A diplomacia alemã está ao ataque. No Süddeutsche Zeitung de ontem descreve-se o esforço do governo alemão para impor medidas pan-europeias de "aumento da competitividade". Face à recusa de alguns estados membros, Merkel mostra-se irritada e desiludida.
Nesta peça de novilíngua, comum nos jornais alemães - e estranhamente nos portugueses - medidas de deterioração de leis laborais, baixa de salários e tentativas de consolidação orçamental recessivas são denominadas de medidas para aumentar a competitividade. Que essas mesmas medidas trazem uma queda da procura interna à escala do continente e com isso um ciclo de pobreza e desemprego não é em geral explicado no texto.
Por inteligente que o leitor seja, de tanto ler a mesma coisa acaba por acreditar. E é sem sucesso que alerto insistentemente os leitores à minha volta.
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