quarta-feira, 17 de julho de 2013



cito o zé. avivemos a memória:

"Sem dúvida alguma vivemos um momento histórico. Entra-se numa fase de fecho de um ciclo histórico que porventura comecou em 1990, outros dirao 1989, nao interessa. Sem excepcao, somos todos culpados deste fracasso que foram os últimos de 20 anos no nosso mundo.

Foram 20 anos de avancos tecnológicos extraordinários que se saldaram em regressao social, maior desigualdade, pobreza e pessimismo. Os mesmo avancos que prometiam mais vida para alem do trabalho, mais familia e amigos, mais tempo para a comunidade, afinal trouxeram mais escassez, mais trabalho, mais stress. Para onde foram os avancos? O que é feito dos ganhos vindos da gestao eficientíssima de recursos? 

Deixámos o mundo andar, preguicosamente, achámos que tudo ía no bom caminho, que nao valia a pena desconfiar. Os mercados, a forca positiva que faz mover o mundo, levar-nos-ia até Lá. Confesso que eu próprio acreditei ingénuo na quimera. Depois lembrei-me que os mercados sao pessoas, e que a melhor maneira de mudar este mundo composto de pessoas é falar com elas. Fazer-lhes perguntas. Desconfiar. Investigar. Perceber. E isso cansa. 

Mas neste momento em que nos encontramos, acredito que voltámos a achar o caminho. Multiplicam-se assembleias, comissoes, movimentos e auditorias que exigem o poder de volta às suas maos. É preciso abracar este momento com toda a nossa forca.

é preciso deixar registado de que lado estamos. E se já estivemos do outro lado, aqui fica o registo, para que nao restem mais dúvidas. Do lado da democracia de bases, do lado do fim das desigualdades, do lado da redistribuicao, do lado do local contra o global, do lado do comunitário contra o proprietário. 

Afinal eram mesmo estes amanhas que cantam que interessavam e nao os outros..."

cedendo ao grau zero porque é a alegria que guardo.

há sempre excepções.



aqui cabem três vidas inteiras e todas as penteadeiras que as fizeram.

é o cavaco ou o caralho



"B.Y.O.B."

WHY DO THEY ALWAYS SEND THE POOR!
Barbarisms by Barbaras
With pointed heels.
Victorious, victories kneel.
For brand new spankin' deals.
Marching forward hypocritic
And hypnotic computers.
You depend on our protection,

Yet you feed us lies from the table cloth.
La la la la la la la la la,
Everybody's going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sunshine.

Kneeling roses disappearing,
Into Moses' dry mouth,
Breaking into Fort Knox,
Stealing our intentions,
Hangars sitting dripped in oil,
Crying FREEDOM!

Handed to obsoletion,
Still you feed us lies from the table cloth.
La la la la la la la la la,
Everybody's going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sunshine.
Everybody's going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sunshine.

Blast off, it's party time,
And we don't live in a fascist nation,
Blast off, it's party time,
And where the fuck are you?
Where the fuck are you?
Where the fuck are you?

Why don't presidents fight the war?
Why do they always send the poor?
Why don't presidents fight the war?
Why do they always send the poor? [X4]

Kneeling roses disappearing,
Into Moses' dry mouth,
Breaking into Fort Knox,
Stealing our intentions,
Hangars sitting dripped in oil,
Crying FREEDOM!

Handed to obsoletion,
Still you feed us lies from the tablecloth.
La la la la la la la la la,
Everybody's going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sunshine.
Everybody's going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sun

Where the fuck are you!
Where the fuck are you!

Why don't presidents fight the war?
Why do they always send the poor?
Why don't presidents fight the war?
Why do they always send the poor? [X3]
Why, do, they always send the poor [X3]
They only send the poor [x2]


o que é estranho aqui é que uma música que se reporta às guerras dos eua assente tão bem na luta de classes. não porque não haja guerra de classes, antes porque o belicismo se lhe aplique tão bem. armai-vos. "isto não é o fim, nem tão pouco o fim do princípio. talvez seja o fim do princípio." (e como custa citar estas palavras.) 


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Em modo férias

A segunda-feira em resumo na minha parte da Europa. Algumas novidades mas nada de bom na Alemanha Esperança em Espanha A esquerda finalmente a crescer em pt! Tudo boas razões para me mudar temporariamente para aquela região geográfica junto ao Atlântico cheio de optimismo!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

também sei fazer cenários. e há tantos e tão bons. e eu também posso fazer de helena matos, graça franco ou antónio costa (acho que não estou enganado, o comentador que não é político.)

encher chouriço até ao fim-de-semana depois de adiada até segunda-feira a audiência a todos os partidos.

nessa altura, no congresso do cds-pp outro mono foi eleito por vez de portas.

portas dá de frosques e vai para a sombra mais uns dois a quatro anos e o próximo fica com a fava:
coliga-se com o psd até ao verão de 2014 até ao regresso aos mercados (e eu que pensava que nunca de lá tínhamos saído. encontro poucas diferenças entre o continente e o recheio, tirando a venda por atacado ligeiramente mais baixa mas com boa margem de lucro para o respectivo mercado. aliás, se tivéssemos saído dos mercados, não teríamos que nos preocupar com taxas de juro.) até eleições em que leva uma rabecada.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

é a histeria, a festa, a loucura e um pequeno quadro do malhoa, o xexé.

a histeria. portas demitiu-se, vamos a correr festejar porque portas demitiu-se.

é que no meio de tudo isto, não é estranho o aparecimento da carta de demissão de gaspar? de onde veio? como? porque razões? como consequência para o governo e para a sua eventual queda, não chegava saber que gaspar se tinha demitido? e se havia algo a dizer, não deveria ser esclarecido directamente aos portugueses, ao contrário de ser exposto por uma carta dirigida pessoalmente ao primeiro-ministro?

bem sei que pode haver coisas mais importantes a discutir, mas o jornal da noite, a telenovela e o reality show são, definitivamente, um contínuo. haja histeria. e isto é o que mais me preocupa porque, e vou atirar uma enormidade, tudo o resto - pib, euro, escudo, juros da dívida - vive em ciclos de anos. (e sim, é uma enormidade, mas há que atirar tomates aos gráficos. ajudam, mas estou farto deles. de gráficos. e não, não faço coincidir totalmente a histeria com as concentrações que pedem a demissão do governo. e sim, cedi a um termo destes: histeria, bah!)