quinta-feira, 21 de julho de 2011

pedaço de poesia da caixa de comentários do 5dias.net

Filho d´Ólhão says:
20 de Julho de 2011 at 21:32

Ele não foi preso por roubar materiais de construção. Este manguelas tinha uma padaria em Olhão, com os filhos iam a padarias em locais isolados à noite roubavam as máquinas, sob a ameaça de armas. Assim conseguiram montar a melhor padaria do Algarve.
Demorou anos a serem apanhados. Os mau maus eram mais conhecidos que o corvo do chocalho, espalharam o terror de um extremo ao outro do Algarve. Toda a gente sabia o que eles eram, menos as autoridades. Autêntico.
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ana cristina leonardo says:
21 de Julho de 2011 at 1:39

Tudo em olhão é autêntico. Heidegger ter-se-ia sentido ali nas sete quintas

segunda-feira, 11 de julho de 2011

da merda

um dos meus maiores desgostos é não poder tomar banho nos rios das cidades de que mais gosto... a poluição interiorizou-se de tal maneira na vida das pessoas que já nem é uma inevitabilidade, é um facto inabalável, uma constante da vida, uma coisa que já lá estava. é uma daquelas evidências que têm de ser quebradas à força: como a Sunita Narain dizia, e é bom relembrar, nós defecamos, puxamos o autoclismo e não pensamos mais nisso. É preciso aproximar de novo a merda das pessoas, para elas deixarem de pensar em inevitabilidades. Em suma, "flush but do not forget".


Mas pronto, já não hei-de morrer sem tomar banho no tejo (já tomei, mesmo ali à frente dos Jerónimos, perdoem-me os puristas). Mas para quando ir de toalha ao ombro para o terreiro do paço?
eu diria que o problema não é bem bem das agências de rating, mas de quem as reconhece como avaliador oficial do risco de transações financeiras, tal como está explicado abaixo.

Isto ou isto é portanto uma contradição enorme, do tamanho da do cavaco. esta gente devia ouvir-se daqui a uns anos...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

não foi nisto que acabou o caso bragaparques?

http://www.publico.pt/Pol%EDtica/alemaes-acusados-na-venda-de-submarinos-evitarao-pena-se-estado-deixar-cair-caso_1501981?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Feedfetcher

quarta-feira, 6 de julho de 2011

a grécia

lia hoje no sueddeutschezeitung a admiração de um economista, que se perguntava como é que um governo pode reduzir salários na função pública, aumentar impostos e cortar na despesa pública, sem melhorar os serviços prestados pelo estado, sem reforçar os hospitais públicos, a assistência social. Porque é isso que seria de esperar quando se poupa: que os recursos porventura redundantes que são poupados (duvido que sejam redundantes, a avaliar pela distribuição dos custos da austeridade que foi feita), possam ser aplicados no estado social, em medidas que compensem os déficites sociais do país.

Pelo contrário, aos cortes sucederam-se privatizações, encarecimento dos serviços de saúde, o que já se manifestou na redução da esperança média de vida. Que governo é este que põe os interesses dos bancos à frente dos interesses do país? Que tipo de cleptocracia é que estamos a viver todos?

Esta democracia não nos serve.

em 2007 a união europeia aderiu aos princípios dos acordos de Basel, que estipulam que as agências de rating são a medida do risco de incumprimento dos bancos europeus. Na prática já eram antes, mas sem legitimidade política: só 3 países da moeda única estavam entre os signatários dos acordos. Com a crescente transferência de soberania para as instituições europeias -- mas sem o correspondente reforço do poder de escrutínio directo e inequívoco das políticas europeis por parte do povo -- com a tal transferência de soberania, dizia eu, chegámos ao ponto de portugal, grécia e restantes países da moeda única, assinaram os mesmos acordos de basel por procuração. Na prática, sem ninguém perguntar nada aos portugueses, assinou-se um acordo que legitimou politicamente as agências de rating e as suas avaliações (na realidade houve várias eleições desde então).

Quem assinou acordos que compromentem o país, quem escondeu ou ignorou as consequências dos seus actos? Quem assinou os tratados de nice, maastricht, de adesão à CEE sem me ter perguntado? Esta democracia não me serve.