quarta-feira, 30 de maio de 2012

brilhantemente exposto pelo slavoj

In his Notes towards the Definition of Culture, T.S. Eliot remarked that there are moments when the only choice is between heresy and non-belief – i.e., when the only way to keep a religion alive is to perform a sectarian split. This is the position in Europe today. Only a new ‘heresy’ – represented at this moment by Syriza – can save what is worth saving of the European legacy: democracy, trust in people, egalitarian solidarity etc. The Europe we will end up with if Syriza is outmanoeuvred is a ‘Europe with Asian values’ – which, of course, has nothing to do with Asia, but everything to do with the tendency of contemporary capitalism to suspend democracy.
os governantes espanhois tentaram, mas embateram nos preconceitos ideológicos do BCE. os portugueses nem isso... aqui

terça-feira, 29 de maio de 2012

um bom exemplo das contradições dos grandes bancos de desenvolvimento. O interessante é que hoje em dia o debate se pode estender ao mundo desenvolvido. Aqui.

domingo, 27 de maio de 2012

No fim, uma certeza restará: estivemos (embora com desvios) do lado certo da barricada e lá continuaremos. E eis que 4 anos corridos o momento histórico se aproxima, o momento que todos esperavam não acontecer. Em tempo de balanço é melhor não esquecer todos os que em 1992 colocaram a semente que agora germina: soares, cavaco, mitterrand, kohl. O delírio acabou.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

'Listen to me Corina, you have to get out of here ... they're trying to take my tortilla!!!'

por estes dias, cada um faz o que pode.

quando pediram uma breve nota para o falante se introduzir a si próprio, o gajo escreveu:

--- is a fellow of the --- as a PhD candidate on ---  and member of the investigation group on --- at the --- of ---. He collaborates with the ---, having written several texts for ---, was part of the --- section of the --- and wrote the volume --- in the collection ---. He is currently interested to know if the help of the IMF or the European Fund is going to retain part of his wage and further the Portuguese and European crisis, as the EU crumbles at the feet of non-elected institutions.

cada um faz o que pode, talvez o que interesse seja mesmo ir fazendo.

terça-feira, 1 de maio de 2012


Ocorreu-me agora que são 6:00 horas em ponto da madrugada, hora a que obviamente me levanto para dar boa imagem de mim, que a questão da flexibilidade laboral portuguesa é uma farsa. Mas não é uma farsa porque há um ataque aos trabalhadores. ora se sempre funcionámos em contragolpe, dizer isso era apenas uma redundância. Ocorre-me que é uma farsa porque em portugal o estado português não existe. Senão, vejamos (e vou expor todo o meu pensamento reaccionário nestas linhas):
- a economia paralela é uma certeza. E a economia paralela não alimenta o estado.
- uma virtude do povo português, para quem acha que existe, é ser mãozinhas. Os mãozinhas não alimentam o estado.
- os mãozinhas não passam recibo e recebem subsídios. Os mãozinhas alimentam-se do estado.
Como é óbvio, posso ser parvo mas não estou totalmente desinformado. Agora só teríamos de fazer uma distinção e essa traça-se entre o mãozinhas que foge com milhões e o mãozinhas que foge com cêntimos.
Como é óbvio, amanhã, hoje, mais logo, 1º de Maio, subo a almirante reis.
Mas não subo porque o mundo está dividido entre mãozinhas, subo porque o mundo é feito de ambos os mãozinhas. Subo porque temos que lutar contra ambos os mãozinhas.

Ou seja, trocando por míudos, subo porque todos merecem direitos e deveres devidamente enquadrados e capazes de impedir a necessidade ou a vontade de ser mãozinhas. E, só para não me chamarem de extremista – não gosto de ser confundido com a esquerda radical, subo porque acredito na comunidade e no seu enquadramento. Libertário, com toda a certeza, comunista, com toda ela, e democrata, igualmente, anarquista, também. Mas não da esquerda radical. Não radico em coisa nenhuma.

E, mesmo com toda esta incerteza, amanhã não me arrependerei.