domingo, 22 de dezembro de 2013

Imprensa

A diplomacia alemã está ao ataque. No Süddeutsche Zeitung de ontem descreve-se o esforço do governo alemão para impor medidas pan-europeias de "aumento da competitividade". Face à recusa de alguns estados membros, Merkel mostra-se irritada e desiludida.

Nesta peça de novilíngua, comum nos jornais alemães - e estranhamente nos portugueses - medidas de deterioração de leis laborais, baixa de salários e tentativas de consolidação orçamental recessivas são denominadas de medidas para aumentar a competitividade. Que essas mesmas medidas trazem uma queda da procura interna à escala do continente e com isso um ciclo de pobreza e desemprego não é em geral explicado no texto.

Por inteligente que o leitor seja, de tanto ler a mesma coisa acaba por acreditar. E é sem sucesso que alerto insistentemente os leitores à minha volta.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Ciência na europa

está como tudo na europa enviesada para o lado do poder instituido. O novo programa quadro Horizon2020 prevê largas centenas de milhões para ciência, mas só para propostas que prevejam gastos superiores a 5 milhões. Esta regra impede que grupos pequenos possam concorrer de forma independente a financiamento europeu. Terão de estar integrados num consórcio extenso, i.e. terão de ter amigos na europa ou fazer muito networking até lá chegarem. Como já se tornou regra a UE posicionou-se bem do lado dos grandes.

domingo, 15 de dezembro de 2013

"Obrigado amigos pela oportunidade que me deram de reler "O materialismo dialectico e realismo cientifico" o que pela sua necessária actualidade é de uma importância transcendental".

vi por aí e não pude deixar de citar. é de uma graça sublime.

domingo, 1 de dezembro de 2013

domingo, 17 de novembro de 2013

se, algum dia, a censura tivesse alguma justificação, seria certamente apenas e só por coisas como esta.

não pelo ponto de partida, que em si é questionável mas vá-se lá saber, mas por toda a quantidade de bujardas que manda ao longo dos parágrafos.


 fiquemo-nos, novamente apenas e só, pela referência às campbell soups do warhol. digamos que afirmar isto: "Andy Warhol, who incorporated into his art all the gaudy commercial imagery of capitalism (like Campbell's soup cans) that most artists had stubbornly scorned", é qualquer coisa que faz pensar, sei lá, em escrever algo assim: toulouse lautrec, who incorporated into his art all the gaudy commercial imagery of capitalism (like leg-absynth cancans) that most artists had stubbornly scorned e chutar tudo o resto para canto.


não daria jeito, claro está, discutir o que se vê nas várias campbell. sim, são várias, muitas, todas quase iguais, quase, quase iguais. a sopa de feijão do mississipi tem a mesma fonte e o mesmo desenho de lata do puré de batata de seattle e, imagino, devem saber todas igualmente mal ou igualmente bem, dependendo dos gostos. 


é engraçado como a senhora consegue esboçar uma crítica ao capitalismo e, na mesma penada, declará-lo salvador, não é? 


se isto é um ensaio, quero ser romancista.


sábado, 16 de novembro de 2013

PRT

É bem-vinda a ideia de um novo partido de esquerda. Nem o BE nem a CDU têm o exclusivo da verdade desportiva e a pureza ideológica que lhes trouxeram tantos anos de oposição é por vezes irritante. O partido do rui tavares tem essa virtude: é um partido que se define por querer compromissos. Vem de encontro às queixas de tantas e tantos que se envolveram nos movimentos de esquerda nos últimos anos sem saber qual poderia vir a ser a saída do lugar contra o qual protestaram. Pode ser que aproveitem agora esta oportunidade.

Nos próximos dias vamos também ficar a conhecer a fórmula mágica proposta pelo PRT para iniciar um novo ciclo de investimentos públicos e convergêncial social e económica sem sair do euro. Esperemos que também preparem um plano B.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Céline et Julie vont en bateau

Fica a menção para a primeira hora mais desprezível e última hora mais maravilhosa do cinema. A hora do meio também valeu a pena.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Por ordem de importância

Aqui renovo o meu desejo patriótico e de esquerda: que a selecção não se apure para o mundial; que este povo se levante e desligue a televisão; que o governo caia.

Mais uma martelada na economia. Uma aposta como daqui a um mês a dívida cresceu, o desemprego subiu e a economia regrediu?

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O grau zero da ciência economica: saber quanto se vai cortar amtes de saber onde... Política orçamental tem um fim - bem estar às pessoas, menos desigualdade, crescimento etc - mas não é um fim em si mesmo. Impostos, salários, cortes são apenas ferramentas para atingir um bem maior, bem esse que compete à política definir. A maioria parlamentar decidiu que o fim em si é o orçamento e com isso o país sucumbe a esta cegueira sem fim, a esta pantomina sem nome...

quarta-feira, 17 de julho de 2013



cito o zé. avivemos a memória:

"Sem dúvida alguma vivemos um momento histórico. Entra-se numa fase de fecho de um ciclo histórico que porventura comecou em 1990, outros dirao 1989, nao interessa. Sem excepcao, somos todos culpados deste fracasso que foram os últimos de 20 anos no nosso mundo.

Foram 20 anos de avancos tecnológicos extraordinários que se saldaram em regressao social, maior desigualdade, pobreza e pessimismo. Os mesmo avancos que prometiam mais vida para alem do trabalho, mais familia e amigos, mais tempo para a comunidade, afinal trouxeram mais escassez, mais trabalho, mais stress. Para onde foram os avancos? O que é feito dos ganhos vindos da gestao eficientíssima de recursos? 

Deixámos o mundo andar, preguicosamente, achámos que tudo ía no bom caminho, que nao valia a pena desconfiar. Os mercados, a forca positiva que faz mover o mundo, levar-nos-ia até Lá. Confesso que eu próprio acreditei ingénuo na quimera. Depois lembrei-me que os mercados sao pessoas, e que a melhor maneira de mudar este mundo composto de pessoas é falar com elas. Fazer-lhes perguntas. Desconfiar. Investigar. Perceber. E isso cansa. 

Mas neste momento em que nos encontramos, acredito que voltámos a achar o caminho. Multiplicam-se assembleias, comissoes, movimentos e auditorias que exigem o poder de volta às suas maos. É preciso abracar este momento com toda a nossa forca.

é preciso deixar registado de que lado estamos. E se já estivemos do outro lado, aqui fica o registo, para que nao restem mais dúvidas. Do lado da democracia de bases, do lado do fim das desigualdades, do lado da redistribuicao, do lado do local contra o global, do lado do comunitário contra o proprietário. 

Afinal eram mesmo estes amanhas que cantam que interessavam e nao os outros..."

cedendo ao grau zero porque é a alegria que guardo.

há sempre excepções.



aqui cabem três vidas inteiras e todas as penteadeiras que as fizeram.

é o cavaco ou o caralho



"B.Y.O.B."

WHY DO THEY ALWAYS SEND THE POOR!
Barbarisms by Barbaras
With pointed heels.
Victorious, victories kneel.
For brand new spankin' deals.
Marching forward hypocritic
And hypnotic computers.
You depend on our protection,

Yet you feed us lies from the table cloth.
La la la la la la la la la,
Everybody's going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sunshine.

Kneeling roses disappearing,
Into Moses' dry mouth,
Breaking into Fort Knox,
Stealing our intentions,
Hangars sitting dripped in oil,
Crying FREEDOM!

Handed to obsoletion,
Still you feed us lies from the table cloth.
La la la la la la la la la,
Everybody's going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sunshine.
Everybody's going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sunshine.

Blast off, it's party time,
And we don't live in a fascist nation,
Blast off, it's party time,
And where the fuck are you?
Where the fuck are you?
Where the fuck are you?

Why don't presidents fight the war?
Why do they always send the poor?
Why don't presidents fight the war?
Why do they always send the poor? [X4]

Kneeling roses disappearing,
Into Moses' dry mouth,
Breaking into Fort Knox,
Stealing our intentions,
Hangars sitting dripped in oil,
Crying FREEDOM!

Handed to obsoletion,
Still you feed us lies from the tablecloth.
La la la la la la la la la,
Everybody's going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sunshine.
Everybody's going to the party have a real good time.
Dancing in the desert blowing up the sun

Where the fuck are you!
Where the fuck are you!

Why don't presidents fight the war?
Why do they always send the poor?
Why don't presidents fight the war?
Why do they always send the poor? [X3]
Why, do, they always send the poor [X3]
They only send the poor [x2]


o que é estranho aqui é que uma música que se reporta às guerras dos eua assente tão bem na luta de classes. não porque não haja guerra de classes, antes porque o belicismo se lhe aplique tão bem. armai-vos. "isto não é o fim, nem tão pouco o fim do princípio. talvez seja o fim do princípio." (e como custa citar estas palavras.) 


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Em modo férias

A segunda-feira em resumo na minha parte da Europa. Algumas novidades mas nada de bom na Alemanha Esperança em Espanha A esquerda finalmente a crescer em pt! Tudo boas razões para me mudar temporariamente para aquela região geográfica junto ao Atlântico cheio de optimismo!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

também sei fazer cenários. e há tantos e tão bons. e eu também posso fazer de helena matos, graça franco ou antónio costa (acho que não estou enganado, o comentador que não é político.)

encher chouriço até ao fim-de-semana depois de adiada até segunda-feira a audiência a todos os partidos.

nessa altura, no congresso do cds-pp outro mono foi eleito por vez de portas.

portas dá de frosques e vai para a sombra mais uns dois a quatro anos e o próximo fica com a fava:
coliga-se com o psd até ao verão de 2014 até ao regresso aos mercados (e eu que pensava que nunca de lá tínhamos saído. encontro poucas diferenças entre o continente e o recheio, tirando a venda por atacado ligeiramente mais baixa mas com boa margem de lucro para o respectivo mercado. aliás, se tivéssemos saído dos mercados, não teríamos que nos preocupar com taxas de juro.) até eleições em que leva uma rabecada.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

é a histeria, a festa, a loucura e um pequeno quadro do malhoa, o xexé.

a histeria. portas demitiu-se, vamos a correr festejar porque portas demitiu-se.

é que no meio de tudo isto, não é estranho o aparecimento da carta de demissão de gaspar? de onde veio? como? porque razões? como consequência para o governo e para a sua eventual queda, não chegava saber que gaspar se tinha demitido? e se havia algo a dizer, não deveria ser esclarecido directamente aos portugueses, ao contrário de ser exposto por uma carta dirigida pessoalmente ao primeiro-ministro?

bem sei que pode haver coisas mais importantes a discutir, mas o jornal da noite, a telenovela e o reality show são, definitivamente, um contínuo. haja histeria. e isto é o que mais me preocupa porque, e vou atirar uma enormidade, tudo o resto - pib, euro, escudo, juros da dívida - vive em ciclos de anos. (e sim, é uma enormidade, mas há que atirar tomates aos gráficos. ajudam, mas estou farto deles. de gráficos. e não, não faço coincidir totalmente a histeria com as concentrações que pedem a demissão do governo. e sim, cedi a um termo destes: histeria, bah!)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

%&!! para as gerações futuras

Se há uma coisa que me irrita é ouvir a direita a invocar as gerações futuras. As gerações futuras, ao contrário das presentes, não existem. É muito questionável que se deva equilibrar a dívida pública, gerar confiança nos mercados etc etc na esperança de dar um melhor futuro às pessoas daqui a 50 anos, quando é possível tirar as pessoas da miséria e do desemprego JÁ. "weighting generations equally leads to paradoxical and even nonsensical results"

quinta-feira, 6 de junho de 2013

2013 odisseia no chaço

O Produto Interno Bruto (PIB) registou uma diminuição homóloga de 4,0% em volume no 1º trimestre de 2013 (...) No 1º trimestre de 2013, assistiu-se a uma diminuição mais expressiva do Investimento em volume, que passou de -2,1% em termos homólogos no 4º trimestre de 2012 para -16,8%. Leiam meus filhos leiam.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A UE continua a oferecer óptimas razões para a direita nacionalista puxar dos galões, ao mesmo tempo que lhe permite apropriar-se dos temas mais queridos à esquerda. Desta vez em França, exigindo não apenas reformas estruturais para reduzir o défice, mas explicando quais são as reformas estruturais aceitáveis para a comissão: aumento da idade de reforma, alterações ao código do trabalho etc etc. Para além da inaceitável ingerência, são posições ideologicamente inviesadas, tal como nos tem habituado nos últimos anos. Não admira que ande meio mundo a partilhar vídeos do UKIP. A UE está a revelar-se o pior pesadelo para a democracia: tornou-se (sempre foi?) um cavalo de tróia do capitalismo que encontra do lado dos governos nacionais (que invariavelmente pertencem ao arco da governabilidade) a absoluta mansidão e seguidismo. De uma vez por todas: nem a Comissão nem o Eurogrupo têm qualquer tipo de legitimidade para exigir seja o que fôr a um governo eleito. Há uma réstia de soberania que ainda mora em S. Bento. Tirem-nos isso e vão ver o que acontece.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

sábado, 27 de abril de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Fica aqui registado o meu 25 de Abril de 2013. Por estas bandas há apenas um único feriado de carácter revolucionário: o dia da reforma. Todos os outros feriados sao religiosos (no sentido de místicos, como pentecostes e a sexta feira santa) ou de cariz institucional (como o dia da reunificacao). Diz muito de um regime o facto da reunificacao da alemanha se celebrar no dia em que se assinou o tratado de anexacao dos chamados novos länder e nao na noite em que caiu o muro e o povo saiu à rua para comprar bananas. Compare-se com o 25 de Abril, que para além de ter sido a grande revolucao que levou escola e saúde e seguranca social a muitos milhoes, foi também uma revolucao que nao ficou a dever nada a ninguém. Cumpriu-se naquilo em que se devia cumprir, e aí se tem a verdadeira dimensao da efeméride. O povo nao saiu à rua para ir às compras ao ocidente, ou sequer para reclamar liberdade económica. O povo saiu à rua para reclamar a verdadeira liberdade, aquela que distingue uma vida boa de uma vida má. O mercado livre que vá para o diabo! Uma revolucao a sério é o 25 de Abril.
ainda que andem por aí uns cartazes do 25 de abril II, normalmente com o "com jeito, vai", nada como atirar ao ar um 25 de abril sempre.

é estranha esta tendência: em 2001, foi a coligação psd/pp que mudou o nome ao 25 de abril, com a palavra de ordem abril é evolução. agora vem de qualquer coisa que diríamos estar na extrema esquerda, seja isso lá onde for.

é preocupante. tão preocupante quanto ouvir os militares a dizer que estão preparados para sair à rua. tenho  sempre algum receio de não saber o que vem atrás disso. é que a origem do 25 abril até foi, em história cortada às postas e mal atada, o 28 de maio.  

quarta-feira, 24 de abril de 2013

a troika chegou ao futebol. objectivamente, e zeus sabe como eu odeio a equipa de munique, os espanhois levaram um banho de bola que lhes vai ficar na memória por uns anos. Até me pergunto se não haverá consequencias políticas a tirar dos jogos desta semana.

sábado, 20 de abril de 2013

Mrs T e o discípulo PPC:

"- I know what you're thinking. "Did he fire six shots or only five?" Well, to tell you the truth, in all this excitement I kind of lost track myself. But being as this is a .44 Magnum, the most powerful handgun in the world, and would blow your head clean off, you've got to ask yourself one question: "Do I feel lucky?" Well, do ya, punk?"

organizar, organizar, organizar, e deixar a Mrs T para trás. organizar organizar organizar e deixar a Mrs T para trás. organizar organizar organizar e deixar a Mrs T para trás organizar organizar organizar e deixar a Mrs T para trás organizar organizar organi

Boston e Mrs T ou ador' q'and'um plan' dá cert'

mas qu'é iss'moç'? o árab'é tã-português com'o port'guês é cortad'd'árabe, moç'. com'é moç'? é assim m'nin'.

I like doin' the ill thing, 'cause ain't nothin' like the real thing.

escrever em. outro dia percebi que escrever em.

ceder ao primeiro impulso na primeira pessoa. outro dia percebi que escrever em. tão simples quanto escrever em.

uma outra vez. o grau zero da escrita.

o último ano e meio passou depressa de mais. o meu último ano e meio passou depressa de mais.

eu gosto de fazer a coisa doente porque não há nada como a coisa real.

ups? que tradução é esta?  eu gosto de fazer a coisa doente porque não há nada como a coisa real.

sobre, acerca de, relativo a: a coisa real. enfiada na individualidade. o grau zero da escrita.

Mrs T ou adoro quando um plano dá certo. 

Mrs T ou adoro quando um plano dá certo

e repetido e repetido e repetido.
depois d'A Cabra Está Morta, A Estrela.
Bem dita sejas Mrs T, também contigo o mundo se tornou mais interessante.
A Mãe, a Filha, a Avó. E tudo e tudo!
Longa vida à Mrs T. Primeira intérprete da piada mais longa do tempo curto.
(e no final estamos cá para aplaudir. a vida ou a morte, tanto faz.)





Star A.D.

See tomorrow dreamin'
You don't need your freeom

Star A.D.

A little joke that's understood
All over the world
A little joke that's understood
It's all over and over and over and over

And dying is dry -
Like a fact of history
And when you die, you'll become something worse
Than dead -
You'll become
A legend

We are forever

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Uma tragédia para a ciência em geral e para mim em particular.... http://en.wikipedia.org/wiki/Envisat#Loss_of_contact

quinta-feira, 18 de abril de 2013


até que é uma hora bem passada. não consegui descobrir legendas para o careca foucault, mas com jeitinho e andando para trás de vez em quando até se percebe. divirtam-se, que a partir daqui há pano para camisas de gigante.
dizia eu que já não há remédio para o mercado de licencas de emissão de co2. Mesmo que a resolucao de ontem tivesse passado, já nada daria credibilidade a licencas de emissão transaccionadas ao preco do quilo de batata. Isto para nao ir aos efeitos da recessão na europa e da contracão da indústria. Um flop do início ao fim que logo por princípio nem devia ter comecado: não se entrega aos mercados um problema tão grave como o da regulacão das emissões de carbono para a atmosfera. Eram outros os tempos pré-Lehman Brothers.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

apetece-me partir a televisão...

...quando assisto a um debate em que se discute o investimento de 4 mil milhões de euros em novos infantários na alemanha. Por estes dias anda o governo português a planear CORTAR 4 mil milhões de euros à educacão, saúde e seguranca social, sectores mais conhecidos por "gorduras". Prioridades...

terça-feira, 9 de abril de 2013

Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país 1. Por despacho do ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo adopta a política do “quanto pior, melhor”. Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país. 2. Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático. 3. É um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal? 4. No caso da universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro. Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não há pior política do que a política do pior." Lisboa, 9 de Abril de 2013 António Sampaio da Nóvoa Reitor, Universidade de Lisboa

Mrs T ou adoro quando um plano dá certo.

Ao ler os obituários "discernir que História, de quem e com que propósito torna-se fundamental".


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Uma boa notícia. Este dia deixa-me feliz, mas com um certo sabor amargo... Não teria sido muito melhor se tivesse marchado com um tiro há 30 anos, ou assim como o Mussolini, de cabeça para baixo em Piccadily Circus? Isso sim, era para comemorar! http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3153352

sábado, 6 de abril de 2013

tri-face, o livro


·        
   "Asdrúbal Rolando é tetraplégico."
·          
   "Januária Sousa confirmou que já lá ia ter."
·          
   "Arnaldo Legismilo acenou com a cabeça e foi tomar
     café"
·          
   "Januária Sousa comentou a opinião de Asdrúbal   
    Rolando"
·          
   "Asdrúbal Rolando adorou a apreciação de Arnaldo 
    Legismilo a Januária Sousa"
·          
   "Arnaldo Legismilo apreciou muitíssimo o
    comentário de Januária Sousa"

·          
   "Januária Sousa comentou uma foto de Arnaldo
    Legismilo"

terça-feira, 2 de abril de 2013

anuncio o título de um próximo texto que não está para breve. será construído às postas como ordena o fragmento, feito de passagens como impõe a toga, articulado como manda a lógica, circular como expõe o título e linear como condena a página. absurdo como afirma o mundo.

o restolho na era dos pós.

sábado, 30 de março de 2013

"No seu Livro do Desassossego, o poeta Fernando Pessoa, escrevendo na pele de Bernardo Soares (um dos heterónimos de Pessoa), recordou um dia frio de Primavera em Lisboa, com o céu negro ao sul do Tejo, um céu negro raiado de clarões brancos das asas das gaivotas em voo inquieto, um céu sinistramente negro que anunciava uma tempestade iminente. Numa hora tão vazia e imponderável, Pessoa escreveu:
«...Apraz-me conduzir voluntariamente o pensamento para uma meditação que nada seja, mas que retenha, na sua limpidez de nula, qualquer coisa da frieza erma do dia esclarecido, com o fundo negro ao longe, e certas intuições, como gaivotas, evocando por contraste o mistério de tudo em grande negrume"

david medalla, a arte de antónio sena, antónio sena - pintura / desenho 1964 - 2003.




não foi por isto que citei, mas também o old joy se pode reduzir àquelas palavras.

sábado, 23 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

acabo de instalar o formoso ubuntu no meu lenovo s300. poderosa combinação de 1,8 kg + 0 EUR de sistema operativo. num qualquer mundo ideal sem crise da dívida, fome e guerra, o sistema operativo dominante seria um linux. lá chegaremos.

terça-feira, 12 de março de 2013

austeridade

o meu sindicato conseguiu um aumento de 2,5% este ano, mais 3% para o ano. Acresce aumento de 26 para 30 dias de férias anuais. Quanto a austeridade estamos conversados. Kicking away the ladder?

para o citador

"Wagner, who invented his own poetic drama, regarded his music as subordinate to it, though his flatulent pseudo-medieval verse is clearly dead without the music."

segunda-feira, 11 de março de 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Mais uma vez uma diarreia de ameacas a seguir a eleicoes. O ambiente na imprensa alema é de bota abaixo. O respeito pela vontade popular nunca andou tao por baixo. Democracia parlamentar, e tal, mas só quando convém. O povo italiano mostrou a sua voz, ao votar maioritariamente no único candidato de protesto e contra o consenso de berlim-bruxelas e outros países se seguirao. O povo italiano está farto da máscara da respeitabilidade em que os políticos do sistema se escondem, evitando assim o combate de ideias. Contra este estado de coisas e por nao haver alternativa credível à esquerda, o povo votou na única alternativa ao status quo: berlusconi e beppe grillo. Onde estavam os euro comunistas modernos e reformadores? Parece que passaram à história.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

idoneidade

O conceito de respectability é muito discutido no age of capital do hobsbawm. Era um termo muito utilizado no tempo do liberalismo de manchester, em que teoricamente valiam as leis de mercado, mas onde as oportunidades de mobilidade social eram nulas, devido à tal falta evidente de respectability, que em última análise tinha a consequência do conformismo entre as classes baixa e média baixa. É sabido que o fosso entre classes aumentou durante este seculo: a mistura entre liberalismo económico e conservadorismo de costumes é explosiva. Vale a pena estabelecer o paralelismo com a recente discussão à volta da idoneidade de alguns banqueiros, em particular ricardo salgado e oliveira e costa (cuja idoneidade e respeitabilidade vinha dos tempos em que trabalhava no banco de portugal.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

bacalhau

Nao entendo a celeuma dos polifosfatos: se os compradores portugueses querem bacalhau sem polifosfatos, que o comprem sem polifosfatos!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Resumindo, a emigração como forma de escravatura de que fala o Sérgio Lavos tem causas que já foram muito bem identificadas. Tal como "a crise", esta vaga de emigração foi potenciada por medidas concretas e que podem ser revertidas. Foram elas a desregulação da prestação de serviços na europa (com as ETTs a poderem contratar onde quiserem dentro da europa), a precarização do código laboral e um estado social cada vez mais fraco que pouca esperança dá a quem equacione ficar. São razões muito concretas que vão muito mais longe do que "a atitude negativa dos portugueses" ou "a depressão colectiva" de que tanto gostam de falar.

prós e contras

uma lição de sociologia, foi o prós e contras de ontem. "Nós" somos assim, "os portugueses" são assado, a criatividade com que "os portugueses" vão enfrentando a "crise", que por sinal em chinês é a mesma palavra que "oportunidade" (consegue ser-se mais básico do que isto?) -- o designado "projecto Portugal" que ainda está por cumprir (o "projecto Portugal"?!). A alergia da maioria dos participantes à intervenção política: ficaram-se por lugares-comuns de café, enquanto os dois comentadores da esquerda se atreviam a avançar com diagnósticos qne necessariamente implicariam um debate político que desde a moderadora até ao reitor da UL todos se recusaram a continuar. Assim é difícil, porque é precisamente a política que enquadra a nossa acção colectiva, eventualmente até o tão badalado "projecto Portugal" (nem quero ir tão longe...) "Este mundo globalizado" é muito complexo, imagine-se que agora até há emigrantes em França com ordenados portugueses! Mais uma em que mais valia estarem calados: quando se desregulamentou (deixarei de usar a palavra liberalizar, que é uma máscara) o mercado de prestação de serviços na europa era isto que se tinha em vista: trabalhadores de um país mais pobre poderem prestar serviços noutro mais rico com ordenados do primeiro. Esta desregulamentação tinha um único objectivo: dumping social e baixar os custos do trabalho na alemanha. Na altura alguém se queixou? Sim, assim de repente vem-me à cabeça o Pierre Bourdieu, o movimento anti globalização, etc etc São as contradições do mercado livre: "o estado não pode ser um empregador", ao mesmo tempo que a crise está a levar as empresas à falência e o desemprego está a subir. Espiral recessiva que necessariamente não vai ser resolvida sem uma intervenção forte e decidida do estado através de investimento público. Ou então ficamos à espera que o "investimento estrangeiro" nos venha salvar (possivelmente de Marte).

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

1992


(ao ano que vem)


HERE'S HOW TO ORDER!

reduzia tudo ao que se disse do que foi: o neo-liberalismo.
não parece que seja esse o movimento.
do que vem só pode restar o neo.

You have a winning way, so keep it
Your future, your future.*
You are an angel heading for a land of sunshine
and fortune is smiling upon you.
Prepare for a series of a comfortable miracles
from fasting to feasting.
And life to you is a dashing, bold adventure
So sing, and rejoice, and sing and rejoice.
And look for the dream that keeps coming back
Your future, your future.
So pat yourself on the back and give yourself a handshake, 'cause everything is not yet lost...
HERE'S HOW TO ORDER!
Yes, m-hmm.
Now for the next question -
Does emotional music
Have quite an effect on you?
Do you feel sometimes that age is against you?
Sing and rejoice, and sing and rejoice
That's interesting, but tell me: Do you often sing or whistle, just for fun?
Do you feel sometimes that age is against you?
I-I can help-I can help you-I can help you help yourself!
HERE'S HOW TO ORDER!**
Varicose.
Comatose.
Senile.
 
***
 
 
* ver mensagem de natal do primeiro-ministro.
** a expressão encerra um paradoxo, daí o movimento não ser aquele.
*** oops?