O caralho! Não podia estar mais em desacordo! A participação existe, só que ninguém a ouve. Os políticos não estão interessados nela. O que eu já vi na assembleia municipal de viseu, quando um movimento de cidadãos sem aspirações políticas apresentou propostas alternativas
à construção de um centro comercial foi uma demonstração de falta de democracia profunda. Os oradores foram atacados pessoalmente e não politicamente pelo próprio presidente da câmara. Tive vergonha de ser português e viseense naquele momento. Apeteceu-me se anarquista. Pessoas competentíssimas a apresentarem sugestões e a serem ignoradas. Não, meus caros, se estivermos à espera da boa vontade dos filhos que estão agarrados ao poder, as putas nunca terão uma palavra a dizer. A mudança impõe-se estrutural: em Lisboa existe orçamento participativo porquê? Porque há legislação que o permite e se Lisboa não tivesse parecia mal por ser uma capital europeia. Agora alguém quer saber das capitais de distrito para alguma coisa? A política lisboeta ainda está vulnerável a críticas exteriores, agora Viseu ou Chaves, quem é que se interessa? É necessário uma lei que OBRIGUE os políticos a perguntar ao povo a sua opinião. Alguma vez tinha sido construido um centro comercial gigante em viseu se os comerciantes tradicionais tivessem tido voto na matéria? Alguém lucrou em viseu com mais um centro comercial? Talvez 2 ou 3 pessoas...
Chegámos a um bifurcação: o povo não se interessa pela política. Agora, ou os políticos se aproximam do povo e discutem os assuntos com as partes interessadas, ou então continuam a fazer a sua política de merda que já destruiu um país em menos de 30 anos.
Voltem, projectos SAAL, estão perdoados!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
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