sexta-feira, 31 de maio de 2013

A UE continua a oferecer óptimas razões para a direita nacionalista puxar dos galões, ao mesmo tempo que lhe permite apropriar-se dos temas mais queridos à esquerda. Desta vez em França, exigindo não apenas reformas estruturais para reduzir o défice, mas explicando quais são as reformas estruturais aceitáveis para a comissão: aumento da idade de reforma, alterações ao código do trabalho etc etc. Para além da inaceitável ingerência, são posições ideologicamente inviesadas, tal como nos tem habituado nos últimos anos. Não admira que ande meio mundo a partilhar vídeos do UKIP. A UE está a revelar-se o pior pesadelo para a democracia: tornou-se (sempre foi?) um cavalo de tróia do capitalismo que encontra do lado dos governos nacionais (que invariavelmente pertencem ao arco da governabilidade) a absoluta mansidão e seguidismo. De uma vez por todas: nem a Comissão nem o Eurogrupo têm qualquer tipo de legitimidade para exigir seja o que fôr a um governo eleito. Há uma réstia de soberania que ainda mora em S. Bento. Tirem-nos isso e vão ver o que acontece.

quarta-feira, 29 de maio de 2013