sábado, 7 de fevereiro de 2015

nautilus ou a urna de dr oekter.

o carácter aparentemente estático da fotografia reenvia-nos para a necessária coordenação de um mundo em potência aquém e além-plano, configurando-se a imagem fotográfica como o mediador de um triplo enlaçamento. agenciam-se, sincopadamente, os agentes de uma relação que depende, embora não em exclusivo, da capacidade mediúnica não só da imagem-em-si-mesma, mas igualmente da imagem-enquanto-criação. assim, revela-se copiosamente a génese imbrincada não só do acto fotográfico enquanto acto criador, mas também uma cognoscência específica a que é apelado e que, concomitantemente constrói e é construída pelo receptor. neste sentido, este afirma-se finalmente já não como receptor, escapando assim à inanidade da contemplação num quadro pós-democrático e de constituídas grelhas de actuação do sujeito, funcionando este como índice das exigidas relações de valor no seio de uma organização proto-pré-pós-capitalista. O olhar dirigido àquela aparente estaticidade é, agora, o elo final de um processo contínuo, binário e dialéctico, genealógico e arqueológico, antropológico e pré-científico, onde a imagem assoma na sua morfologia líquida, quer na hipótese de constituição de um mundo aquém e além-plano, quer na evidência tautológica da auto-referencialidade última de qualquer acto hermenêutico perante a mesma. ratifica-se, assim, o carácter igual-a-si-propriês de bob, onde a importância da mensagem resulta de um quadro epistemológico definido entre dois eixos, perpendiculares entre si sobre um plano de cerca de 14cm por 29cm de fundo branco (a josefa do pbx convencionou, numa alocução dirigida a rebordinho, que se tratava de uma página A4) o si e o autre, onde a posição relativa desta operação auto-reflexiva é ancorada num terceiro eixo, sache (em perspectiva cavaleira). Aí, rolam os dados de uma potência indeterminadora do real. Tudo o que está presente, tudo o que se revela, tudo o que gera significação, comparece perante um tipo de tribunal axiomático que anula, recusa, resiste ou anui. É deste local de autoridade de si sobre si, de si, afinal, sobre um outro que é si, no triplo agenciamento do enlace do si, com o outro e com a coisa, e vice-versa e de roda, num movimento análogo ao do vira do minho - que reenvia  aliás para as relações cósmicas da translação e rotação terrestre e do ensimesmar da revelação da sacholada profunda de sebastião perante mais um tubérculo de feição entroncamentada seguido de um pénalti ahhhhh - que resulta a potência indeterminadante e indeterminada de um real composto pela coisa (sache), uma vez que à determinação ontológica de uma fenomenologia do olhar da qual resulta a configuração, embora provisória, do sujeito-que-olha, responde, num mesmo passo e à profundidade de uma sacholada de sebastião, a contra-determinação de um outro que já não é o si, mas sim um outro que é mesmo um outro separado de si, embora também ele, sim, um si. é-nos então exposta e tornada inegável a maleabilidade profunda do aparecimento em cesura concluído da aparente estaticidade da fotografia, caucionando-se também a sache enquanto coisa cujo fundamento profundamente mediúnico permite a construcção sensorial do real e, finalmente, do mundo enquanto potência de coordenações a devir em potência o devir das coordenações significantes do mundo.

2 comentários:

Mariana Felismina disse...

assim de repente as letras lembram-me qq coisa...o que e' um pbx?

sb disse...

pbx é private branch exchange (o que isto significa exactamente não sei), segundo a wikipedia. normalmente estava uma placa a dizer pbx onde estavam as recepcionistas à entrada de qq edificio público. dizia-se: vou ao pbx, ou o ou a n sei qtas do pbx. no ciclo, por exemplo, ia ao pbx ver se os profs faltavam mesmo. isto pq no ciclo havia um pbx. no liceu a placa tinha outra coisa qq, se n me engano.