para meu desgosto, estou de novo a perder um doc em lisboa. diz-se que na nossa terra é que se está bem. é verdade e não é só por causa da sardinha assada. a construção da nossa vida cultural foi feita lá, entre cineclube, cinemateca e gulbenkian, e quer se queira quer não, o nosso gosto foi moldado pelos programadores destas salas. há muita coisa lá fora, teatro, arte, museus, é certo, mas é raro acontecer algo que me apele directamente ao coração como um doc lisboa ou uma temporada de música na gulbenkian.
já alguém me tinha dito que o curador é hoje um artista. digo mais, a minha cultura foi traçada por 2 ou 3 curadores. foram afinal 2 ou 3 desconhecidos que me educaram. isto é que define um país, não é preciso fado nem língua nem saudade para coisa nenhuma.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
jfk
na bookshop de aeroporto: autobiografia de sarah palin. e logo ao lado: "less taxes + less government = more freedom, a tea party revolution!, check inside how to become an activist"
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