domingo, 27 de fevereiro de 2011
ora os tais que se queixam do carro para pagar e de ter que viver em casa dos pais são os que optaram por ficar por portugal: por preguiça, por amor, por conveniência ou porque sim...
os outros que puderam sair, ou que nem tiveram hipóteses porque os pais optaram por si mesmos, têm problemas também.
há uma imagem muito interessante nas páginas do cristianismo que é um pássaro a arrancar bocados de si para dar aos filhos. vi uma pequenina esculpida numa coluna da sé da guarda, mas não tenho aqui fotografia. quando tiver desenvolvo mais sobre o assunto. e é um bocado disso que nós somos feitos em portugal: autofágicos.
porém atenção: não se iludam com esses modelos ideiais sociais democráticos das suécias e etc.!! não vale a pena ir copiar já já essa juventude sem os perceber. eles são muito independentes, fazem tudo...mas dependem do governo, que por sua vez depende e se alia às empresas de sucesso como a volvo, a skanska, a hasselblad, a astrazeneka etc. que por sua vez começaram bem porque numa certa altura de uma guerra, a suécia andou a vender ferro a uns certos senhores alemães e a permitir-lhes o acesso à rússia...ajudava uns (era neutra) e outros e lucrou com isso. E MUITO! por isso somos todos mauzões.
os suecos há uns anos atrás não passavam de pobres camponeses. tenhamos menos ciúmes. mandemos menos exploradores para fora, conquistar o mundo e esbanjar tudo como dantes e já agora acho bem que se tenha acabado com essa coisa um bocado estúpida que andou a ser o inov-arte. foi o mesmo nos descobrimentos. esbanjar os nossos recursos para nos mandar para fora e depois não dar condições para nos voltar a receber. e perder tudo...
seremos eternos exploradores do mundo? por isso é que eu digo: neo-colonialistas.
mas desta vez com respeito e sem racismos.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
receita
ingredientes:
250 gramas de açucar
250 gramas de farinha
2 colheres de chá de fermento em pó
3 ovos
1 chávena de leite
100 gramas de manteiga (derretida)
açucar e canela para polvilhar em cima
Misturar a farinha, os ovos e o leite. Mexer bem.
Juntar o açucar e o fermento em pó e no fim juntar a manteiga derretida. Mexer com convicção
30 minutos no forno pré-aquecido. Deve-se colocar a massa numa forma rectangular e larga para se obter uma espécie de rectângulo com cerca de 4 cm de altura.
Quando o preparado estiver pronto, cortar aos quadradinhos. Misturar o açucar e canela e polvilhar em cima das felisminas.
Bom apetite. (melhor ainda se for saboreado a ouvir músicas do Sérgio Godinho)
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
post não autorizado
"Um imbecil de um seropositivo aborda-me, vangloriando-se de que eu até já o conhecia - a conversa é sempre a mesma. Como sabes, não abunda em mim paciência para imbecis, muito menos seropositivos. E este já me fez das boas, pediu-me 5 cêntimos numa estação de metro e foi gastá-los num snickers. Respondo-lhe que a ele, em particular, não lhe dou nada, precisamente por causa deste episódio. E explico: com o euro que gasta na máquina pode ir a uma padaria, frutaria ou até pastelaria; pode gastá-lo num pão, uma fatia de fiambre e uma fatia de queijo. Mas ele tem uma carta na mão e responde, não fosse ele um idiota chapado (por isso é que é mendigo), que até nem é esse o costume dele, devia ser de noite quando eu o vi, porque ele até costuma comer snickers em pacotes de 3, compra-se na mercearia. Aí enervo-me e insulto-o, ele defende-se, até nem é toxicodependente, não bebe, não fuma, o único prazer que tem na vida é o chocolate snickers; e vai-se embora.
Chamo-o de novo, espera aí não te vás, estou muito arrependido, tu até és esperto, tens de tentar perceber. Agora me apercebo o bando de inergúmenos que estava comigo, gente esperta e de boas famílias, está com medo ou vergonha; insistentemente me pedem para o deixar ir, que ele não vai ligar ao que eu digo nem sequer se vai lembrar do que disse. Discuti um pouco com eles, passado meia hora não tinham mudado de opinião. Uma colega de medicina argumentou inclusivé que um snickers é mais nutritivo que uma sopa, o que eu nem quero discutir...Será que são teimosos ou realmente não percebem? Eram pessoas tão inteligentes...
(...) Tudo o que contei é verdade, mas podia não ter acontecido."
autor Zé, deste blogue
Ouvi falar do protesto da geração à rasca, através dessa plataforma a que somos obrigados agora a comparecer, que é o facebook.
Já tinha pensado nisso, porque bem cedo nos tempos de faculdade vi que um dia mais tarde...me iria ver à rasca.
Na minha humilde opinião de pessoa com paizinhos medianamente abonados, um dos problemas foi que os nossos pais, há uma ou duas décadas atrás, para terem sucesso nos seus escritórios e atelieres, arranjaram estagiários. Porém, para terem sucesso nas suas famílias (as poderem levar de férias e passear no carro grande) tiveram que fazer contas à bolsa e criaram esta moda de não pagar aos estagiários. Faziam-nos acreditar de que estavam a começar por baixo, para um dia chegarem ao topo. A moda entretanto pegou.
Ora a geração dos meus (filhos dos tais pais) foi depois viajar e estudar para fora, aculturar-se, aprender novas línguas, estender os horizontes. Viu muito e gostou de tudo. Quando um dia quis voltar, percebeu que não podia. Os chefes eram os paizinhos que chefiavam tudo com um olho no seu ofício e duas mãos nas suas contas bancárias.
E isto é a história dos meninos privilegiados, porque dos outros nem consigo falar.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
como esta menina simpa'tica: http://www.flagrantedelicia.com/
se calhar iriamos engordar muito com isso...ela come os bolos todos que faz?
Aqui ha tempos andei a gozar com uns amigos sobre as suas segundas adolescencias. Isto pareceu-me que era claro que ha' pessoas que vivem um forte adolescencia e depois assentam e outras que nao a vivem e teem que a viver mais tarde na vida. So' que se calhar com cada um e' diferente. Todos que me abrem o seus livros mostram coisas muito distintas.
Entretanto encontrei este livro do Keil do Amaral (que foi um homem prolifico) chamado "Humor de Arquitecto". La' no livro tinha uma tirada sobre as idades da vida que me pareceu uma visao muito boa sobre o assunto. Ele desprezou a classificacao das fases da vida em infancia, adolescencia, maturidade e velhice, mas criou um sistema que era o da "infancia. adolescencia, efervescencia, incandescencia, suficiencia e decadencia". Nao vou falar delas todas, so' de duas que sao bem engracadas:
"a suficiencia":
e' a fase "em que nos convencemos de que os nosos paizinhos, ou os nossos chefes de reparticao, sao umas bestas, culturalmente inferiores e sem ao menos se terem apercebido de que o mundo dera, ultimamente, um grande passo em frente..."
logo a seguir "a eficiencia":
a fase "em que nos tornamos em fervorosos admiradores das nossas proprias capacidades" e achamos que "se faltarmos uns dias ao escritorio, ou ao consultorio, ou 'a reparticao, os negocios param, os doentes morrem e a burocracia entra em crise." Interessante?!
bom...nao resisto e conto-vos a "decadencia":
a fase em que "tendo acumulado ao longo dos anos uma vasta e profunda experiencia da vida e das coisas verificamos que (...) ja' para pouco nos serve sem a imaginacao criadora, o arrojo, a irreverencia forca fisica, o prazer do risco, que se gastaram em fases anteriores."
Esta devera' ser a impotencia! Mas isso eu nao sei que sou mulher.
Desculpem la' a ultima, mas isto e um blogue que surge da ordinarice.
Keil do Amaral. Humor de Arquitecto Compilacao, introducao e notas de Pitum Keil do Amaral. Editora Argumentum
sábado, 19 de fevereiro de 2011

e à segunda semana de berlinale viu-se cinema. é engraçado como passados 100 anos esta arte se consiga reinventar a cada sessão. sem o típico corte com a tradição, ou o choque despropositado, mas a surpresa no seu travo mais doce. vai-se ao cinema e vê-se literatura
este filme é um romance. um novo caminho para o cinema. a primeira exploração do sonho, da video-arte e do cinema clássico de uma forma perfeitamente equilibrada. a narrativa interlaçada com a reflexão, o road-movie em forma intimista. nada disto seria novidade se não o fosse e tudo em simultâneo. é ver é ver
o mais engraçado é que o actor principal era um andré silveira americano, que por coincidência era topógrafo. ele há coisas...
"here", de braden king
Finalmente decidi aceitar o convite feito ha ja muito tempo por um homem nascido na russia, convite que na altura me pareceu muito simpatico, mas ao qual nao consegui dar seguimento porque andava muito atarefada na vida. Vou agora tentar comecar, devagarinho, a ver no que isto da. Desde ja muitos parabens ao segismundo brutamontes. Nao sei quem ele e mas suspeito quem seja, talvez um homem de la de gradiz - "a terra que deus nao quis" (...deixar dizem os populares). E de vos todos o mais prolifico, contribuidor e ate poetico. Parabens.
O Ze tambem e muito bom: breve, sempre subtil... mas mordaz! So que ja andava aqui a faltar uma vozinha feminina nao?
Isto foi um comeco muito familiar, eu sei que nao convem porque ate estou a pensar convidar mais gente para animar isto e eles ainda ficam inibidos de nos ler. Era so para entrar simpatica e agradavel...
Acho que nao vou usar o novo acordo ortografico, porque para ja nao me apetece. Quanto aos acentos, peco desculpa mas estou a teclar num teclado internacional e isto e complicado. Mas atencao, olhem que eu sou sempre acusada de ser uma "ceptica" o que nao e verdade pois eu sou pragmatica. Qual e o rumo deste blogue? E matar saudades uns dos outros? E falar de Politica? De arte? De Arquitectura? de Hidrologia e do Vietname? Ou jabardice? temos que dar um rumo concreto a isto. Pensem nisso meus amigos!
Agora vou ver se me ponho a ler um livro, ir a uma exposicao ou ler o jornal para poder mandar uma farpa inteligente e cativadora.
Ate breve, vamos a ver se desta vez eu...consigo. ...Convosco, Mariana
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
JMF omite descaradamente as principais causas para o endividamento, que foram
1. o crédito barato, propositadamente barato para o consumo crescer em contenção salarial. Isto não é culpa dos portugueses, em última análise apenas é culpa deles por não terem acordado mais cedo para a balbúrdia que se passava na altas esferas do poder e da finança. Este texto serve apenas e só para fragilizar a luta actual contra a ainda maior precarização das condições de trabalho, contra uma política de contenção salarial e desinvestimento, em suma, a austeridade, num período de contra ciclo. Isto é populismo do mais puro.
2. Os desequilíbrios no orçamento de estado devem-se quase exclusivamente às brincadeiras de adolescente de quem detinha o capital. Os mesmos que eram os braços direitos de antigos governantes, que chegaram aonde chegaram não por mérito próprio mas por relações de nacional-porreirismo. Quem paga o buraco BPN, ou o buraco das cajas em espanha, ou o buraco dos bancos irlandeses, ou o buraco dos bancos ingleses, ou dos bancos alemães, ou dos bancos franceses? Paga o POVO, directa ou indirectamente, quer através de austeridade, quer através de taxas de juros de usura sobre a dívida soberana. Porque as instituições financeiras chegaram agora à conclusão que precisam de mais cuidado quando emprestam, porque têm ainda o seu próprio buraco para tapar. O problema é que estão a emprestar para o estado tapar o buraco das mesmas instituições financeiras! Too big to fail! é a vida...
Para quem leu o dito textinho, não fomos "nós" que espoliámos esta geração. Foi, pura e simplesmente uma política que permitiu o crescimento económico assimétrico, os ricos a ficarem cada vez mais ricos e o resto na mesma. Realmente fomos "nós" que permitimos que tudo acontecesse, mas não pelas razões do JMF. Realmente é fácil acusar a humanidade inteira pelos erros de uns tantos.