quinta-feira, 24 de abril de 2008


Esta imagem do Alvaro de Campos vinha hoje no Pubico. Derreto ao olhar para ela, como ele proprio diria, esmaguem-me contra esta parede, disparem-me, empurrem-me e espanquem-me ate eu escorrer pelo calcario.

Este painel da-me saudades de casa.

Quem mais pode sentir o que eu sinto quando leio a ode maritima? Ninguem!

Qual seria a versao contemporanea da ode triunfal? Ter o desejo obsceno de ser violado por um teclado, ser sugado por um aspirador, sentir a velocidade do zapping. Tristes correm os anos, higienicos e televisivos...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Estava a reler um post aqui colocado ha uns dias por um pequeno genio emigrado (eu) e lembrei-me de uma coisa engracada. Os funcionarios da PIDE, ou trabalhadores ou colaboradores, sei la, vestiam sempre uma casco tipo blazer com quadradinhos muito pequenos castanhos claros e castanhos escuros. OS quadrados sao de tal forma pequenos, que quando se avista um PIDE ao longe, nao se vem quadrados mas apenas uma massa castanha, nem escura nem clara (la esta'). E' um estilo que ja nao se usa, infelizmente.

pasquins abjectos

Estava aqui a matutar que revistas ou pasquins ou jornais haveria na paisagem editorial portuguesa que eu pudesse assinar enquanto estou por aqui em berlim. Pensei pensei e nao encontrei nenhuma. O publico de fim de semana custa a modica quantia de 400 eur por ano, o expresso, idem idem aspas aspas. A visao nem quero pensar nisso. Procurei entao na imprensa de maior periodo, o que e' o mesmo que dizer menor frequencia, como sabem. lembro-me que ate ha pouco tempo havia duas ou tres revistas que se podiam ler. Lembrei-me da atlantico, neo liberal, mas em principio nao alinhada com nenhum partido -- parece que acabou hoje. A manifesto vim a saber que acabou ha uns anos. A periferica desapareceu sem deixar rasto. Ate a Coloquio/Letras, editada pela gulbenkian nao sai ha 2 ou 3 anos.

Pergunto-me eu a mim mesmo, de mim para mim: o que se pode esperar de um pais que nao tem UMA UNICA publicacao nao generalista e que possa ser lida pelo publico em geral sobre politica ou arte ou literatura. NEM UMA! Minto, ha o le monde diplomatique. Mas so com o le monde diplomatique nao ha concorrencia e como todos sabemos o mercado sem concorrencia nao funciona, ate para os esquerdistas do le monde.

Sera que vou ter de assinar a the economist? Nao queria...