domingo, 17 de novembro de 2013

se, algum dia, a censura tivesse alguma justificação, seria certamente apenas e só por coisas como esta.

não pelo ponto de partida, que em si é questionável mas vá-se lá saber, mas por toda a quantidade de bujardas que manda ao longo dos parágrafos.


 fiquemo-nos, novamente apenas e só, pela referência às campbell soups do warhol. digamos que afirmar isto: "Andy Warhol, who incorporated into his art all the gaudy commercial imagery of capitalism (like Campbell's soup cans) that most artists had stubbornly scorned", é qualquer coisa que faz pensar, sei lá, em escrever algo assim: toulouse lautrec, who incorporated into his art all the gaudy commercial imagery of capitalism (like leg-absynth cancans) that most artists had stubbornly scorned e chutar tudo o resto para canto.


não daria jeito, claro está, discutir o que se vê nas várias campbell. sim, são várias, muitas, todas quase iguais, quase, quase iguais. a sopa de feijão do mississipi tem a mesma fonte e o mesmo desenho de lata do puré de batata de seattle e, imagino, devem saber todas igualmente mal ou igualmente bem, dependendo dos gostos. 


é engraçado como a senhora consegue esboçar uma crítica ao capitalismo e, na mesma penada, declará-lo salvador, não é? 


se isto é um ensaio, quero ser romancista.


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