sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

nunca gostei de verdades absolutas. para mim só há uma, a morte.
qual a resposta possível ao ecoar do cogumelo da ignição?

"The rungs torn from the ladder can't reach the tumour
One god, one market, one truth, one consumer"

sábado ainda não é o dia.

como é sabido, deus - um patriarca qualquer que viveu há uns quantos mil anos atrás - criou o mundo a partir do caos. deus colocou tudo no sítio certo. assim era a sua vontade, assim era a vontade de deus. como é sabido, tudo tem sempre o seu lugar e o seu lugar é no caos, que é a ordem de deus. porque a ordem de deus não é a minha e a minha não é, por certo, a sua.

2 comentários:

Anónimo disse...

o facto de haver pelo menos uma verdade absoluta abre a porta para a existência de outras. Pelo menos prova que n\ao existe uma ausência absoluta de verdades absolutas!

sb disse...

bem, desde logo, e sem ter que sair deste texto, se existe uma verdade absoluta que é a morte, terá que existir o seu oposto.

regressamos sempre ao ponto de partida colocado uma quantidade enorme de entradas atrás que se referia à relatividade. a simples enunciação de que tudo é relativo é, a negação de que tudo o é, porque a própria relatividade assume um valor absoluto.

daí a ordem de deus e a afirmação da existência de uma outra ordem.

ou o porquê do exercício da liberdade assentar também no seu condicionamento.

por outro lado, para quem acredita que tudo é relativo, como é o caso, e estando ciente do paradoxo inerente a este enunciado, a afirmação de pelo menos uma verdade absoluta. ou seja, concede-se na teoria aquilo que tem que se conceder na prática.

talvez por isto, desenvolver raciocínio a partir de opostos não seja viável. embora possa ser uma boa forma de delimitar objectos de análise.