Foram criados depósitos em regiões isoladas que agora são fornecidos por camiões-pipa. Quando o açude seca, é esta a única fonte de água para a população. Em situações de emergência como a que se vive actualmente, a água fornecida não é sequer potável. É preciso deixar sedimentar, decantar, filtrar e tratar com cloro antes de beber.
Em anos normais, a chuva que cai no telhado é recolhida e levada até à cisterna por uma caleira.
Há quatro ano que não chove o suficiente e por isso a cisterna está agora cheia de água trazida pelo camião-pipa.
A água é trazida da cisterna para casa com um cântaro tradicional, que também é usado para decantar.
Em casa da Dona Gorete há dois filtros de cerâmica, tal como na casa onde me encontro hospedado em Fortaleza. Antes de se vulgarizar a utilização de garrafões de água de marca, utilizava-se este tipo de filtro em todo o lado. Infelizmente já só se encontra em zonas rurais.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Ceará, 11-11-2015
Visita a açudes ao redor de Quixeramobim. Estamos em pleno Sertão e temperatura mínima durante a noite é de 25 graus. A seca já dura há 4 anos. As aldeias da região, cuja densidade populacional é de mais de 25 habitantes por metro quadrado, são todas alimentadas por açudes. Os açudes secaram e agora só resto o carro-pipa.
Os sertanejos podem mesmo assim gozar de uma qualidade de vida com que os seus pais nunca sonharam. Desde 1984 que o movimento sem terra tem conseguido assentar várias comunidades em terrenos privados não produtivos. A reforma agrária está em curso e tem um instituto público para tal, que expropria terrenos incultos. Durante o governo PT foram construídas escolas, postos de saúde pavilhões desportivos. Recentemente (nos últimos 5 anos) trouxeram luz e telefone a toda a gente. As casas têm micro-ondas, arca frigorífica e televisão. Coisa que os republicanos da Fox News há bem pouco tempo consideravam sinal de riqueza. Mas não é. As pessoas continuam pobres e a ter de viver em barracas. Simplesmente estão melhor do que estavam.
A paisagem e dominada por Caatinga, uma mistura de árvores e arbustos que perde a folhagem durante o tempo seco. Quando chove rapidamente rebentam as folhas e o que era deserto passa a verde. No meio da secura encontram-se aqui e ali um pé de Juazeiro. O Juazeiro mantém uma verdura intensa no meio de todo a secura porque tem nas suas raízes uma espécie de tubérculo onde armazena água para vários meses. Ver uma árvore destas parece milagre.
Mais tarde a Moringa, a associação de ciclistas urbanos de fortaleza (têm de ser malucos) e as estatégias usadas pela população para reaproveitar água.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
terça-feira, 10 de março de 2015
quarta-feira, 4 de março de 2015
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
formigas desempenham papel fundamental no combate à seca
Aplica-se também a minhocas entre outros: "Termite mounds can increase the robustness of dryland ecosystems to climatic change"
Daqui: "Self-organized spatial vegetation patterning is widespread and has been described using models of scale-dependent feedback between plants and water on homogeneous substrates. As rainfall decreases, these models yield a characteristic sequence of patterns with increasingly sparse vegetation, followed by sudden collapse to desert. Thus, the final, spot-like pattern may provide early warning for such catastrophic shifts. In many arid ecosystems, however, termite nests impart substrate heterogeneity by altering soil properties, thereby enhancing plant growth. We show that termite-induced heterogeneity interacts with scale-dependent feedbacks to produce vegetation patterns at different spatial grains. Although the coarse-grained patterning resembles that created by scale-dependent feedback alone, it does not indicate imminent desertification. Rather, mound-field landscapes are more robust to aridity, suggesting that termites may help stabilize ecosystems under global change."
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