segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

prós e contras

uma lição de sociologia, foi o prós e contras de ontem. "Nós" somos assim, "os portugueses" são assado, a criatividade com que "os portugueses" vão enfrentando a "crise", que por sinal em chinês é a mesma palavra que "oportunidade" (consegue ser-se mais básico do que isto?) -- o designado "projecto Portugal" que ainda está por cumprir (o "projecto Portugal"?!). A alergia da maioria dos participantes à intervenção política: ficaram-se por lugares-comuns de café, enquanto os dois comentadores da esquerda se atreviam a avançar com diagnósticos qne necessariamente implicariam um debate político que desde a moderadora até ao reitor da UL todos se recusaram a continuar. Assim é difícil, porque é precisamente a política que enquadra a nossa acção colectiva, eventualmente até o tão badalado "projecto Portugal" (nem quero ir tão longe...) "Este mundo globalizado" é muito complexo, imagine-se que agora até há emigrantes em França com ordenados portugueses! Mais uma em que mais valia estarem calados: quando se desregulamentou (deixarei de usar a palavra liberalizar, que é uma máscara) o mercado de prestação de serviços na europa era isto que se tinha em vista: trabalhadores de um país mais pobre poderem prestar serviços noutro mais rico com ordenados do primeiro. Esta desregulamentação tinha um único objectivo: dumping social e baixar os custos do trabalho na alemanha. Na altura alguém se queixou? Sim, assim de repente vem-me à cabeça o Pierre Bourdieu, o movimento anti globalização, etc etc São as contradições do mercado livre: "o estado não pode ser um empregador", ao mesmo tempo que a crise está a levar as empresas à falência e o desemprego está a subir. Espiral recessiva que necessariamente não vai ser resolvida sem uma intervenção forte e decidida do estado através de investimento público. Ou então ficamos à espera que o "investimento estrangeiro" nos venha salvar (possivelmente de Marte).

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