sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

do feio

o feio existe. e os meus actuais conterrânes são nele especialistas. ía comprar bilhetes para Il Triunfo del Tempo e del Disinganno na Staatsoper aqui pela capital e deparei-me com um encenação de fugir, moderna, feia, estilo nave espacial.



Já aqui referi encenações memoráveis, mas a triste verdade é que são excepções, a regra é de facto o feio.

A arte é muito bonita, diria o bruno aleixo. E eu sou uma mente aberta. Gosto do artista livre, aceito que as suas criações sejam feias, muito mais num momento histórico de tanta pseudo-perfeição na vida, no corpo, na alma, nas cidades limpas e asseadas etc.

Mas aquilo é Haendel! O encenador não tem o direito de transformar completamente uma obra do mais barroco que há numa encenação de cabaret. Se acham que haendel é datado, então é preferível que não o toquem, ponto final.



1 comentário:

Anónimo disse...

o jaroussky é incrível.