quarta-feira, 4 de março de 2015

l'artiste au travail




Depois de lhe terem coberto as pinturas de branco, o artista volta 'a carga!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

formigas desempenham papel fundamental no combate à seca

Aplica-se também a minhocas entre outros: "Termite mounds can increase the robustness of dryland ecosystems to climatic change"
Daqui: "Self-organized spatial vegetation patterning is widespread and has been described using models of scale-dependent feedback between plants and water on homogeneous substrates. As rainfall decreases, these models yield a characteristic sequence of patterns with increasingly sparse vegetation, followed by sudden collapse to desert. Thus, the final, spot-like pattern may provide early warning for such catastrophic shifts. In many arid ecosystems, however, termite nests impart substrate heterogeneity by altering soil properties, thereby enhancing plant growth. We show that termite-induced heterogeneity interacts with scale-dependent feedbacks to produce vegetation patterns at different spatial grains. Although the coarse-grained patterning resembles that created by scale-dependent feedback alone, it does not indicate imminent desertification. Rather, mound-field landscapes are more robust to aridity, suggesting that termites may help stabilize ecosystems under global change."

terça-feira, 4 de novembro de 2014

nesta travessia do deserto

descobri que a massa perfeita é difícil de atingir. Por um lado é preciso que o teor em água seja o maior possível. Por outro o amassar necessita de um teor mais baixo. E parece que sem amassar não há pão. Será? Ainda na mesma travessia do deserto descobri que há pão que não precisa de ser amassado para ser pão. No knead bread Para quem tem mais tempo: be patient, perfection is near.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mais um a abandonar a boa política local para se meter em alhadas.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Imprensa

A diplomacia alemã está ao ataque. No Süddeutsche Zeitung de ontem descreve-se o esforço do governo alemão para impor medidas pan-europeias de "aumento da competitividade". Face à recusa de alguns estados membros, Merkel mostra-se irritada e desiludida.

Nesta peça de novilíngua, comum nos jornais alemães - e estranhamente nos portugueses - medidas de deterioração de leis laborais, baixa de salários e tentativas de consolidação orçamental recessivas são denominadas de medidas para aumentar a competitividade. Que essas mesmas medidas trazem uma queda da procura interna à escala do continente e com isso um ciclo de pobreza e desemprego não é em geral explicado no texto.

Por inteligente que o leitor seja, de tanto ler a mesma coisa acaba por acreditar. E é sem sucesso que alerto insistentemente os leitores à minha volta.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Ciência na europa

está como tudo na europa enviesada para o lado do poder instituido. O novo programa quadro Horizon2020 prevê largas centenas de milhões para ciência, mas só para propostas que prevejam gastos superiores a 5 milhões. Esta regra impede que grupos pequenos possam concorrer de forma independente a financiamento europeu. Terão de estar integrados num consórcio extenso, i.e. terão de ter amigos na europa ou fazer muito networking até lá chegarem. Como já se tornou regra a UE posicionou-se bem do lado dos grandes.

sábado, 16 de novembro de 2013

PRT

É bem-vinda a ideia de um novo partido de esquerda. Nem o BE nem a CDU têm o exclusivo da verdade desportiva e a pureza ideológica que lhes trouxeram tantos anos de oposição é por vezes irritante. O partido do rui tavares tem essa virtude: é um partido que se define por querer compromissos. Vem de encontro às queixas de tantas e tantos que se envolveram nos movimentos de esquerda nos últimos anos sem saber qual poderia vir a ser a saída do lugar contra o qual protestaram. Pode ser que aproveitem agora esta oportunidade.

Nos próximos dias vamos também ficar a conhecer a fórmula mágica proposta pelo PRT para iniciar um novo ciclo de investimentos públicos e convergêncial social e económica sem sair do euro. Esperemos que também preparem um plano B.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Céline et Julie vont en bateau

Fica a menção para a primeira hora mais desprezível e última hora mais maravilhosa do cinema. A hora do meio também valeu a pena.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Por ordem de importância

Aqui renovo o meu desejo patriótico e de esquerda: que a selecção não se apure para o mundial; que este povo se levante e desligue a televisão; que o governo caia.

Mais uma martelada na economia. Uma aposta como daqui a um mês a dívida cresceu, o desemprego subiu e a economia regrediu?

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O grau zero da ciência economica: saber quanto se vai cortar amtes de saber onde... Política orçamental tem um fim - bem estar às pessoas, menos desigualdade, crescimento etc - mas não é um fim em si mesmo. Impostos, salários, cortes são apenas ferramentas para atingir um bem maior, bem esse que compete à política definir. A maioria parlamentar decidiu que o fim em si é o orçamento e com isso o país sucumbe a esta cegueira sem fim, a esta pantomina sem nome...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Em modo férias

A segunda-feira em resumo na minha parte da Europa. Algumas novidades mas nada de bom na Alemanha Esperança em Espanha A esquerda finalmente a crescer em pt! Tudo boas razões para me mudar temporariamente para aquela região geográfica junto ao Atlântico cheio de optimismo!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

%&!! para as gerações futuras

Se há uma coisa que me irrita é ouvir a direita a invocar as gerações futuras. As gerações futuras, ao contrário das presentes, não existem. É muito questionável que se deva equilibrar a dívida pública, gerar confiança nos mercados etc etc na esperança de dar um melhor futuro às pessoas daqui a 50 anos, quando é possível tirar as pessoas da miséria e do desemprego JÁ. "weighting generations equally leads to paradoxical and even nonsensical results"

quinta-feira, 6 de junho de 2013

2013 odisseia no chaço

O Produto Interno Bruto (PIB) registou uma diminuição homóloga de 4,0% em volume no 1º trimestre de 2013 (...) No 1º trimestre de 2013, assistiu-se a uma diminuição mais expressiva do Investimento em volume, que passou de -2,1% em termos homólogos no 4º trimestre de 2012 para -16,8%. Leiam meus filhos leiam.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A UE continua a oferecer óptimas razões para a direita nacionalista puxar dos galões, ao mesmo tempo que lhe permite apropriar-se dos temas mais queridos à esquerda. Desta vez em França, exigindo não apenas reformas estruturais para reduzir o défice, mas explicando quais são as reformas estruturais aceitáveis para a comissão: aumento da idade de reforma, alterações ao código do trabalho etc etc. Para além da inaceitável ingerência, são posições ideologicamente inviesadas, tal como nos tem habituado nos últimos anos. Não admira que ande meio mundo a partilhar vídeos do UKIP. A UE está a revelar-se o pior pesadelo para a democracia: tornou-se (sempre foi?) um cavalo de tróia do capitalismo que encontra do lado dos governos nacionais (que invariavelmente pertencem ao arco da governabilidade) a absoluta mansidão e seguidismo. De uma vez por todas: nem a Comissão nem o Eurogrupo têm qualquer tipo de legitimidade para exigir seja o que fôr a um governo eleito. Há uma réstia de soberania que ainda mora em S. Bento. Tirem-nos isso e vão ver o que acontece.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Fica aqui registado o meu 25 de Abril de 2013. Por estas bandas há apenas um único feriado de carácter revolucionário: o dia da reforma. Todos os outros feriados sao religiosos (no sentido de místicos, como pentecostes e a sexta feira santa) ou de cariz institucional (como o dia da reunificacao). Diz muito de um regime o facto da reunificacao da alemanha se celebrar no dia em que se assinou o tratado de anexacao dos chamados novos länder e nao na noite em que caiu o muro e o povo saiu à rua para comprar bananas. Compare-se com o 25 de Abril, que para além de ter sido a grande revolucao que levou escola e saúde e seguranca social a muitos milhoes, foi também uma revolucao que nao ficou a dever nada a ninguém. Cumpriu-se naquilo em que se devia cumprir, e aí se tem a verdadeira dimensao da efeméride. O povo nao saiu à rua para ir às compras ao ocidente, ou sequer para reclamar liberdade económica. O povo saiu à rua para reclamar a verdadeira liberdade, aquela que distingue uma vida boa de uma vida má. O mercado livre que vá para o diabo! Uma revolucao a sério é o 25 de Abril.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

a troika chegou ao futebol. objectivamente, e zeus sabe como eu odeio a equipa de munique, os espanhois levaram um banho de bola que lhes vai ficar na memória por uns anos. Até me pergunto se não haverá consequencias políticas a tirar dos jogos desta semana.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Uma tragédia para a ciência em geral e para mim em particular.... http://en.wikipedia.org/wiki/Envisat#Loss_of_contact

quinta-feira, 18 de abril de 2013

dizia eu que já não há remédio para o mercado de licencas de emissão de co2. Mesmo que a resolucao de ontem tivesse passado, já nada daria credibilidade a licencas de emissão transaccionadas ao preco do quilo de batata. Isto para nao ir aos efeitos da recessão na europa e da contracão da indústria. Um flop do início ao fim que logo por princípio nem devia ter comecado: não se entrega aos mercados um problema tão grave como o da regulacão das emissões de carbono para a atmosfera. Eram outros os tempos pré-Lehman Brothers.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

apetece-me partir a televisão...

...quando assisto a um debate em que se discute o investimento de 4 mil milhões de euros em novos infantários na alemanha. Por estes dias anda o governo português a planear CORTAR 4 mil milhões de euros à educacão, saúde e seguranca social, sectores mais conhecidos por "gorduras". Prioridades...

terça-feira, 9 de abril de 2013

Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país 1. Por despacho do ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo adopta a política do “quanto pior, melhor”. Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país. 2. Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático. 3. É um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal? 4. No caso da universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro. Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não há pior política do que a política do pior." Lisboa, 9 de Abril de 2013 António Sampaio da Nóvoa Reitor, Universidade de Lisboa

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Uma boa notícia. Este dia deixa-me feliz, mas com um certo sabor amargo... Não teria sido muito melhor se tivesse marchado com um tiro há 30 anos, ou assim como o Mussolini, de cabeça para baixo em Piccadily Circus? Isso sim, era para comemorar! http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3153352