quinta-feira, 18 de abril de 2013
dizia eu que já não há remédio para o mercado de licencas de emissão de co2. Mesmo que a resolucao de ontem tivesse passado, já nada daria credibilidade a licencas de emissão transaccionadas ao preco do quilo de batata. Isto para nao ir aos efeitos da recessão na europa e da contracão da indústria. Um flop do início ao fim que logo por princípio nem devia ter comecado: não se entrega aos mercados um problema tão grave como o da regulacão das emissões de carbono para a atmosfera. Eram outros os tempos pré-Lehman Brothers.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
apetece-me partir a televisão...
...quando assisto a um debate em que se discute o investimento de 4 mil milhões de euros em novos infantários na alemanha. Por estes dias anda o governo português a planear CORTAR 4 mil milhões de euros à educacão, saúde e seguranca social, sectores mais conhecidos por "gorduras". Prioridades...
terça-feira, 9 de abril de 2013
Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país
1. Por despacho do ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo adopta a política do “quanto pior, melhor”. Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país.
2. Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático.
3. É um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal?
4. No caso da universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro.
Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não há pior política do que a política do pior."
Lisboa, 9 de Abril de 2013
António Sampaio da Nóvoa
Reitor, Universidade de Lisboa
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Uma boa notícia. Este dia deixa-me feliz, mas com um certo sabor amargo... Não teria sido muito melhor se tivesse marchado com um tiro há 30 anos, ou assim como o Mussolini, de cabeça para baixo em Piccadily Circus? Isso sim, era para comemorar!
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3153352
sexta-feira, 15 de março de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
austeridade
o meu sindicato conseguiu um aumento de 2,5% este ano, mais 3% para o ano. Acresce aumento de 26 para 30 dias de férias anuais. Quanto a austeridade estamos conversados. Kicking away the ladder?
para o citador
"Wagner, who invented his own poetic drama, regarded his music as subordinate to it, though his flatulent pseudo-medieval verse is clearly dead without the music."
segunda-feira, 11 de março de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Mais uma vez uma diarreia de ameacas a seguir a eleicoes. O ambiente na imprensa alema é de bota abaixo. O respeito pela vontade popular nunca andou tao por baixo. Democracia parlamentar, e tal, mas só quando convém.
O povo italiano mostrou a sua voz, ao votar maioritariamente no único candidato de protesto e contra o consenso de berlim-bruxelas e outros países se seguirao. O povo italiano está farto da máscara da respeitabilidade em que os políticos do sistema se escondem, evitando assim o combate de ideias. Contra este estado de coisas e por nao haver alternativa credível à esquerda, o povo votou na única alternativa ao status quo: berlusconi e beppe grillo. Onde estavam os euro comunistas modernos e reformadores? Parece que passaram à história.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
idoneidade
O conceito de respectability é muito discutido no age of capital do hobsbawm. Era um termo muito utilizado no tempo do liberalismo de manchester, em que teoricamente valiam as leis de mercado, mas onde as oportunidades de mobilidade social eram nulas, devido à tal falta evidente de respectability, que em última análise tinha a consequência do conformismo entre as classes baixa e média baixa. É sabido que o fosso entre classes aumentou durante este seculo: a mistura entre liberalismo económico e conservadorismo de costumes é explosiva. Vale a pena estabelecer o paralelismo com a recente discussão à volta da idoneidade de alguns banqueiros, em particular ricardo salgado e oliveira e costa (cuja idoneidade e respeitabilidade vinha dos tempos em que trabalhava no banco de portugal.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
bacalhau
Nao entendo a celeuma dos polifosfatos: se os compradores portugueses querem bacalhau sem polifosfatos, que o comprem sem polifosfatos!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Resumindo, a emigração como forma de escravatura de que fala o Sérgio Lavos tem causas que já foram muito bem identificadas. Tal como "a crise", esta vaga de emigração foi potenciada por medidas concretas e que podem ser revertidas. Foram elas a desregulação da prestação de serviços na europa (com as ETTs a poderem contratar onde quiserem dentro da europa), a precarização do código laboral e um estado social cada vez mais fraco que pouca esperança dá a quem equacione ficar. São razões muito concretas que vão muito mais longe do que "a atitude negativa dos portugueses" ou "a depressão colectiva" de que tanto gostam de falar.
prós e contras
uma lição de sociologia, foi o prós e contras de ontem. "Nós" somos assim, "os portugueses" são assado, a criatividade com que "os portugueses" vão enfrentando a "crise", que por sinal em chinês é a mesma palavra que "oportunidade" (consegue ser-se mais básico do que isto?) -- o designado "projecto Portugal" que ainda está por cumprir (o "projecto Portugal"?!).
A alergia da maioria dos participantes à intervenção política: ficaram-se por lugares-comuns de café, enquanto os dois comentadores da esquerda se atreviam a avançar com diagnósticos qne necessariamente implicariam um debate político que desde a moderadora até ao reitor da UL todos se recusaram a continuar. Assim é difícil, porque é precisamente a política que enquadra a nossa acção colectiva, eventualmente até o tão badalado "projecto Portugal" (nem quero ir tão longe...)
"Este mundo globalizado" é muito complexo, imagine-se que agora até há emigrantes em França com ordenados portugueses! Mais uma em que mais valia estarem calados: quando se desregulamentou (deixarei de usar a palavra liberalizar, que é uma máscara) o mercado de prestação de serviços na europa era isto que se tinha em vista: trabalhadores de um país mais pobre poderem prestar serviços noutro mais rico com ordenados do primeiro. Esta desregulamentação tinha um único objectivo: dumping social e baixar os custos do trabalho na alemanha. Na altura alguém se queixou? Sim, assim de repente vem-me à cabeça o Pierre Bourdieu, o movimento anti globalização, etc etc
São as contradições do mercado livre: "o estado não pode ser um empregador", ao mesmo tempo que a crise está a levar as empresas à falência e o desemprego está a subir. Espiral recessiva que necessariamente não vai ser resolvida sem uma intervenção forte e decidida do estado através de investimento público. Ou então ficamos à espera que o "investimento estrangeiro" nos venha salvar (possivelmente de Marte).
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
é difícil classificar a votação de hoje. A vários níveis medíocre. Medíocre porque o documento aprovado assenta em pressupostos errados, à luz de toda a informação disponível (as previsões para o crescimento da CE, FMI, INE, OCDE, Citigroup, etc etc). Medíocre porque condena milhões de portugueses a empobrecer para pagar uma dívida externa causada por desequilíbrios institucionais na união europeia que são alheios à maioria dos portugueses. Medíocre porque não tem em consideração aquilo que é o momento de maior convergência da sociedade portuguesa, que está maioritariamente contra. Medíocre porque contradiz tanto o senso comum como a ciência económica. é um documento delirante. neste momento a desilusão é completa.
que fique registado
votei contra este orçamento através dos meu voto nas legislativas. PSD e CDS optaram por votar a favor, a história os julgará.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
domingo, 21 de outubro de 2012
diz-nos miguel cadilhe que é preciso renegociar a dívida, pagamos tudo sim senhor, mas sem juros. Uma renegociacao "honrada" diz ele. Já vem tarde esta mudanca de rumo nas cabecas pensantes da economia respeitável em portugal. E nao deixa de ser curioso os artifícios utilizados para continuarem a viver no seu mundo de fantasia, fingindo continuar a jogar pelas regras, mas pedindo apenas uma folga enquanto endireitamos as costas antes de prosseguir com o calhau colina acima. O capitalismo voltará dentro de momentos, por agora suspendamos os princípios---em breve voltará tudo ao normal. Esperemos que nao.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
aí está ele!
O inverno...
E com ele aproxima-se aquela altura do ano em que eu fico em casa, aborrecida, preguiçosa, a faltar ao trabalho porque invento que estou doente e que estou chateada com o escritório e a fazer o portfólio (e estou, e desta vez vou mesmo embora, aquilo já deu o que tinha a dar e o meu aumento salarial foi uma vergonha de merda, ide para a p*ta que vos pariu mas é). Mas também a sentir-me mal comigo mesmo 1º por ser uma miséria de rapariga que fica em casa a dizer que está doente (ai se a minha avó soubesse) 2º por não ser um talento como os meus amigos que agora não param de mandar mails para me convidar a abrir as suas exposições ou ir às suas conferências. Bosta. O que é que eu ando a fazer de errado...?
E pronto, é a altura em que eu vos dou um update da minha vida pessoal e alguns hints da profissional... Eu sei que não é muito interessante. Ah e isto porque para vos ser sincera, estive em portugal no 15 de Setembro sim senhora, mas não me fui manifestar porque estava com uma alemã e fomos ver as vinhas no douro, mais o museu de foz côa e a terra dos meus avós. E o programa era tão preenchido que só deu mesmo tempo dar uma espreitadela na televisão antes de comer o arroz de polvo e abalar para a festa de Santa Eufémia. Mais uma vergonha por não ter apoiado o meu país no seu grito de protesto contra esses governantes que parecem ser uma vergonha, mas confesso, os disparates que se leem no público são tantos que uma pessoa perde o interesse assim de longe.
Portanto considero-me incapaz de dirigir uma única crítica aos governantes portugueses, mas se eles forem como os meus chefes então olhem: ide para a puta que vos pariu com eles. Sem estrelinha e tudo.
É porque no jornal, ou dia que roubam ou não fizeram o curso todo e dizem que fizeram, é sempre o mesmo, não é preciso ler todos os dias. Ainda assim paguei o bilhete no museu de foz côa e fechei a temporada balnear de duas piscinas municipais o que penso que deve ter tido algum impacto positivo na economia de portugal, para além de o ter publicitado a um povo sobejamente conhecido por ser endinheirado.
E pronto, é tudo, fica assim marcada a abertura de uma época chorrilho de disparates e como aqui também não se sabe muito bem do que se fala, falo eu de mim .
E com ele aproxima-se aquela altura do ano em que eu fico em casa, aborrecida, preguiçosa, a faltar ao trabalho porque invento que estou doente e que estou chateada com o escritório e a fazer o portfólio (e estou, e desta vez vou mesmo embora, aquilo já deu o que tinha a dar e o meu aumento salarial foi uma vergonha de merda, ide para a p*ta que vos pariu mas é). Mas também a sentir-me mal comigo mesmo 1º por ser uma miséria de rapariga que fica em casa a dizer que está doente (ai se a minha avó soubesse) 2º por não ser um talento como os meus amigos que agora não param de mandar mails para me convidar a abrir as suas exposições ou ir às suas conferências. Bosta. O que é que eu ando a fazer de errado...?
E pronto, é a altura em que eu vos dou um update da minha vida pessoal e alguns hints da profissional... Eu sei que não é muito interessante. Ah e isto porque para vos ser sincera, estive em portugal no 15 de Setembro sim senhora, mas não me fui manifestar porque estava com uma alemã e fomos ver as vinhas no douro, mais o museu de foz côa e a terra dos meus avós. E o programa era tão preenchido que só deu mesmo tempo dar uma espreitadela na televisão antes de comer o arroz de polvo e abalar para a festa de Santa Eufémia. Mais uma vergonha por não ter apoiado o meu país no seu grito de protesto contra esses governantes que parecem ser uma vergonha, mas confesso, os disparates que se leem no público são tantos que uma pessoa perde o interesse assim de longe.
Portanto considero-me incapaz de dirigir uma única crítica aos governantes portugueses, mas se eles forem como os meus chefes então olhem: ide para a puta que vos pariu com eles. Sem estrelinha e tudo.
É porque no jornal, ou dia que roubam ou não fizeram o curso todo e dizem que fizeram, é sempre o mesmo, não é preciso ler todos os dias. Ainda assim paguei o bilhete no museu de foz côa e fechei a temporada balnear de duas piscinas municipais o que penso que deve ter tido algum impacto positivo na economia de portugal, para além de o ter publicitado a um povo sobejamente conhecido por ser endinheirado.
E pronto, é tudo, fica assim marcada a abertura de uma época chorrilho de disparates e como aqui também não se sabe muito bem do que se fala, falo eu de mim .
domingo, 23 de setembro de 2012
Convem nunca esquecer que este programa nasceu na austria, cresceu em chicago e estabeleceu-se na america latina. Por doutrina nao olha a meios para atingir a utopia do mercado livre. A europa esta' infelizmente fundada nessa utopia de atingir a paz atrves do comercio. E' um modelo economico q esta' escrito na pedra desde o inicio do projecto europeu. Atinge agora o seu ponto alto com a austeridade sobre os povos do sul para manter a inflacao em baixa e nao incomodar os mercados. E o q era um instrumento passou a ser letra de lei. Sao tempos sombrios, uma geracao q emigra ou perde a oportunidade de se encontrar a si e ao seu lugar no trabalho. Tudo para os babyboomers do norte terem a sua reforma dourada e garantida. Alguem tinha de ser sacrificado e esse alguem fomos nos. Convem nao esquecer os tempos sombrios que vivemos. E convem apercebermo-nos o mais rapidamente possivel da fibra de que e' feito este projecto europeu.
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