domingo, 16 de abril de 2017

"No cinema, Debord propôs-se sempre nada fazer do que nele se fazia, fazendo quanto nele se não fazia. Entre 1952 e 1994, cada um dos seus filmes - bem concebidos, agravando-lhe o caso - confirmou esta detestável ambição.
Como é sabido, a sociedade deixou de ter «artistas malditos» a partir da destruição da própria arte, a isso sucedendo a promoção de qualquer fulano de boa vontade ao estatuto de pequeno funcionário da cultura. Tendo o negativo sido o cinema ainda menos apreciado que no resto, caso Debord nunca tivesse feito filmes talvez nem houvesse nenhum cineasta maldito. O mundo respondeu aos seus excessos considerando-o perfeitamente insignificante."


Esta entrada é rigorosa. Não vi o filme.


In girum imus nocte et consumimur igni.


 movemo-nos na noite sem saída e somos devorados pelo fogo