quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

bem sei, bem sei, que estamos sempre a bater neles, o que resulta claramente das expectativas. por esta altura, a pergunta mais óbvia seria: mas porque "raio" - cito rui tavares na última página do mesmo jornal e de forma completa, isto é, com o mesmo grau de indignação - ainda se olha para aquela merda?

a edição de hoje do público está cheia de pérolas.

ele é a epul rotulada de organismo que vendia casas novas e baratas. vai-se a ler e afinal tudo isso tinha acontecido em 1996, quando um t0 ou t1 no lumiar foi vendido por 7 ooo contos, e agora um vereador da câmara diz que já não cumpria os objectivos iniciais. todos os mais recentes conhecemos: casas sorteadas com uma propensão especial para quem ganha gritar bingo, e isto não obstante o preço.

ele é graça moura a atirar ao ar: não cumpro ideologias (?!?!), programamos vanguardas e retaguardas (?!?!?), não temos espaço para exposições (?!?!)

ele são as perdas de 150 milhões por causa da greve. e as outras? as que se confirmam se não houver greve? e ter como título, ao invés das perdas, qualquer coisa de útil para quem anda de transportes? é do público alvo? é que nós não temos carro. sai caro.

termino já, existe uma diferença, aparece num livro do Hal Foster, entre ser reactivo e activo. ao que parece a segunda é mais construtiva. não se pode deixar de comprar mais do que um jornal por dia, atentados à sede seriam atentados, comprar o pasquim, com direcção incluída, também não. alguém tem ideias? a produção do destak será muito cara?

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