quinta-feira, 29 de outubro de 2009

(no subject)

Eu também acho que está longe de ter acabado, mas só acho piada escrever
que sim, porque faz-me lembrar a ingenuidade do senhor que o afirmou
peremptoriamente, como se a democracia liberal fosse um fim em si, ou
que a humanidade não mais pudesse evoluir ideologicamente. E afirmá-lo
no culminar de uma década que viu a grande fome da Etiópia, a abertura
da China, a década perdida na América Latina e um multiplicar de guerras
em África. Será que o senhor nunca saiu de Washington? Mas adiante.


Eu dei o exemplo do blogue do dr. rui tavares, porque me pareceu
suficientemente polivalente, mas apenas em termos de estrutura
conceptual, não no aspecto.

Preto também pode ser, há muito que se pode fazer com preto, por
exemplo: http://tutorialblog.org/30-black-websites/

Quanto à história material do nosso blogue, copia-se tudo para o novo,
está claro.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

uma pergunta importante:

manter basicamente o esquema da página ou criar um novo? isto a propósito da mudança de sítio há tanto tempo protelada e que agora se quer fazer entrar em vigor. é que o programador depara-se com o problema fundamental do artista falhado perante a tela em branco. atendendo ao teor do que se virá a escrever por lá, eu sugeria uma página em branco, bem estruturada, e uns gatafunhos da autoria de cada um dos que pretendem continuar a apadrinhar este meio de comunicação rasca.

tipo cada um pegava numa caneta e num guardanapo de papel e escrevia umas cenas, por exemplo umas rimas ou uns gatafunhos com manchas de vinho tinto "Capataz", qualquer coisa assim, já que qme quer parecer que a totalidade dos que se apresentam na lista de autores aqui ao nosso lado direito, para quem está a ler, esquerdo para o grande irmão que está dentro do computador, vão passar ao lado da história sentados à mesa de um tasco. se alguém achar que não, guarde os seus grandes planos para si, porque esta é terra de falhados. e de qualquer modo a história até já acabou, segundo dizem.

em termos de estrutura estava a pensar numa coisa deste género:

http://ruitavares.net/blog/

claro que tudo o que são temas de desenho, cores e forma do sítio vão ser diferentes, mas gostava de fazer um sítio onde houvesse pelo menos três secções, uma com paleio, outra com fotos ou imagens e outra com uma lista de publicações, links, documentos da autoria dos autores. cada um participaria com o que tem, quem não tem nada racha lenha. estava a pensar em particular em mim próprio, que não tenho nada a partilhar, ou no duarte, que tem sempre umas fotos para mostrar, ou ainda mais no silveira, que pode postar uns trabalhos dele e tal. claro que para isso era preciso que o resto da malta começasse a participar, mas acho que isso vai acontecer qd a página estiver em linha. qt ao domínio já estou a tratar disso, fica escrotiniodefalopio.net. ou bastará escrotinio.net? é como quiserem.

se mais ninguém participar excepto eu e o meu companheiro desta luta andré da silveira rodrigues, que é para acabar de vez com a máscara do anonimato, dizia, se ninguém mais participar, olha, paciência!

sábado, 24 de outubro de 2009

miserável com efeito, que é uma maneira de criticar e elogiar ao mesmo tempo, ou como se diria na alemanha, matando duas moscas de uma palmada só, versão politicamente correcta do portuguesíssimo dois coelhos de uma cajadada só, ou cajada, conforme se quiser, porque o que é no fim de contas uma mosca comparada com um coelho que sente, vive e que facilmete é acariciável num colo citadino e higiénico. com efeito porque provocou efeito, logo houve uma causa, o hiperfeudalismo, que me foi atirado à cara ou fuça pela primeira vez, tendo falhado o alvo, se porventura já foi aqui apresentado. Realmente um conceito promissor, quanto mais não seja pelas relações entre níveis de poder que encerra e a falta delas. É que, tal como no feudalismo, o pobre lavrador não estava em contacto e porventura nem sequer conhecia o seu senhor, quanto mais saber se tem rei ou não tem. Conhecia o cobrador e já era muito bom. Da mesma forma se configuram hoje em dia as cadeias de poder económico, ninguém sabe que é dono de quê, a propriedade dissolve-se pela cadeia de poder acima, empresa x é controlada por holding y, que por sua vez controla o consórcio z com interesses no sector das obrigações e pia fora, parafraseando um conhecido publicista. Até me lembra a história de fonte segura mas anónima, que contava que à pergunta "sois portugueses?" feita pelo rei d. carlos a uns pescadores que boiavam ao largo da costa atlantica, obteve a real figura a resposta que não, que eram da póvoa. Decerto restos de um feudalismo adaptado, já que não há memória desse sistema económico e social no sector da pescas, antes um percursor dos movimentos libertários sem o saber.

Mais haveria a dizer quanto ao facto de precisarmos ou não de mais estado, se calhar precisamos é de menos estado, mas noutros sítios, o que me lembra precisamente um dos nóbeis da economia 2009, mais precisamente a senhora.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

isto é só uma experiência

Estou neste momento a publicar directamente do meu cliente de email do
trabalho para o blogue. Uma forma fácil de *parecer* que se está a
trabalhar escrevendo um email sério de trabalho, quando na realidade se
está a escrever baboseiras num blogue vaginal. Aproximam-se tempos de
grande participação!

domingo, 4 de outubro de 2009

tudo é negociável

aproveito a deixa do irritante Guido Westerwelle, líder do FDP e provavelmente o próximo ministro dos negócios estrangeiros alemao, que, depois de conhecidos os resultados das eleiçoes e referindo-se à coligaçao com a CDU, defendeu que o seu programa eleitoral é negociável, o programa da CDU é negociável, e tudo o resto é negociável. Um elemento do seu partido chegou mesmo a questionar-se se existiria algo neste mundo que nao fosse negociável -- pergunta idiota que para já fica sem resposta.

É um bom contraponto à situaçao que se vive neste momento em Portugal: muitos princípios, muitos princípios, mas depois esquecem-se que há um país para governar. O que nos leva a outra questao: estando o país sem governo efectivo há largos meses (entre campanha eleitoral, précampanha e governo de gestao), pergunto-me se já nao nos fazia falta um governo que nao fizesse reformas (eu seeeei, isto é uma barbaridade, mas o que querem?), que só deixasse as coisas andar, sem construir, sem legislar, o que iria em parte ao encontro da neste século já velha teoria malthusiana aplicada à macroeconomia dos limites do crescimento económico, por seu turno aplicada à ciência política. Um caro co-fundador deste pasquim indignava-se e bem com a resposta que um famoso ou menos famoso político dava a um problema x arbitrário: "legisla-se!". É a ecologia da fotocópia.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Mais uma legislatura que passou e nós sem um novo blogue. Quanto ao próximo acto eleitoral: se este blogue tivesse um voto nas autárquicas daqui a uma semana,a sua escolha iria cair num grandessíssimo escroto desenhado a caneta de feltro ou felpo ou felto ou lá o que é, de 3 mm, no boletim de voto. Volto hoje a Berlim.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

muito rapidamente, depois respondo melhor ao restante: há 400 000 alunos no superior público. 400 000 * 900 eur (propinas) igual a 360 milhoes. Os benefícios em IRS valem 356 milhoes. As migalhas já davam para pagar todos os anos o ensino superior a todos os alunos...

óbvio que isto são contas de merceeiro e as coisas não funcionam assim tão facilmente. Nem os benefícios fiscais do IRS seria todos eliminados. Mas pronto, digamos um quarto da propina já pagavam...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

quem é que não concorda em mudar este blog para o wordpress? é fácil e muito mais bonito...
não acho que tenha ficado sem resposta, mas isso são pontos de vista. Para mim o argumento estava dado e, a não ser que sigamos as regras do debate televisivo -- numa linha, o último a falar é quem tem razão -- não consigo vislumbrar qualquer contra argumento do lado de JS.

Os benefícios fiscais têm tudo a ver com a classe média, porque são as classes média e alta que os aproveitam. Ora, sendo a classe média em número muito superior do que alta (infelizmente), o grande buraco nas contas do estado vem da primeira. Servindo a política fiscal como arma de redistribuição da riqueza e atenuadora de diferenças sociais, não faz sentido que esteja a contribuir para mais uma. Na prática, está a servir como um incentivo à diferenciação à partida. Uma família de classe média alta passa a ter um desconto na mensalidade de um colégio privado para os seus filhos, ao passo que uma família de classe média baixa nunca poderia pagar a mensalidade desse mesmo colégio, pelo que passa a não beneficiar desse mesmo desconto. Em vez disso, vai ter de gastar o seu dinheiro em manuais escolares, que o estado não consegue pagar porque gastou dinheiro desnecessário e indutor de desigualdades a pagar o colégio do mais rico. Isto é apenas um exemplo, podemos pegar em qualquer outro. Há ainda outro argumento, é que os benefícios fiscais podem ir até cerca de 3700 euros por ano, valor que os trabalhadores pior pagos não conseguem sequer atingir em taxas de IRS. Portanto nunca poderão usufruir da totalidade do benefício fiscal. Só isto já revela a injustiça da actual política fiscal e revela a relação entre os benefícios fiscais e a classe média. E os nossos pais vão ficar a perder 3700 euros por ano. É essa a relação. No entanto quando eu estiver a trabalhar em part time (mas com contrato) e não pagar impostos suficientes para poder recuperar 3700 euros vou pelo menos ter à minha disposição melhores serviços públicos.

E não concordo com o argumento das migalhas, em parte por isto: http://resistir.info/e_rosa/beneficios_fiscais_set09.html

e em parte porque essas migalhas podem ser imediatamente desviadas para pagar livros escolares ou medicamentos.

Quanto à saúde pergunto: achas mais provável o bloco ou o PS proibirem a acumulação de funções? De resto não percebi muito bem o que querias dizer com as taxas moderadoras.

Não concordo quanto ao ensino superior. Acho que deve abrir-se ainda mais a quem quer que lá queira estudar. Prefiro mil vezes um desempregado licenciado em biologia ou gestão do que um desempregado sem nenhuma qualificação. E qual é o problema de um licenciado trabalhar na construção civil? Só uma universidade aberta a todos pode ser um mecanismo de inclusão social (e atenção que nos últimos anos ficaram por preencher milhares de vagas no ensino superior, portanto há mais oferta do que procura). Idealmente esse seria o papel do ensino básico e secundário, mas não o podendo cumprir, pelo menos que a universidade faça a sua parte. Depois, bons alunos, investigação e bolsas, isso é outra história, e aí é que não vamos lá com migalhas.

O alegado não serviu para duvidar da tua história. Eu acredito nela e até a compreendo. Quanto a saneamentos, não conheço nenhum no BE, mas não estou muito informado da sua política interna.

E, ó andré, eu também não gosto do estilo do FL, mas olha, gosto menos dos outros!

domingo, 13 de setembro de 2009

ainda sobre o louçã

sobre um texto do pacheco pereira vale a pena ler este comentário:

http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/2009/09/post_23.html

acabei de mandar o pai natal e respectivo relógio ao ar

e agora que li, discordo mesmo. FL perdeu as estribeiras, porque JS fingiu que nao percebeu o que se ali estava a discutir quando FL apresentou a sua proposta de simplificacao fiscal. JS pensou que FL quereria esconder essa medida do seu eleitorado, nada mais errado, essa é uma medida fundamental do seu programa, porque só ela representa mudanca. Mais nenhum partido à sua direita a apresenta e no entanto, é possível que seja a medida mais pragmática e liberal que está a ser debatida actualmente -- e logo vinda do BE... Esta medida e a insistencia de JS em a criticar, só desmascara a política do próprio: favorecer o grosso do eleitorado de classe média dando-lhe umas migalhas, mas depois hipotecando toda a sociedade no que diz respeito à universalidade do sistema de saúde ou do acesso à educacao. Em suma, JS está a favorecer a geracao dos meu pais, que beneficiou de pleno emprego, plena insercao na funcao pública e contratos por conta de outrém vitalicios, em detrimento de todos os portugueses com menos de 40 anos, que nao entraram nesse sistema de beneficiários e subsídios e que foi deixado por sua conta em trabalhos temporários ou por conta própria. E aí é que sao elas, FL deu uma machadada na esquerda do centrao e na direita de uma só vez. E com isso apresentou o seu partido como um partido de governo. Resta saber se, tirando a cúpula dirigente, o resto do partido está à altura.

Quanto à alegada alegria de FL aquando do alegado encerramento de uma alegada fábrica e consequente tristeza dos muitos trabalhadores que perderam emprego, causada pela perspectiva de mais 15 min de ataques ao governo num telejornal,

1. FL é um revolucionário. A dor que sente com injusticas sociais é a geral, nao a particular. As desigualdades, a pobreza e a exclusao causam-lhe decerto tanta angústia como a mim e a outros. Simplesmente é da sua profissao instrumentalizar o sofrimento dos outros em proveito da sua causa, tal como todos os outros políticos o fazem. Que no decorrer do seu dia a dia se alegre quando lhes aparece mais uma oportunidade de passar a sua mensagem nao deve ser único a FL

2. A direita é que inventou essa coisa da caridade

3. Já na correspondencia, Lenine se queixa das boas condicoes de vida do proletariado norte americano, pois isso nao permitiu o pleno desenvolvimento de um partido comunista nos EUA (admito, nao é o melhor exemplo...)
Acabei agora de ver o debate e discordo de tudo o que foi escrito no anterior post, mesmo antes de o ter lido. O FL só teve um apontamento de moralisto, quando se referiu ao JS como "feio", já cá para o fim do debate, mas gostos sao gostos e com isso ninguém tem nada a ver.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

tanto cinema eu já vi, e continuo a maravilhar-me com um simples james bond...

domingo, 12 de julho de 2009

e de como o benfica, em estado virgem, inocente e proletário, se torna um exemplo de democracia, quando comparado com o portugal par coeur. exilados somos, mas todos, que esta terra não é senão um arquétipo do que desejamos. tal como o benfica
eh pá, faz-nos falta sabem o quê? é um empresário de sucesso, bem geladinho, com um pratinho de tremoços.
ouvi agora um sr.(doutor e respeitado e tudo!) dizer que, sabe, o problema de portugal é a economia. pois. também disse que ainda nenhum governo se decidiu a identificar o problema de portugal. pois.

é a economia! é a economia! não vale a pena falarmos de desemprego, de desigualdade, é a economia!

o problema da nossa economia foi a entrada para o euro! não é que estivessemos melhor de não tivessemos entrado para o euro, mas...

nós precisamos de robustecer o sistema de produção português para poder competir no exterior.

por que raio as pessoas insistem em comprar sempre bacalhau da noruega e gás da argélia, pá! que coisa pá!

podem ver em directo o doutore medina carreira a doutrinar sobre um país, de cor e de coração, algures aqui

http://gritameaoouvido.blogspot.com/

aiiiii os bons velhos tempos....

terça-feira, 9 de junho de 2009

amanhã

vai estar quase metade da redacção deste blogue em berlim. que tal uma assembleia geral? quem está, está, quem não está estivesse, temos quorum! :)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

"portugueses! é preciso incentivar a participação ao nível local"

O caralho! Não podia estar mais em desacordo! A participação existe, só que ninguém a ouve. Os políticos não estão interessados nela. O que eu já vi na assembleia municipal de viseu, quando um movimento de cidadãos sem aspirações políticas apresentou propostas alternativas
à construção de um centro comercial foi uma demonstração de falta de democracia profunda. Os oradores foram atacados pessoalmente e não politicamente pelo próprio presidente da câmara. Tive vergonha de ser português e viseense naquele momento. Apeteceu-me se anarquista. Pessoas competentíssimas a apresentarem sugestões e a serem ignoradas. Não, meus caros, se estivermos à espera da boa vontade dos filhos que estão agarrados ao poder, as putas nunca terão uma palavra a dizer. A mudança impõe-se estrutural: em Lisboa existe orçamento participativo porquê? Porque há legislação que o permite e se Lisboa não tivesse parecia mal por ser uma capital europeia. Agora alguém quer saber das capitais de distrito para alguma coisa? A política lisboeta ainda está vulnerável a críticas exteriores, agora Viseu ou Chaves, quem é que se interessa? É necessário uma lei que OBRIGUE os políticos a perguntar ao povo a sua opinião. Alguma vez tinha sido construido um centro comercial gigante em viseu se os comerciantes tradicionais tivessem tido voto na matéria? Alguém lucrou em viseu com mais um centro comercial? Talvez 2 ou 3 pessoas...

Chegámos a um bifurcação: o povo não se interessa pela política. Agora, ou os políticos se aproximam do povo e discutem os assuntos com as partes interessadas, ou então continuam a fazer a sua política de merda que já destruiu um país em menos de 30 anos.

Voltem, projectos SAAL, estão perdoados!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

+1 confere

e continuando o meu périplo wagneriano de segunda acabo agora de chegar de um Tanhaeuser. Uma bonita história de cruzamento entre amor carnal e espíritual, amor físico e platónico.

Há uma coisa engraçada nesta série de óperas que tenho visto: soam a corriqueiras, dada a frequência com que são levadas à cena. Este Tanhaeuser é apresentado semanalmente durante o último meio ano, intercalado com mais duas ou 3 óperas de Wagner, Strauss, Puccini e Verdi, todos os dias há música naquela sala, sempre tocada pela mesma orquestra (com formações diferentes, mas ainda assim...). Isto faz com que um Tanhaeuser seja um pão nosso de cada dia, com as implicações artísticas que isso comporta. Isso transparece na interpretação, quer no nível de concentração da orquestra e dos cantores, quer na atitude mais clemente do público, que perdoa falhas e valoriza muito mais o que foi bem feito do que as falhas pontuais que há sempre aqui e ali (coro desgovernado logo a seguir ao prelúdio, uma madeira desafinada em pontos chave da obra, dinâmica perfeitamente exagerada nas escalas cromáticas descendentes que pontuam toda a peça, TARA-TARa-TAra-tara-tara-tara-tara-TARA-TARa-TAra-tara-tara-tara-tara-tara-etc -- está mal!)

Mas agora a intriga: o Heinrich é um malandro e visitou o monte de Vénus durante o prelúdio. Vénus ficou visivelmente satisfeita, mas Heinrich teve de se ir embora sem sequer tomar o pequeno almoço (onde é que eu já vi isto...). Depois decide voltar, mas o pai de Vénus organiza um concurso entre cavaleiros onde o que cantar melhor o seu amor ganha os favores da germânica Afrodite. Encantados da vida por não terem de desembainhar a espada, todos cantam laudas ao amor espiritual, ai meu deus que és mais bela que a estrela da manhã, tão virgem que és minha filha que nem te posso tocar e por aí fora... Chegada a vez de Heinrich, o que se ouve é um hino ao prazer, à fertilidade, ao amor carnal, "quem anuncia o amor espiritual nunca subiu ao monte de Vénus", apregoa ele (e bem). Óbvio que o pai não gosta e, azar dos azares, por acaso até é duque daquelas terras onde todos viviam, de modo que manda o Heinrich dar uma volta, lavar os pecados a seco em Roma e se regressar vivo, então sim, pode tomar Vénus para si (tomando também Vénus Heinrich para si, porque o gosto pelos lençóis é recíproco). Há mar e mar, há ir e voltar, regressa Heinrich, já com a alma a cheirar a alfazema: o amor carnal é completo, verdadeiro e vale por si, não ficando em nada a dever ao espiritual, porque Heinrich sofre como um apaixonado, física e emocionalmente. Mas tudo acaba bem.

As conclusões são muitas, mas principalmente o que fica é uma mensagem muitíssimo romântica (do romantismo, não cor-de-rosa...) dos primeiros contactos em muitos séculos com a carne, com a paixão flamejante, erótica, que dava os primeiros passos. Pelo menos foi o que me pareceu. A soprano também era bem boa. E por aqui ficamos

segunda-feira, 25 de maio de 2009

daaassssssss

...brotafortes! podias começar a acção revolucionária escrevendo bem as ligações! ;)

http://escrotiniodefalopio.blogspot.com/2008/03/eu-permaneco-tu-permaneces-ele.html

http://serenaoser.blogs.sapo.pt/33920.html

http://maydaylisboa2009.blogspot.com/

estas são!

as outras não!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

de que estamos à espera?

http://monteolivete.blogspot.com/2006/03/13-teses-da-fagtl.html

segunda-feira, 27 de abril de 2009

graças ao barómetro da UE fiquei a saber que sou de esquerda. Obrigado Segismundo, tiraste-me um peso da consciência, sempre me interroguei no fundo da minha consciência se não era afinal um fascizóide recalcado.
Um dos critérios para que num estudos de impactos socio económicos de uma barragem é o Indicador de Educação. Isto foi tirado do plano de barragens do ministério das obras públicas:

− Impacte positivo elevado – presença de populações com baixos níveis de qualificação
(Atalaia, Padroselos, Castro Daire, Fridão, Rebordelo, Assureira, Pêro Martins,
Alvarenga);
− Impacte positivo de menor amplitude – onde se localizam os Municípios com
populações de maior nível educacional (Póvoa, Pinhosão, Asse-Dasse, Sampaio,
Girabolhos, Foz Tua, Midões, Erges);

quer dizer que os níveis educacionais de Castro Daire vão subir porque se lá vai construir uma barragem? Desde quando é que uma barragem é um investimento em educação? Podia tirar muitas conclusões, mas prefiro não o fazer, isto é cómico demais...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

críticos

vou escrever sobre eles em breve...