segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

"... e é para lá do tempo que eu falo. Por toda a parte nos pressionam para acabarmos com as experimentações, nas artes e fora delas ... "

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

vale muito a pena ler este artigo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

do feio

o feio existe. e os meus actuais conterrânes são nele especialistas. ía comprar bilhetes para Il Triunfo del Tempo e del Disinganno na Staatsoper aqui pela capital e deparei-me com um encenação de fugir, moderna, feia, estilo nave espacial.



Já aqui referi encenações memoráveis, mas a triste verdade é que são excepções, a regra é de facto o feio.

A arte é muito bonita, diria o bruno aleixo. E eu sou uma mente aberta. Gosto do artista livre, aceito que as suas criações sejam feias, muito mais num momento histórico de tanta pseudo-perfeição na vida, no corpo, na alma, nas cidades limpas e asseadas etc.

Mas aquilo é Haendel! O encenador não tem o direito de transformar completamente uma obra do mais barroco que há numa encenação de cabaret. Se acham que haendel é datado, então é preferível que não o toquem, ponto final.



interregno

estou a queimar para ser doutor, daí a fraca participação... Apenas uma nota à standard and poor's, que resolveu passar para o nosso lado:

"In our view, however, the financial problems facing the eurozone are as much a
consequence of rising external imbalances and divergences in competitiveness
between the eurozone's core and the so-called "periphery". As such, we believe
that a reform process based on a pillar of fiscal austerity alone risks
becoming self-defeating, as domestic demand falls in line with consumers'
rising concerns about job security and disposable incomes, eroding national
tax revenues."
pode a liberdade prosperar assente naquilo que a condiciona?
nunca gostei de verdades absolutas. para mim só há uma, a morte.
qual a resposta possível ao ecoar do cogumelo da ignição?

"The rungs torn from the ladder can't reach the tumour
One god, one market, one truth, one consumer"

sábado ainda não é o dia.

como é sabido, deus - um patriarca qualquer que viveu há uns quantos mil anos atrás - criou o mundo a partir do caos. deus colocou tudo no sítio certo. assim era a sua vontade, assim era a vontade de deus. como é sabido, tudo tem sempre o seu lugar e o seu lugar é no caos, que é a ordem de deus. porque a ordem de deus não é a minha e a minha não é, por certo, a sua.

como o pessoal até gosta das músicas do barata-moura,

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

quantos passos separam o paládio (ou o paladium?) do boquinhas?

"resta por isso perguntar: será que as natas são diferentes do frango de churrasco?"

AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH

(no entanto, sempre é melhor uma graçola que repetir dez vezes empreendedorismo. ou será que não? AH AH AH AH AH AH AH AH AH)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

eu sei que já estamos a meio do mês, mas esta música, que foi do fim de 2011 também serve para 2012. todas as postadas anteriormente também. http://www.youtube.com/watch?v=LrNz37uc7kc

não só a cores, mas também ao vivo.

"Queremos um povo bravo e queremos um povo pacífico. E um povo para ser pacífico, tem que ser um povo bravo."

Isto afirmou Hitler, aos berros e a cores. E isto ouvimos nós, a cores e ao vivo.

domingo, 8 de janeiro de 2012

parábola

zeus: raios partam a low.

tó mané: caralhos fodam a high.

já que segismundo se encontra numa de maiores sucessos:



talvez o

Ja tvoi sluga, (I'm your slave)
ja tvoi Rabotnik (I'm your worker.)

explique qualquer coisa ao querido anónimo acerca da democracia implodida.

mas, claro, eles eram burgueses e a RFA era claramente imperialista. algo de que a roménia, a hungria ou a checoslováquia nunca se queixaram.

seja como for, esta é, igualmente, uma música para 2012. temo, porém, que pessoas como ASS se esqueçam que, para trabalhar, convém pelo menos não morrer de pneumonia ou desenvolver tendinites. mas isto é um suponhamos sem qualquer profundidade teórica. como a fome.

músicas para 2012 há tótil



não valerá a pena dissertar acerca do sorriso no popular, nem sequer do dedo moral ou do ideal social. estávamos em 1988. os vinte e poucos anos seguintes encarregaram-se de explicar o sorriso. e o boavista também. faliu.

mas se queremos uma música para 2012, porque não ir onde o irreal social foi, mesmo que esta seja posterior? a pose é a mesma. e se procurarmos uma sequência dos ban, nada como procurar o mundo de aventuras. o vídeo tem toques e, para o que valha, também ppc prometeu aventuras. aprendeu com o amigo dos ban.



todavia, temo que a ironia dos happy mondays fosse menos fina. quem sabe, menos burguesa.

sábado, 7 de janeiro de 2012

para a democracia não implodir, faz-se o quê?

a) se um primeiro-ministro não trabalha quando está numa sessão da assembleia da república, faz o quê?


b) se um presidente da república não demite um primeiro-ministro que quando está numa sessão da assembleia da república pensa que não trabalha, faz o quê?


c) sabemos, claro, que o que ppc queria dizer não era bem o que disse, era outra coisa.
mas se um primeiro-ministro diz muitas vezes o que não queria dizer, prova o quê?

d) e nós todos, que assistimos a isto, devemos fazer o quê?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

em memória de um grande homem e do mau jornalismo

"and that's what a ranger's gotta do"

Alexandre Soares dos Santos é português e, como tal, gosta de trocadilhos e viu o Ranger do Texas em plena potência nas tardes domingueiras da SIC antes do Chiado Terrasse, sessão onde, entre vários filmes, passou o Singing in the Rain a denunciar outras imposturas.

Para ASS - e sem este comentarista que vos escreve ter lido o livrinho prefaciado pelo seu Trivette (com ou sem três tt?) - a ética pode ser pensada a partir da oposição entre fuga ao fisco e planeamento fiscal ou a fuga ao fisco e o planeamento fiscal a partir da ética, retórica que em ambas as direcções, simultaneamente ou não, é de todo legítima. Só que como Chuck Norris nunca está cercado, antes ataca em todas as frentes, ASS nunca efectua uma fuga ao fisco, elabora um plano fiscal.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

afinal a necessidade de captação de investimento externo não é uma das maiores mentiras do pós-25 de abril.

é a veiculação de uma ideia que compense aquilo que quem a defende não quer fazer.

até porque a holanda é um país bonito e muito mais civilizado. o resto é paisagem.

domingo, 1 de janeiro de 2012

porque sou socialista no grau zero da escrita. tudo o resto não tem pessoa mas tem parêntesis.

não queria ceder a qualquer festa que não a uma que chamasse todos nós. todos em conjunto, mas sem aspas como no discurso postes atrás, uma festa em que os planos não sejam atirados ao rio, em que a sanfona não seja boca de mundo mas sim todos em conjunto, uma festa em que todos sejamos não um, mas todos.

não desejo um bom ano. no final ver-se-á.

(especialmente para ti, "para que não penses que o dedico a outra".)





não desejo bom ano, como disse, mas bom dia.