campos de concentração de imigrantes ilegais. Mas apresenta-nos as faces e expressões que reflectem essas tragédias. E pelo meio condena o banco mundial e o fmi com argumentos frágeis, humanos, sem exagerar na grande ficção que são as estatísticas.

Ainda há tempo para um western em timbuktu, com danny glover como bom da fita, nma grande caricatura aos "danos colaterais".

segunda-feira, 29 de março de 2010

lembrei-me disto quando li um poste do falecido s.b. de há alguns dias

The materialistic and selfish quality of contemporary life is not inherent in the human condition. Much of what appears "natural" today dates from the 1980s: the obsession with wealth creation, the cult of privatisation and the private sector, the growing disparities of rich and poor. And above all the rhetoric which accompanies these: uncritical admiration for unfettered markets, disdain for the public sector, the delusion of endless growth.

We cannot go on living like this. The crash of 2008 was a reminder that unregulated capitalism is its own worst enemy: sooner or later it must fall prey to its own excesses and turn again to the state for rescue. But if we do no more than pick up the pieces and carry on as before, we can look forward to greater upheavals in years to come. And yet we seem unable to conceive of alternatives.

camaradas

muito temos ouvido na rtp sobre as guerrilhas maoistas que estão activas na Índia há algumas décadas. Têm-nos sido apresentados como terroristas sanguinários ou em alguns casos como comuns bandos de assassinos. Tive a sorte de ter comprado a Outlook, uma revista indiana, que apresenta no número que trouxe de volta para a europa, uma reportagem sobre estes camaradas que decidiram abandonar as suas vidinhas de miséria e violentação por uma vida melhor na floresta, sob a protecção de guerrilheiros maoistas armados.

Estas minorias étnicas estão mais do que nunca ameaçadas, já que o governo indiano continua a assinar memorandos de entendimento com multinacionais para a exploração das terra onde vivem.

Não se espera nada de bom deste conflito, mas para todos os que pensam que o século XX já acabou, vale a pena acompanhar.
óbitos já teve este blogue pelo menos dois, e lá foi renascendo, entre projectos de um novo sítio e planos de novas colaborações. nunca nenhuma se concretizou. continuamos a questionar se um blogue não será mais do que uma bolsa de vaidades, onde vamos apresentando o produto das nossas mais recentes masturbações. bom, pelo menos não temos bolsas do inovarte, e isso já abona em nosso favor.

por isso, continuemos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Como vou amanhã para a índia vou estar afastado deste blogue por uns tempos. quando regressar espero ter umas fotos para aqui por de Cochim, Cananore, Goa, Bombaim e doutras cidades contaminadas pela semente portuguesa.

terça-feira, 2 de março de 2010

OGM

A UE continua longe das pessoas e perto das grandes empresas. Será que os europeus precisam de alimentos ainda mais baratos? A que custo para a saúde, para os pequenos agricultores e para a biodiversidade estaremos a massificar a produção de alimentos?


ouçam o que o porquinho tem para vos dizer

segunda-feira, 1 de março de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

madeira

A solucao, nas palavras de um jovem politico mnadeirense, passa por canalizar ainda mais as ribeiras. Isto é um erro de palmatória. A investigação mais recente em análize de risco de cheias aponta a canalização e a pseudo-protecção de cheias como culpadas pela maioria dos estragos. As estruturas de protecção dão uma aparência de segurança absoluta onde ela não existe. As populações vão habitar uma zona dita protegida, quando ela não é e nunca poderá ser absolutamente fiável. Pelo contrário, as populações depositam na estrutura a sua total confiança, aumentando a sua vulnerabilidade, não por causa do fenómeno natural, mas por causa da sua atitude relativamente à prevenção. Veja-se por exemplo o caso do furacão katrina.

A solução passa sempre que possível precisamente por devolver as ribeiras ao seu estado natural (com intervenções pontuais), ao mesmo tempo que se abandona a construção em leito de cheia ou em zonas de risco (para as quais ainda não há levantamento…)

As vantagens são óbvias: deixando de tapar os fenómenos naturais com betão, as pessoas passam a conhecer as dinâmicas das cheias torrenciais e os possíveis riscos, a uma distância segura. A sua vulnerabilidade diminui, porque aumenta a sua atenção em relação aos fenómenos naturais, que, quer se goste quer não, vai desaparecer dos telejornais em menos de duas semanas.

Chega de engenharias! É preciso viver com as cheias, já que por mais que se construa, virá sempre uma cheia maior que nos apanhará desprevenidos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

charada

sócrates, pereira e lacão combinam almoçar. por acaso, no mesmo restaurante encontra-se também:

a. um amigo de paulo portas e no passado próximo de kaúlza de arriaga

b. um famoso executivo da televisão

c. a esposa do antigo ministro da cultura e actual embaixador na UNESCO

d. um ilustre jornalista da SIC

de que restaurante se trata?

sábado, 23 de janeiro de 2010

eu gosto porque os outros meninos gostam

Johnny Guitar é que é