« L'avantage de ne connaître rien à rien c'est qu'on peut parler de tout avec une égale inconscience. »
quarta-feira, 24 de abril de 2013
a troika chegou ao futebol. objectivamente, e zeus sabe como eu odeio a equipa de munique, os espanhois levaram um banho de bola que lhes vai ficar na memória por uns anos. Até me pergunto se não haverá consequencias políticas a tirar dos jogos desta semana.
3 comentários:
sb
disse...
há, pelo menos, uma consequência política a ser tirada destes resultados:
ao longo deste ano real e barça foram sucessivamente apontadas como as duas melhores equipas de futebol do planeta: barça e real estão para o futebol como a austeridade para a economia.
mas isto deve ser desdobrado: no futebol a melhor solução é comprovada pelo resultado. o futebol corresponde à economia real; as bolsas de apostas à economia financeira decorrente da confiança depositada por quem debita acerca dela.
no meio disto tudo surge o acaso que, umas vezes, se intromete na melhor solução - esta semana conhecido por capela, mas também pode ser o poste, a fractura do perónio e tal.
ontem e hoje não foi o caso, tanto no futebol como na economia.
oops, deixei aí uma coisa mal escrita. obviamente, o caso no futebol e na economia foi o mesmo, mas por razão inversa. provou-se que no futebol a melhor solução era outra; provou-se que na economia a melhor solução era outra. o dortmund e o bayern provaram ser melhores - até agora; a austeridade provou ser o pior, até agora.
a questão era o acaso que se intrometia: não se intrometeu no jogo das equipas alemãs; também não se intrometeu na austeridade (por razão mágica qualquer podia ter funcionado, vá-se lá saber como, mas porque não deixar essa possibilidade do messias, efectivamente, poder descer à terra? eu tenho a certeza que não, mas a dúvida metódica mantém-se sempre.)
qd falava em consequências políticas, referia-me ao sentimento anti-alemão que para muitos foi foi exorcizado pelo rei de todos os ópios, i.e. o futebol. Agora que a selecção não vai ao mundial e até os galácticos perdem contras os coxos dos alemães, acabou o escape da panela de pressão. A partir de agora as manifs vão ser a doer!
3 comentários:
há, pelo menos, uma consequência política a ser tirada destes resultados:
ao longo deste ano real e barça foram sucessivamente apontadas como as duas melhores equipas de futebol do planeta: barça e real estão para o futebol como a austeridade para a economia.
mas isto deve ser desdobrado: no futebol a melhor solução é comprovada pelo resultado. o futebol corresponde à economia real; as bolsas de apostas à economia financeira decorrente da confiança depositada por quem debita acerca dela.
no meio disto tudo surge o acaso que, umas vezes, se intromete na melhor solução - esta semana conhecido por capela, mas também pode ser o poste, a fractura do perónio e tal.
ontem e hoje não foi o caso, tanto no futebol como na economia.
oops, deixei aí uma coisa mal escrita. obviamente, o caso no futebol e na economia foi o mesmo, mas por razão inversa. provou-se que no futebol a melhor solução era outra; provou-se que na economia a melhor solução era outra. o dortmund e o bayern provaram ser melhores - até agora; a austeridade provou ser o pior, até agora.
a questão era o acaso que se intrometia: não se intrometeu no jogo das equipas alemãs; também não se intrometeu na austeridade (por razão mágica qualquer podia ter funcionado, vá-se lá saber como, mas porque não deixar essa possibilidade do messias, efectivamente, poder descer à terra? eu tenho a certeza que não, mas a dúvida metódica mantém-se sempre.)
qd falava em consequências políticas, referia-me ao sentimento anti-alemão que para muitos foi foi exorcizado pelo rei de todos os ópios, i.e. o futebol. Agora que a selecção não vai ao mundial e até os galácticos perdem contras os coxos dos alemães, acabou o escape da panela de pressão. A partir de agora as manifs vão ser a doer!
Enviar um comentário