ele achava é que a euforia momentânea da década de 90 resultava da década de 90. pelo que tenho percebido não é difícil ver o tempo em diferido, é estúpido é não o ensinarem assim, para depois o pensarmos assim. ese gajo só responde ao imediato. dá jeito. a todos. a espaços.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
The airline industry is moving gradually towards consolidation
parece que todo o gestorzeco de merda tem sonhos molhados com o fim da história. Isto a propósito de um comentário do sb de aqui há tempos:
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1 comentário:
não sei se percebi bem, mas a questão do fim da história coloca-se, aqui, por causa da consolidação gradual da indústria - que no texto na página da iag vem logo a seguir às possibilidades de investimento financeiro. haverá um momento em que tudo estará concretizado.
o que é mais engraçado, é que esta esperança - diria melhor, fé - no fim da história vem sempre acompanhado da inversão dos próprios princípios de quem a anuncia. por um lado, todo o discurso vem envolto de uma tendência anti-revolucionária e pró-reformista que ilude, porque é revolucionária e não reformista; depois, porque o princípio dessa revolução (e é isso exactamente que permite que seja tido como mais conservador e reformista em oposição a revolucionário) se dá pela necessária tomada dos orgãos estatais de decisão, contrariando a fé inabalável no mercado.
ou seja, e como vem a seguir no texto da iag, só dominando os orgãos capazes da regulação se pode abolir a regulação.
e isto é paradoxal apenas na aparência, a verdadeira antinomia surge quando ao tomar as rédeas dos orgãos reguladores se apercebem que eles podem regular a seu favor e que abandoná-los seria sujeitar-se à própria concorrência em que se baseiam. o que sucede apenas para depois a abandonarem.
é neste ponto, para mim, que a crítica ao capital mais claudica. sendo aquilo que faz mover tudo, o que realmente sustém a crítica ao capitalismo - a concentração de capital, a desigualdade, a coisificação, etc - não é tanto o poder do dinheiro ou da acumulação de riqueza, quanto a acumulação de poder.
mas isto era, ainda assim, cair num outro erro. assumir ambas as coisas como separadas. no final, o que interessa é que quem detém o capital detém o poder, e não interessa se primeiro detém um e depois o outro. vêm agarrados.
e a única safa, aqui se volta a insistir como desde há muito é voltar a dar o poder a quem o deve ter: ninguém. e para tal só há uma forma, dá-lo a todos.
e nada disto é mais do que uma pequena afinação da máxima: dividir para reinarmos.
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