sexta-feira, 4 de abril de 2008

pasquins abjectos

Estava aqui a matutar que revistas ou pasquins ou jornais haveria na paisagem editorial portuguesa que eu pudesse assinar enquanto estou por aqui em berlim. Pensei pensei e nao encontrei nenhuma. O publico de fim de semana custa a modica quantia de 400 eur por ano, o expresso, idem idem aspas aspas. A visao nem quero pensar nisso. Procurei entao na imprensa de maior periodo, o que e' o mesmo que dizer menor frequencia, como sabem. lembro-me que ate ha pouco tempo havia duas ou tres revistas que se podiam ler. Lembrei-me da atlantico, neo liberal, mas em principio nao alinhada com nenhum partido -- parece que acabou hoje. A manifesto vim a saber que acabou ha uns anos. A periferica desapareceu sem deixar rasto. Ate a Coloquio/Letras, editada pela gulbenkian nao sai ha 2 ou 3 anos.

Pergunto-me eu a mim mesmo, de mim para mim: o que se pode esperar de um pais que nao tem UMA UNICA publicacao nao generalista e que possa ser lida pelo publico em geral sobre politica ou arte ou literatura. NEM UMA! Minto, ha o le monde diplomatique. Mas so com o le monde diplomatique nao ha concorrencia e como todos sabemos o mercado sem concorrencia nao funciona, ate para os esquerdistas do le monde.

Sera que vou ter de assinar a the economist? Nao queria...

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