A Medeia era uma grande mulher. Matou o pai para fugir com Jasão para Corinto. Nessa altura era uma mulher inteligente, mas obedecia. Tinha-se entregue a Jasão. Jasão trocou-a pela princesa filha de Creonte, pensando que a podia continuar a ter na mão, por ela lhe estar inevitavelmente ligada pelos dois filhos que tinham. Percebe-se que, apesar de geralmente virtuoso, no campo do amor Jasão era um mariquinha. Só deixou Medeia porque a tinha na mão. Os cachopos não eram somente as correntes que a amarravam a ele, eram também eles que a tornavam fraca, numa mulher vulgar que não podia pensar no seu futuro, que nem sequer podia pensar em vingar-se de Jasão. Por isso matou-os, apunhalando-os, num assomo de loucura ou lucidez. Jasão, que nem sequer ligava muito aos miúdos, ficou destroçado, sem reacção.
A mulher libertou-se da sua condição de mulher e transformou-se num ser poderoso. Os gregos percebiam destas coisas. Comentem, mas no campo vectorial da tragédia, por favor.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
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1 comentário:
aborto? divorcio? infedilidade?
que diria o cardeal cerejeira destes gregos.
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