sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

e o povo e o povo e o povo e o povo grita diz:



o que fazer antes de fazer era a pergunta. e esgotou-se na pergunta.

o que fazer antes de fazer é fazer e ter uma ideia e fazer e fazer a ter uma ideia e fazer antes de fazer e ter uma ideia e fazer. e a música? é isso.

o povo é o poder. o contexto onde estás é o que produz. o povo é o poder.

e a música não é o povo e o povo não é o contexto? seja. é o que for. o que for é o poder. e quando fazes gritas: eu posso!

e é só. o eu posso contra o povo é o poder. que são um. eu posso e eu sou o povo. o povo é o poder.




e é só.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

é difícil classificar a votação de hoje. A vários níveis medíocre. Medíocre porque o documento aprovado assenta em pressupostos errados, à luz de toda a informação disponível (as previsões para o crescimento da CE, FMI, INE, OCDE, Citigroup, etc etc). Medíocre porque condena milhões de portugueses a empobrecer para pagar uma dívida externa causada por desequilíbrios institucionais na união europeia que são alheios à maioria dos portugueses. Medíocre porque não tem em consideração aquilo que é o momento de maior convergência da sociedade portuguesa, que está maioritariamente contra. Medíocre porque contradiz tanto o senso comum como a ciência económica. é um documento delirante. neste momento a desilusão é completa.

que fique registado

votei contra este orçamento através dos meu voto nas legislativas. PSD e CDS optaram por votar a favor, a história os julgará.

sábado, 17 de novembro de 2012

Sit in the Middle of Three Galloping Dogs

We are all the children of light
And the children of the day
We are not of the night nor of darkness
Therefore, let us not sleep as do others
Underline it
But let us watch
We are to be watchmen in these endtimes
And to be sober
Be serious... 




Portugal 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

até me admira como é que o fernando ulrich ainda está vivo

terça-feira, 23 de outubro de 2012

o falso problema deste governo é a fé em modelos matemáticos, o real problema é ninguém no conselho de ministros saber matemática

domingo, 21 de outubro de 2012

diz-nos miguel cadilhe que é preciso renegociar a dívida, pagamos tudo sim senhor, mas sem juros. Uma renegociacao "honrada" diz ele. Já vem tarde esta mudanca de rumo nas cabecas pensantes da economia respeitável em portugal. E nao deixa de ser curioso os artifícios utilizados para continuarem a viver no seu mundo de fantasia, fingindo continuar a jogar pelas regras, mas pedindo apenas uma folga enquanto endireitamos as costas antes de prosseguir com o calhau colina acima. O capitalismo voltará dentro de momentos, por agora suspendamos os princípios---em breve voltará tudo ao normal. Esperemos que nao.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

reclamação

 Hoje, pela manhã, fui obrigado a reclamar. E reclamei. Nestes termos. Parece que terei que ser mais contundente. Coloco aqui o texto porque me diverti enormemente a escrevê-lo, não obstante a chuva que caía lá para dentro.

Cara --------------,

Desde 27 de Setembro brilhou sobre Lisboa um sol estival que aos poucos ia convidando à manta, anunciando a tempestade que bruscamente termina os momentos mais serenos.

Desde 27 de setembro, todas as manhãs entrava o sol em abundância pelas janelas a nascente, iluminando primeiro o soalho, que desumidificava, e entrando pelo quarto seguinte, onde me despertava lenta mas eficazmente. Como cumprindo um rito, levantava-me, dirigia-me à janela e fruía da definição que os seus raios emprestavam à janela, à rua e à fachada do nº ---- da Av. -----------------. Em todas estas manhãs, senti uma ligação quase mística à natureza, elo que se diria impossível no centro da urbe lisboeta, vendo desenhada à minha frente uma rua de copas de árvore e, um pouco acima da minha cabeça, o lento definhar de um pequeno arbusto que oferecia os últimos frutos do ano, alimentados que eram pela raiz que, teimosamente, se enfiava pelo algeroz de onde brota o caule e as folhas e os frutos. Ao seu lado, uma peúga observava as gentes que se decidem, diariamente, a almoçar pelas esplanadas espalhadas pelo calcetado da avenida.

Ora, como o sol estival anunciava, hoje, 17 de outubro, enquanto se levantava o sol, abateu-se sobre Lisboa uma chuva insistente e grossa. Ao invés de ser despertado pelos raios de sol abundantes, acordei com a harmonia rítmica de gotas que, não encontrando a saída que as águas pluviais exigem, dirigidas que são até ao Tejo pelos canos que as enformam, pingavam à minha janela. É certo, dizia-nos a Física, que dois corpos não podem ocupar um mesmo espaço, ideia que tem vindo a ser sucessivamente remodelada. Todavia, esta reformulação da ciência não testou ainda a possibilidade de um arbusto, uma peúga e águas pluviais ocuparem um mesmo espaço num mesmo algeroz. A água, massa informe e desenrascada e pouco preocupada com os desenvolvimentos da ciência, logo encontrou uma alternativa. Se o arbusto resistia, se a peúga teimava em não lhe dar passagem, virou-se para dentro, para o outro lado da fachada. Infelizmente, o outro lado da fachada é, igualmente, o outro lado da janela definida pelo sol. E, o que é realmente dramático, outro lado da janela é a divisão onde uma secretária sustenta um computador e um monitor e mais material perecível, que apenas tolera água quando não pluvial e em doses muito controladas.

Despertado que fui pelo ritmado das gotas, depressa acudi ao material informático em apuros, retirando-o daquela divisão a tempo da sua sobrevivência à chuva que caía dentro de portas. O mesmo não se poderá dizer da secretária, que conto me seja ressarcida, uma vez que os poucos golpes de x-acto que tinha abriram um caminho à água que embuchou o composto de madeira que lhe dava corpo e forma. E enquanto retirava e movia móveis, que por isso assim se apelidam, reparei no frondoso conjunto de fungos que alegremente se distendiam ao longo do rodapé, certamente animados pela água que os revigorava depois de 20 dias de seca. A humidade, que a eles lhes convém, irá certamente corroer o soalho só agora seco e já novamente fustigado por nova onda de líquidos revoltosos que não se sabem enfiar por onde devem, enquanto espalha novas e frondosas manchas amareladas pelas paredes e tecto da infeliz divisão. Por certo, o tom quase sépia que ganham com o passar do tempo, dá uma outra graça às paredes, ainda do tempo da fotografia a uma cor, rivalizando a imagem do que foi fotografado a sépia com o que é agora humedecido com a mesma cor.

Com o tempo, não só a fotografia ganhou outra gama cromática como os contratos se fizeram mais extensos tentando fazer obedecer e regular os deveres e direitos de todas as partes. Pelo meu lado, recordo-lhe que o arbusto se desenvolve há largo tempo, podendo hoje dar fruto, e que o algeroz foi dado como inútil para os fins que se lhe destinaram há já bastante tempo, embora acabe por dinamizar a fachada do ---, oferecendo outra graça aos olhos. Dá-se o caso, pois, de o cano não ter sido adossado ao edifício por mero deleite visual. Tinha uma função, função essa negada pelo arbusto e pela peúga, função essa comprometida há muito tempo, comprometimento que, por sua vez, lhe foi anunciado atempadamente.

Resta-me, portanto, esperar que as suas missivas a quem possa resolver os problemas que se adensam e acumulam - tudo por causa de um arbusto e uma peúga, veja-se - cheguem a bom porto, sejam lidas e cumpridas e que a despropositada situação - já há muito deixou de ser acidente, todos contávamos com ela - seja resolvida. Lembro-lhe, mais uma vez, que o contrato exibe muitos artigos, incluindo os 5 pontos do 1074 do Código Civil totalmente imputados a quem habita esta casa. Mas, por ter duas partes, não vendo cumprida a outra, irei verificar se sou obrigado a cumprir a minha se a chuva ritmada continuar a cair sobre o soalho - e já não sobre a secretária que retirei há pouco, infelizmente já completamente molhada.

Espero não a ter maçado com esta prosa na mesma medida em que me maça a mim esta chuva.

Os melhores cumprimentos,
-------------

terça-feira, 2 de outubro de 2012

aí está ele!

O inverno...

E com ele aproxima-se aquela altura do ano em que eu fico em casa, aborrecida, preguiçosa, a faltar ao trabalho porque invento que estou doente e que estou chateada com o escritório e a fazer o portfólio (e estou, e desta vez vou mesmo embora, aquilo já deu o que tinha a dar e o meu aumento salarial foi uma vergonha de merda, ide para a p*ta que vos pariu mas é). Mas também a sentir-me mal comigo mesmo 1º por ser uma miséria de rapariga que fica em casa a dizer que está doente (ai se a minha avó soubesse) 2º por não ser um talento como os meus amigos que agora não param de mandar mails para me convidar a abrir as suas exposições ou ir às suas conferências. Bosta. O que é que eu ando a fazer de errado...?

E pronto, é a altura em que eu vos dou um update da minha vida pessoal e alguns hints da profissional... Eu sei que não é muito interessante. Ah e isto porque para vos ser sincera, estive em portugal no 15 de Setembro sim senhora, mas não me fui manifestar porque estava com uma alemã e fomos ver as vinhas no douro, mais o museu de foz côa e a terra dos meus avós. E o programa era tão preenchido que só deu mesmo tempo dar uma espreitadela na televisão antes de comer o arroz de polvo e abalar para a festa de Santa Eufémia. Mais uma vergonha por não ter apoiado o meu país no seu grito de protesto contra esses governantes que parecem ser uma vergonha, mas confesso, os disparates que se leem no público são tantos que uma pessoa perde o interesse assim de longe.

Portanto considero-me incapaz de dirigir uma única crítica aos governantes portugueses, mas se eles forem como os meus chefes então olhem: ide para a puta que vos pariu com eles. Sem estrelinha e tudo.

É porque no jornal, ou dia que roubam ou não fizeram o curso todo e dizem que fizeram, é sempre o mesmo, não é preciso ler todos os dias. Ainda assim paguei o bilhete no museu de foz côa e fechei a temporada balnear de duas piscinas municipais o que penso que deve ter tido algum impacto positivo na economia de portugal, para além de o ter publicitado a um povo sobejamente conhecido por ser endinheirado.

E pronto, é tudo, fica assim marcada a abertura de uma época chorrilho de disparates e como aqui também não se sabe muito bem do que se fala, falo eu de mim .

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

em conjunto, muito melhor exposto e com uma erudição que nos ultrapassa - pelo menos a mim - aqui se lê muito do que já aqui foi sendo adiantado entre postes e comentários.


domingo, 23 de setembro de 2012

O ministro da seguranca social vive num mundo a parte onde ha postos de trabalho por preencher e os preguicosos do RSI insistem em nao querer trabalhar. Vale a pena ler a pequena entrevista hj no expresso: fica-se logo com vontade de PARTIR ESTA MERDA TODA
Convem nunca esquecer que este programa nasceu na austria, cresceu em chicago e estabeleceu-se na america latina. Por doutrina nao olha a meios para atingir a utopia do mercado livre. A europa esta' infelizmente fundada nessa utopia de atingir a paz atrves do comercio. E' um modelo economico q esta' escrito na pedra desde o inicio do projecto europeu. Atinge agora o seu ponto alto com a austeridade sobre os povos do sul para manter a inflacao em baixa e nao incomodar os mercados. E o q era um instrumento passou a ser letra de lei. Sao tempos sombrios, uma geracao q emigra ou perde a oportunidade de se encontrar a si e ao seu lugar no trabalho. Tudo para os babyboomers do norte terem a sua reforma dourada e garantida. Alguem tinha de ser sacrificado e esse alguem fomos nos. Convem nao esquecer os tempos sombrios que vivemos. E convem apercebermo-nos o mais rapidamente possivel da fibra de que e' feito este projecto europeu.

sábado, 22 de setembro de 2012

é ler a crónica de fernao lopes... é preciso arrastá-los pelas ruas para alguma coisa mudar. quem me dera estar aí!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Congresso Democrático das Alternativas

a ver.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

está feito, o país levantar-se-á. a contestação chegou ao futebol.

http://www.abola.pt/wter/wfotosdia/pagina.html

http://www.gordovaiabaliza.blogspot.pt/

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

aqui se assinala a polémica em curso que está a apaixonar portugal. nao, nao é o preco certo do witsel versus o preco errado do hulk. tem-se andado isso sim a discutir o carácter verdadeiro do estado novo "sem complexos" na forma da polémica entre o manuel loff e o rui ramos. ora nao sendo eu historiador, basta ler as contribuicoes de ambos para se perceber que o manuel loff é muito mais simpático. quanto ao resto atribuo a grande exaltacao ao facto (nao verificado) de o adversario Rui Ramos, ou como lhe tem chamado, RR, ser caso minoritário entre os historiadores de direita: publicou um livro que até teve sucesso. tem vindo tambem ao de cima uma grande simpatia pelo estado novo, explicada por uma análise descomplexada do mesmo, por parte dos internautas mais insuspeitos. será essa análise fruto de uma ignorancia relativamente ao destino dos mocambicanos massacrados em Tete pela PIDE em 1972 ou pelos mártires de Mueda, isto para nos ficarmos pelas ex-colónias e para nao falar do assassinato do moderado humberto delgado. que é para nem falar de todos os comunistas que morreram ou foram deportados para o tarrafal, senao ainda me acusam de ser defensor de um totalitarismo. ou os republicanos. ou os sindicalistas. e isto até 1974? onde estavam as democracias liberais da europa em 1974? decreto que nao estavam a massacrar pretos nas províncias ultramarinas. mas nós nisso sempre fomos muito à frente. bom, é melhor parar, senao comecamos a ter uma discussao demasiado complexada...

sábado, 1 de setembro de 2012

ainda sobre os gestorzecos de merda, permitam-se substitui-los aos franceses na seguinte citação de montaigne. ora este francês, que pelo que vejo tinha bastante graça, disse o seguinte sobre a ambição e também acerca dos franceses:

'os franceses parecem macacos que trepam a uma árvore, de ramo em ramo, só parando no ramo mais alto, e, quando lá chegam, mostram o cu.'

abençoados sejam os franceses por nos mostrarem tão claramente, pelo dedo de motaigne, como são os gestorzecos de merda e porque o são.

esta frase teria ainda uma excelente utilização trocando os franceses por hollande e, parece que ainda por cima, com um duplo sentido: mostra hollande o cu aos franceses ou aos alemães? os alemães acham que é aos franceses e os franceses, por sua vez, pensam que é aos alemães. no final, talvez seja a todos nós.

uma intriga intrigante. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

The airline industry is moving gradually towards consolidation parece que todo o gestorzeco de merda tem sonhos molhados com o fim da história. Isto a propósito de um comentário do sb de aqui há tempos:
ele achava é que a euforia momentânea da década de 90 resultava da década de 90. pelo que tenho percebido não é difícil ver o tempo em diferido, é estúpido é não o ensinarem assim, para depois o pensarmos assim. ese gajo só responde ao imediato. dá jeito. a todos. a espaços.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Desde o lançamento do Ubuntu 12.04 que deixou de haver razões para não usar linux.

domingo, 19 de agosto de 2012

I & I


um retiro estranho








vontades



Quero viver das pedras, dos galhos, da terra. E não posso.

Quero a nuvem, o rio, o animal.

Quero a ermida. A ermida tem nome.

 Sæglópur   ou




quem disser que o the mask não foi inspirado neste vídeo está a mentir redondamente,

e como me lembro disto quando tinha alguns 7 anos quando este disco ao vivo saiu?

sábado, 18 de agosto de 2012

estatísticas

esta nova plataforma tem estatísticas. são falsas. eu vi isto na turquia e na roménia e não aparecem.mas temos direito a ucrânia e rússia - o domar.ru, site que está em baixo, e o comentário em cirílico do poste abaixo devem ter alguma coisa a ver com isso.

poste que explodiu com tudo. 853 ou lá que raio visitas para um poste que podia ser uma circular interna. brutal.

http://escrotiniodefalopio.blogspot.pt/2009/09/quem-e-que-nao-concorda-em-mudar-este.html

alguém explica como se faz isto? é por ter escrito wordpress? um programa saca-o e siga? ou houve o azar ou a sorte de um caramelo meter aquela merda na caixa de comentários com os comandos e o poste ficou marcado? ou o que foi?

vou já escrever, sei lá, iphone blogger youtube rutube google macintosh microsoft facebook msn ubuntu linux windows adobe photoshop finalcut excel. será que vai rebentar a escala?

"um sorriso para a vida", dra matilde inácio

capítulo 4.2

saiba apreciar as pequenas vitórias diárias.



(cumprido: abri uma garrafa de champanhe depois de conseguir mijar de pé apoiado nas duas pernas)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

é fechar o delírio


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Um dos meus mais recentes guilty pleasures e` arrasar artigos cientificos impunemente como anonymous reviewer

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

se o medina carreira visse a categoria da minha secretária aqui na universidade até se ria... a senhora está permanentemente ao telefone a organizar aniversários, enquanto a secretária do meu anterior posto de trabalho gastava horas a marcar hotéis no algarve para surpreender os amigos. e digo isto não para me queixar das senhoras, que são tão ou mais eficientes do que eu (sou uma tragédia, a blogar em horário de expediente), não me queixo das senhoras, não senhor, que são umas jóias de pessoa e entregam-me as chaves certas à hora certa e tudo e já me conhecem a cara. quero é com isto elogiar a ética de trabalho dos funcionários públicos portugueses, a quem nunca vi gastarem tanto tempo em conversa fiada ao telefone como os de cá e ainda têm de levar com a lenga-lenga do medina carreira, com a agravande de os de cá serem uns monos do pior. imaginem aqui uma imagem em anexo do bolhão: "medina, és um fdp" (não fui eu que disse, estava já na fotografia!)

domingo, 29 de julho de 2012

também na sequência do poste do zé, resta deixar aqui escrito - até porque isto tem estado parado - que olho em frente e o que vejo assusta-me. leio demasiadas vezes, demasiadas mesmo, postulados acerca da falência da democracia e de que foi ela que nos trouxe até aqui. pois bem, perante o susto do que vem, restar-me-ia uma vontade: que quem assim a trata se encontrasse com o fogo cruzado e lá ficasse. mas não posso ceder. querer isso, era começar desde já a afundá-la.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Só para o caso de mais tarde alguém tentar reescrever a história. De Itália chegam-nos rumores que o governo dos professores líderado por Monti poderá manter-se por mais uma legislatura, sem direito a eleições -- haveria o risco de ganhar um partido de esquerda, onde figuram menos economistas e, escândalo!, menos professores universitários. Desconfio que nos próximos tempos vamos ouvir a palavra "responsabilidade" mais vezes do que o costume. Na Alemanha, há um conselho de sábios economistas (tradução literal) para aconselhar a chancelaria. A tendência política que domina na agremiação é a estabilidade de preços e baixa inflação custe o que custar (e custa muito!).

quarta-feira, 13 de junho de 2012

acabou agora mesmo o the tree of life num canal qualquer.

a um passo de um grande filme?

transporta tudo aquilo que a crítica à convencionalidade do signo pode dizer. é o que é quando pode sê-lo.

neste sentido responde à montagem. cada signo é o que pode ser mediante o que antecede e o que o sucede.

noutro plano, não ultrapassa o do pó vieste e pó serás. o ashes to ashes, dust to dust de qualquer funeral.

o final é por demais explícito no que ao espaço entre as três últimas frases diz respeito - o pós-moderno?!?. quem entrega o filho veste de azul - cor do culto mariano - e tem cabelo ruivo - cor do cabelo de madalena, do raro, do desviante.

 e o sol? o sol? a importância do sol?

o moço que sai do edifício espelhado, da fachada que espelha o céu, mas não o é. o signo, meu deus, o signo. é o que é mediante o que o suporta.

quase no final, a ponte, que tapa o sol. impõe o humano ao sol.

e, mesmo no final, a acabar, uma porcaria qualquer como nuvem, aurora boreal ou tal e coiso, o fantasma.



felizmente, sou ateu. sorriria como o sean penn.

segunda-feira, 11 de junho de 2012


“The great threat to art and academy, we are told, comes from miscreant artists and tenured radicals; but subsidized reactionaries tell us so, and these ideologues of conservative foundations have done the real damage, as public faith in art and academy is eroded through such fantasms of the artist and the academic. This is hardly a state secret: thus far the right has dictated the culture wars and dominated the public imaging of art and academy, as the layman is led to associate the first with pornography, the second with indoctrination, and both with a waste of taxpayer money. Such are the deserts of the rightist campaign: while the left talked about the politicaI importance of culture, the right practiced it. Its philosophers have succeeded where readers of Marx have not - they have transformed the world, and it will take a great struggle to transform it otherwise.

It may be petty to worry about art and academic worlds when cooperative state and social contract alike are trashed. Yet important battles are waged here too: the attacks on affirmative action and multicultural initiatives, on public funding and political correctness (a classic instance of a leftist critique turned into a rightist weapon). The revolution of the rich also shows its true colors in these worlds, for our current rulers have revealed a new disregard not only for social compensation but for cultural support (at least the old rich had the good grace to be arriviste). Finally, however, there is this fundamental stake in art and academy: the preservation, in an administered, affirmative culture, of spaces for criticaI debate and alternative vision.”

Hal Foster, the return of the real, 1996

domingo, 10 de junho de 2012

ninguém duvida daquilo que foi brilhantemente exposto pelo zizek. mas agora vou armar-me em contra-poder do contra-poder e fazer uma daquelas destrinças que o poder bem gosta para simplificar tudo e falar de inevitabilidades: isso é uma questão de copo meio vazio ou copo meio cheio.

a tensão entre suspensão da democracia e o seu aprofundar, bem como a tensão entre burguesia e proletariado - formulação com a qual não concordo, mas que nos dá uma distinção entre uns e outros capaz de ser operacionalizada de modo simples - não são de hoje e nenhum dos pólos é um dado garantido.

e estes dois parágrafos servem apenas para introduzir duas ou três questões acerca da ue.

uma primeira parte da evidência que se a crise dos últimos anos demonstrou o real poder do eixo franco-alemão, também o expôs evidentemente perante todos.

a outra parte parte da evidência que, de um momento para o outro, todos os canais de informação ficaram pejados de dados sobre a política interna de diversos países da europa e houve um interesse real em discuti-los para lá da nota de rodapé papandreous ganhou as eleições na grécia.

a terceira é a evidência perante todos, embora isso fosse discutido há largos anos de modo mais restrito, que o euro carrega problemas e que a ue está a ser construída de cima para baixo.

uma das conclusões que se pode retirar é a de que estão agora a começar a estar reunidas mais condições para haver um real aprofundamento da democracia na europa, sendo a primeira, desde logo, o interesse que as populações têm que revelar pelos problemas europeus e a informação que obtêm sobre eles.

e a informação é insuficiente? é. e a discussão nos meios de comunicação está orientada? pode estar. e o discurso oficial não aponta nesse sentido? pois claro que não. mas não nos podemos esquecer que o próprio parlamento europeu envia várias mensagens para fora questionando as tomadas de decisões que não passam por lá.

concluindo: estas tensões existem, e no dia em que se aprofundar a democracia na ue e o euro deixar de exibir os problemas que estão à vista de todos - se algum dia isso for feito - continuarão a existir. e o nosso trabalho enquanto cidadãos terá que ser o mesmo.

e um deles passa por não deixar que a crise internacional, desmontada em crise europeia e depois em crises nacionais, o possa ser. o nosso trabalho é, por exemplo, continuamente lembrar o que levou à crise de 2008 e não deixar que o discurso feche a porta ao que foi. porque senão, lá teremos outro rajoy a dizer perante as câmaras, como hoje de manhã, que as famílias têm que fazer cortes, que as empresas têm que fazer cortes, que as administrações regionais têm que fazer cortes e toma lá entre 40 e 100 mil milhões para a banca.

e ninguém duvida que o número que apresentou - que as administrações regionais gastaram mais 90 mil milhões de euros - é um número perigoso. a ser verdade, é grave. e também ninguém dúvida do princípio de verdade, se quisermos, da sua premissa fundamental: não podemos gastar mais do que ganhamos. só existe um problema nesta formulação, é que no final da frase deveria estar: continuamente.

tudo o resto a história ensinou-nos. há alturas em que sim, alturas em que não e alturas em que talvez.

o que não se pode mesmo é comprometer quase 500 milhões de pessoas para safar o estapafúrdio de uns quantos mil. e aí, não há alturas em que sim ou alturas em que talvez.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

brilhantemente exposto pelo slavoj

In his Notes towards the Definition of Culture, T.S. Eliot remarked that there are moments when the only choice is between heresy and non-belief – i.e., when the only way to keep a religion alive is to perform a sectarian split. This is the position in Europe today. Only a new ‘heresy’ – represented at this moment by Syriza – can save what is worth saving of the European legacy: democracy, trust in people, egalitarian solidarity etc. The Europe we will end up with if Syriza is outmanoeuvred is a ‘Europe with Asian values’ – which, of course, has nothing to do with Asia, but everything to do with the tendency of contemporary capitalism to suspend democracy.
os governantes espanhois tentaram, mas embateram nos preconceitos ideológicos do BCE. os portugueses nem isso... aqui

terça-feira, 29 de maio de 2012

um bom exemplo das contradições dos grandes bancos de desenvolvimento. O interessante é que hoje em dia o debate se pode estender ao mundo desenvolvido. Aqui.

domingo, 27 de maio de 2012

No fim, uma certeza restará: estivemos (embora com desvios) do lado certo da barricada e lá continuaremos. E eis que 4 anos corridos o momento histórico se aproxima, o momento que todos esperavam não acontecer. Em tempo de balanço é melhor não esquecer todos os que em 1992 colocaram a semente que agora germina: soares, cavaco, mitterrand, kohl. O delírio acabou.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

'Listen to me Corina, you have to get out of here ... they're trying to take my tortilla!!!'

por estes dias, cada um faz o que pode.

quando pediram uma breve nota para o falante se introduzir a si próprio, o gajo escreveu:

--- is a fellow of the --- as a PhD candidate on ---  and member of the investigation group on --- at the --- of ---. He collaborates with the ---, having written several texts for ---, was part of the --- section of the --- and wrote the volume --- in the collection ---. He is currently interested to know if the help of the IMF or the European Fund is going to retain part of his wage and further the Portuguese and European crisis, as the EU crumbles at the feet of non-elected institutions.

cada um faz o que pode, talvez o que interesse seja mesmo ir fazendo.

terça-feira, 1 de maio de 2012


Ocorreu-me agora que são 6:00 horas em ponto da madrugada, hora a que obviamente me levanto para dar boa imagem de mim, que a questão da flexibilidade laboral portuguesa é uma farsa. Mas não é uma farsa porque há um ataque aos trabalhadores. ora se sempre funcionámos em contragolpe, dizer isso era apenas uma redundância. Ocorre-me que é uma farsa porque em portugal o estado português não existe. Senão, vejamos (e vou expor todo o meu pensamento reaccionário nestas linhas):
- a economia paralela é uma certeza. E a economia paralela não alimenta o estado.
- uma virtude do povo português, para quem acha que existe, é ser mãozinhas. Os mãozinhas não alimentam o estado.
- os mãozinhas não passam recibo e recebem subsídios. Os mãozinhas alimentam-se do estado.
Como é óbvio, posso ser parvo mas não estou totalmente desinformado. Agora só teríamos de fazer uma distinção e essa traça-se entre o mãozinhas que foge com milhões e o mãozinhas que foge com cêntimos.
Como é óbvio, amanhã, hoje, mais logo, 1º de Maio, subo a almirante reis.
Mas não subo porque o mundo está dividido entre mãozinhas, subo porque o mundo é feito de ambos os mãozinhas. Subo porque temos que lutar contra ambos os mãozinhas.

Ou seja, trocando por míudos, subo porque todos merecem direitos e deveres devidamente enquadrados e capazes de impedir a necessidade ou a vontade de ser mãozinhas. E, só para não me chamarem de extremista – não gosto de ser confundido com a esquerda radical, subo porque acredito na comunidade e no seu enquadramento. Libertário, com toda a certeza, comunista, com toda ela, e democrata, igualmente, anarquista, também. Mas não da esquerda radical. Não radico em coisa nenhuma.

E, mesmo com toda esta incerteza, amanhã não me arrependerei.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

então, até ao regresso II

para quê discorrer acerca do mito quando ele se materializa aqui e aqui e é formulado aqui?

ficam cumpridos todos os planos.
temos o mito, construído e formulado noutros lados, e escrito aqui sob o único termo que o pode conter: mudança.
poderíamos estendê-lo, formulando que não admite prescrições - o que era negar a sua forma desde logo. há, pelo menos, uma prescrição. assunto já discutido noutros postes e comentários.
também poderíamos tentar circunscrever as condições da mudança e se isso aponta para uma mudança constante. não interessa. é o que for.

e, mais importante, ficam os dois postes a suprir - ou a tentar fazê-lo - a despedida atabalhoada.

então, até ao regresso!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mais um. Aqui fica assinalado.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

actualização

e afinal estou com o Mélenchon

quinta-feira, 19 de abril de 2012

para quem não leu a minha posta no facebook, dizia eu que actualmente há dois poderes em portugal: o bastão e o capital.

domingo, 15 de abril de 2012

então, até ao regresso!

Que sucede quando alguns pintam animais nas paredes de grutas, quando outros fazem vibrar em cadência cordas retesadas ou o ar soprado nos tubos, quando outros ainda contam histórias numa língua especialmente trabalhada, reinventada? Sucede que se fazem proposições de sentido, sucede que alguns, pelo menos, sentem compreender ou experimentar que tais proposições são efectivamente as suas e que eles o não teriam sabido se elas não tivessem sido feitas.

Jean-Luc Nancy

Nas actuais “democracias”, que tendem a limitar-se à promoção de um sistema económico assente na competitividade, a arte – que desde sempre atesta o humano do homem, a sua capacidade de criar enquanto capacidade de ser singular e de viver em comum – é posta em perigo por um conjunto de mecanismos, os mesmos que são usados para forçar o consumo de qualquer tipo de mercadorias, nomeadamente, os da indiferenciação entre informação, propaganda e publicidade, sendo que estas últimas tendem a ser simples técnicas impositivas de comportamentos, criando elas próprias o ambiente propício para se tornarem cada vez mais poderosas. É assim que proliferam os chamados criativos e as “indústrias criativas” (...) O controlo dos indivíduos por um Estado “democrático”, através do qual o capital exerce o seu poder, não decorre de meios directos de controlo mas da cumplicidade entre a gestão centralizada de certos recursos e serviços e o poder do marketing detido pelos média, que são o principal veículo do entretenimento (...) o controlo é permanente: a formação de “públicos”, contínua e vinda de todos os lados, abole o silêncio e o espanto pela saturação do quotidiano por músicas, imagens, “notícias” e jogos que não só produzem identificações automáticas como introduzem compulsões ao exercício de poder, correspondentes a um tudo-é-possível-e-tudo-se-equivale. Estão em perigo o sentir e o pensar, motivo pelo qual a resposta singular que a arte convoca é rasurada pelas instituições que pretendem fazê-la render, moldá-la às circunstâncias, que se resumem ao lucro.

(...)

Nada se deve pedir à arte (...) .

Silvina Rodrigues Lopes

cerca de 24 horas depois - e sem hora marcada - o mito constrói-se

Mudou.

sábado, 14 de abril de 2012

A partir deste dia Segismundo Brotafrontes ganhará um cognome.

Doravante referir-se-á a si próprio como Segismundo Brotafrontes, um anarcodemocrata.

Alicerçando-se na ideia de que um mito político é uma determinação para agir, mais tarde - e sem hora marcada - regressará na tentativa de construir esse mito.

Antes disso, suprirá a a despedida atabalhoada no último encontro com o zé, dedicando-lhe dois postes a redigir. quem sabe, aí se encontrará o momento da primeira formulação do mito anarcodemocrata - e que melhor dedicatória haveria se tal sucedesse? no entanto não me comprometo. com nada do que está descrito acima, aliás.

formula-se assim a primeira premissa anarcodemocrata - o comprometimento com o passado é nulo, o que foi mais não é do que possível condição do que vem. - constituindo-se, assim, o seu oposto: o comprometimento com o futuro é nulo, o que será mais não é do que possível condição do que foi.

domingo, 1 de abril de 2012

e passo a explicar. Aqui há dias falava-se de um golpe de estado e tudo, já circulavam tanques em Pequim, tudo boatos. Na imprensa nada. Já ninguém está à espera de saber coisa alguma através da imprensa... E no entanto isto funciona. Os comboios andam a horas, os aviões aterram em segurança, a internet funciona (tirando o blogger, claro), come-se bem.

E da imprensa portuguesa, o que se pode dizer? A RAI 3 transmitia há dias um documentário que seria impensável ver na RTP (postei-o no facebook, outro que é inacessível daqui do burgo, mas eu tenho uns truques).

Num outro mundo, falava-se do Kony e de como o jovem que o fez famoso corria nu pelas ruas de San Diego. E de como o Ugandês comum se estava a borrifar para tal e para o respectivo panfleto. Disseram que já vinha tarde, que o Kony já nem morava ali. Teria sido tudo uma chalaça para o creative class (de novo a new media à mistura) ganhar umas massas.

Todo o crédito a tal teoria, mas há qualquer coisa nisto tudo que me cheira a podre. E não é nada tangível como os chineses ou o Kony ou a RAI 3. São os média (em geral como em particular, que bonito, não é?). É toda esta facilidade de espalhar boatos e campanhas com criancinhas aleijadas. E o ninguém filtrar, só uns likes acríticos. Gostar, gostar pode qualquer um.

Será que o Walter Benjamin tem alguma coisa sobre o assunto? Dava jeito, o homem está tão na moda!

a comida é óptima e o blogger não funciona

desculpem ser tão cócó, mas censura é mesmo uma merda.
de resto tem tudo, centros comerciais, chanel, pauzinhos e mercedes, confere!
1975

saí. e nem por isso estou mais esclarecido do que estava.

o nexo mantém-se o mesmo.

um música que falava do moço que devia abandonar a luta. estava derrotado.

outra de um outro que não entendia quem olhava o tempo em frente e apontava caxemira. o exótico em tempos pós-coloniais. fora de tempo, parece. mas é lá que mora a resposta. para lá do evidente.

outra que tenta demonstrar o que está para lá da notícia. não se trata só de olhar em frente. trata-se de congregar todos os momentos e atribuir-lhes um nexo. ideologia.

e a construção? o repetitivo? será isso mesmo um manifesto? vai daí a história é cíclica. 1975 e o pós-colonialismo e o questionar do modernismo, da tradição do novo, do progresso, da via única.

1975: kashmir e wake up. anacronia.

sexta-feira, 30 de março de 2012

acção subversiva conjunta

vamos seguir o exemplo, manifestar-nos, ser todos presos e ensurdecer os capangas do regime

um bom titulo

"Rali de Portugal: Loeb desiste, Latvala lidera e Armindo perde tempo"

ou por outras palavras, Armindo está irremediavelmente atrasado.

às vezes quando se pede tem-se o que se quer e outras tem-se o que se queria

às vezes quando se pede um povo bravo, tem-se um povo manso e consegue-se o que afinal se queria.

mas porque não nasci eu em Olivença? o meu tetravô podia ser o mesmo e, de resto, nem sequer o conheci.

ele há joão duque e há michael jackson - os oráculos

depois há isto




quinta-feira, 29 de março de 2012

GREVE GERAL, CONTRA O CAPI...contra quê? movimentos polícia movimentos movimentos polícia movimentos cabuumm!!!

recreio_patio de recreo_cour de récréation_playground_parco giochi_spielplatz_plac zabaw dla dzieci_játszótér_детская площадка_ג_ שעשועיםखेल का मैदान_운동장_操場_遊び場_'it´s always funnny until someone gets hurt and then it's just hilarious!'

quando no recreio, nunca esquecer:

os revisionistas são um tigre de papel_

os arruaceiros são anarquistas_

os movimentos são independentes_

os sindicatos lutam pela revolução_



é mesmo um equívoco ou o manifesto do partido comunista termina com qualquer coisa uni-vos?

como os senhores professores e o director da escola devem olhar divertidos para o recreio entre bafuradas e cházinho


quarta-feira, 28 de março de 2012

começaram a mostrar a cepa

o spectrum está em baixo há horas.

intensificou-se a repressão.

depois disto duvida-se: é sair à rua e ficar parado à frente deles à espera de levar pancada ou fazer um remake do esquadra 57 (ou qq coisa assim)? e o remake teria que ter lugar no ministério da administração interna.

mais uma vez, obrigado a quem votou nestes merdas.

sexta-feira, 23 de março de 2012

pensamento do dia

censuro o momento de animosidade que aqui estava, mas raios, assistir ao que nestes tempos se se assiste em portugal, na península, na europa e no mundo e ainda ouvir um belga no rossio espantado por haver tão pouca gente nas ruas chateia qualquer um!

quarta-feira, 21 de março de 2012

numa semana john cage, wolfgang rihm, emanuel nunes, os dois últimos a cores. e hoje uma peça para orquestra de viradores de páginas. por pouco chegava ao século XXI.

terça-feira, 20 de março de 2012

em aleatório como sempre convém, passou por aqui uma música com toda a certeza muito cantada e entoada e trauteada em momentos de clamor pela liberdade nas praças deste mundo e coisas bonitas como borboletas a sobrevoar colinas e meninos correndo atrás delas aos pulos de rede em punho.
sendo uma redemption song, não é de admirar que pergunte porque matam os profetas. agora, associar profetas perdidos ao apelo ao fim da escravatura mental é que é coisa que não consigo entender. vai daí, é da minha escravatura mental pós-cartesiana.

segunda-feira, 19 de março de 2012

dada

Este blog torna-se dadaista se usarmos o google translator.
Um post do ze sobre economia traduz-se em "savings". Poupar meus amigos, poupar!

Já eu torno-me altamente aborrecida e desisnspirada quando vem o sol e não escrevo nada de jeito...Uma vida nas ilhas Lofoten faria de mim um Nobel (modéstias à parte claro).

domingo, 18 de março de 2012

o século 19 a entrar pelo 21 adentro

aqui

Miguel Maria Pitté Reis da Silveira Moreno?

Hugo Mota Canova Canelhas Gonçalves Pereira?

mas o que é isto?

sexta-feira, 16 de março de 2012

entre a greve no 51º estado

ou entre a greve e o 51º estado há uma escolha.


Circumventin' circuses
Lamentin' in protest
To visible police
Presence sponsored fear
Batallions of riot police
With rubber bullet kisses
Baton courtesy
Service with a smile
Beyond the staples center you can see America
With it's tired poor avengin' disgrace
Peaceful lovin' youth against the brutality
Of plastic existence
(...)
A political call
The fall guy accord
We can't afford to be neutral on a moving train



Quinta-feira os dois lados continuarão delimitados?
Continuo com a vaga esperança de, um dia, ver os robocops a entrar pela assembleia connosco a correr ao lado deles. Em alternativa, não me importava de nadar com golfinhos. Parece mais exequível.


o segismundo nunca foi gajo de ácidos, mas parece que há uma relação evidente entre isto e a super bock.
já agora, estes moços sempre foram senhores de alternar segundos brutais com segundos sofríveis.

quinta-feira, 8 de março de 2012

oito

Hoje é o dia da mulher. A minha anedota preferida:

Um homem e uma mulher beijam-se apaixonadamente e a pulsão avança. A mulher pede: "Esta noite faz de mim uma mulher."
O homem comeca sensualmente e devagar a desabotoar os botões da camisa. Entrega-lha e diz: "Toma. Lava."

Aumento? O caralh*

De como ela se enganou na porta:
"Aumento sala...quê querida? Aqui é a salinha dos despedimentos, enganaste-te na porta."
Nunca chegou a encontrar a tal porta.

ganda som

http://www.youtube.com/watch?v=Toj75KoqRPI
(eu só consigo trabalhar bem com isto)
(vergonha é quando o fio dos fones sai do orifício e a Mariana dá malha para o escritório inteiro)

segunda-feira, 5 de março de 2012

foi você que pediu

mais um tratado europeu?

Um tratado que não foi negociado, discutido ou legitimado pelos cidadãos. Um tratado assinado às escuras pelo primeiro ministro português. Um tratado que nos promete 20 anos de austeridade, desinvestimento e privatizações. Morra o euro, morra pim!

Está declarado o meu apoio ao François Hollande (por agora)

domingo, 4 de março de 2012

Porto Braga

Confesso que as vezes sinto que o Porto esta para os Arquitectos como Braga esta para os Padres.
Eles andam la todos, padres, cónegos, ciprestes e acólitos, em volta do grande Bispo quase Papa. Mas enfim...a cidade tem o seu quê de mofo. Todos ensinam na grande escola e capelas a ela afectas e praticam nos seus ateliers, estes todos meios-falidos. As doutrinas que preconizam, embora muito boas, meus amigos são tão duras de praticar nos nossos dias...


Eu, como sou um daqueles padres que gosta de tocar viola e dar-me com os jovens, tive que sair de lá para me sentir mais realizado e menos sufocado.

quinta-feira, 1 de março de 2012

seja como for, continuo a acreditar em coincidências

caraças, caraças!! caraças, caraças!!

já posso fazer um daqueles postes a pôr a limpo: eu bem vos disse que ia ser assim!

sou oficialmente um esperto da cultura visual!

e só por causa disso é que uso tantos pontos de exclamação! !!!

foi agora !!!!!!!!

e já o tinha escrito sem conhecer qualquer estudo na área que o fundamentasse !!!!!!!!


não é um, é o e confirma-se!!!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


Um filme com muito cinema dentro.

e mudo, que é para calar o artista.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

de certeza que ja alguém pensou nisto mas...

Nunca digas "desta bota não lamberei"
...
E mais, que não tem nada a ver: não sei o que pensar da classificação de "bananas de 2a classe" que o senhor que vendia hoje fruta na rua fez às bananas pretas que estava a vender ao desbarato por dez pences. Mas é um bocado aquilo que comeca por ra, acaba em ismo e tem um c no meio.

O sr. Brendel não está a falar a sério pois não?

Eu até ia ouvir o sr. Alfred Brendel falar na gulbenkian sobre se a música clássica tem que ser inteiramente seria, mas porra! por 21 euros (e meio) consigo pensar em coisas muito mais giras para fazer e que não me estraguem o sorriso.

Portanto quero deixar aqui os divertidos bonequinhos de linguas de fora ao programa de sábado na gulbenkian: :P. E nem sequer faço as contas ao número de minis que poderia comprar aos meus amigos (mais a quantidade de amigos novos que isso me daria para arrecadar).

Não sei se o sr. A.B. fala tão bem como deve tocar piano, mas isto cheira-me a chulagem séria. Apesar de tudo vai haver um ensaio aberto antes do concerto e de graça... Mesmo assim, 21.5 euros é muito dinheiro para uma conversa em Lisboa. Até em Londres daria para umas quantas pints. Suspeito que uma conversa dessas por aqui fosse...de graça!!? E não viesse disfarçada de "conferência". Além disso, no tal ensaio não vai dar para perceber nada sobre a seriedade da música, porque de certeza que ele deve estar ensaiar a sério.

Parece-me portanto que os lisboetas continuarão a encarar a musica clássica como um assunto pertencente à ionoesfera da superioridade e eu, por consequência e já que não percebo nada do assunto, também!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

de como eu hoje soltei a minha inner bruxa...

A razão pela qual eu declinei o estúpido convite de hoje, não! não foi só porque eu não queria!
Foi também porque o convite vinha parvamente entitulado de "cold date". Meu caro amigo: erro crasso, não se come a sopa cold.

Um date, ou tem o potencial para ser hot e spicy com sweet e sweat à mistura e a possibilidade de ... until we break the bones, ou entao não vale a pena... Que este país já me esfria demasiado a razão e, às vezes, os dedinhos nos pés. Por isso, desculpa a minha resposta um tanto ou quanto tépida senão frigid. A convites frios dá-se respostas frozen.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

jogar à bola

Tenho poucas e vagas memórias da última vez que joguei à bola. A principal é da humilhação que é marcar um auto-golo (ainda por cima sendo menina). Daqui se compreende porque é que deixei de jogar tão cedo. Também tenho a ligeira impressão de que foi o único golo que fiz na vida (com adversários em campo claro)...

Já nos matrecos sou uma sou uma Ronalda!
Preparar-vos-ei um post especial só para isso.

marianan bronkovich

Hoje lá no trabalho irritei-me.

Levantei-me de repente e, assim à Erin Bronkovich, desatei aos berros na cara do meu chefe enquanto lhe exigia um aumento salarial. O barulho dos meus saltos altos a desconcentrar toda a gente e o meu top dourado a ofuscar os monitores. Saí e bati com a porta, deixei tudo boquiaberto e chocado com a pequenez da minha mini-saia...

Okei...Nao foi bem bem assim: fiquei sentadinha a olhar para baixo durante 5 minutos, onde estava uma folha pousada na mesa e depois esgueirei-me discretamente para ir comer um palmier no marks&spencer.

A minha imaginação é que arrombou com a porta, isso posso garantir. :D

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Materialismo Sentimental

Das coisas que gosto muito e quero muito ter, por mais que as queira, acabo por odia-las se elas nao puderem vir a ser minhas.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

as coisas que se aprendem nas faculdades de economia

o que eu acho piada é que estes senhores que nos dizem que a economia é infalível e que as leis do mercado absolutas se esquecem que afinal ela nao existe e se resume a isto

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

West Hendon

Mariana tem a dizer, ao mundo e aos seus amigos em particular, que hoje se levantou ainda era de noite (visivelmente satisfeita) e viajou até a um sítio onde, como diria o seu conterrâneo Aquilino Ribeiro, "cucuritavam os galos com perfeita vocalização rural".

Infelizmente teve que regressar ao trabalho ainda antes das 11 e meia da manhã para reportar ao chefe as suas impressões do remoto lugar do projecto e não encontrou no inglês expressão que descrevesse tão bem esse cucuritanço que tanto a deleitou.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

era preciso...

...que alguém inventasse:

1. um desincronizador de bolso de ciclos férteis para mulheres que coabitem a mesma casa.*
2. um tradutor automático de mensagens das feromonas entre indivíduos de nacionalidades distintas.
3. um conciliador portátil de átomos amigos desde a infância e separados à nascença no Hospital Dona Estefânia por equipas de médicos peritos.

*a pilhas ou wireless

jack burton nas garras do mandarim

Já vos disse que quando era pequenina só havia uma cassete de video lá em casa, do "big trouble in little china", que em português é o "jack burton nas garras do mandarim" e que já o vi mais de vinte vezes? E que no outro dia, quando o apanhei a dar na tv, o repeti? Com aquele prazer com que se revê um amigo que não se via há muitos anos, mas que se sente que não passou tempo nenhum e se conversa com a alegria de nos conhecermos tão bem.

Aquele nevoeiro da China Town, os funerais chineses, e toda a riqueza do vestuário transportam-me para um outro mundo e fazem-me finalmente sentir feliz e ao mesmo tempo excitada por viver numa cidade tão empolgante quanto Londres - onde também há uma China Town.

E que dizer da possibilidade de eu me eventualmente escoar um dia cano de esgoto abaixo e viver uma grande aventura com um camionista igualmente extravagante e grande apreciador de ramens e outras sopas asiáticas? Aventura onde eu sou a heroína que luta com a sua espada de jade e rubis contra um monstro fantasmagórico. Monstro que ninguém sabia que existia mas que na verdade é o accionista principal de uma transportadora multinacional de grande reputacão!

Mr. David LoPan: ponha-se a pau, olhe que eu vou aí abaixo dar-lhe pancada da grossa!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

xadrez

Jogar xadrez também pode implicar ser uma pessoa mais pro-activa e ter mais drasticidade.

Bangers e beans

Uma amiga minha (lusa obviamente) disse-me que esperava, por causa da recente queda de neve em Londres, que os trabalhadores da obra que dirige fizessem gazeta (e assim não tinha que se preocupar com a informação que precisa de produzir para que eles prossigam com a obra em causa). Expliquei-lhe que isto aqui é um país mais competitivo que nós e aos trolhas só lhes resta comer toast soldiers mais grossos, meter mais beans na toast e carregar-lhe bem no sugar do tea para arrancar com o dia. E em vez de 2, 3 ou 4 bangers a meio da manhã.

O segredo está na dieta.

*toast soldiers http://en.wikipedia.org/wiki/Soldiers_(food)

o Bosão de Higgs

assim já percebo tudo muito melhor...http://pastoralportuguesa.blogspot.com/2008/09/o-grande-colisionador-de-hadres-na.html E diz que é lá para meados do ano que vai ser.