sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

o grau zero da escrita

nunca li. não sei qual é. mas vou deturpá-lo até ao mínimo. até ao zero. ao nada. até à radicalidade da transmissão subjectiva do indivíduo individualizado num mundo individualista.

vou utilizar a primeira pessoa do singular até à exaustão. vou escrever uma letra de uma canção nessa mesma pessoa e afirmar que foi essa pessoa que disse e aconteceu e contar a história na primeira pessoa e vou continuar com o que aquela pessoa disse. e quando toda a gente percebeu vou entrevistá-la e vai responder-me na primeira pessoa do singular. e vou continuar na primeira pessoa a dizer o que aquela pessoa disse na primeira pessoa. e depois disso passo a quem diga na primeira pessoa que alguém na primeira pessoa disse o que outra pessoa disse na primeira pessoa como separador para o tempo que é o estado do tempo da metereologia que todos sentimos na primeira pessoa e ouvimos na primeira pessoa que está frio e está quente também na primeira pessoa do acalorado que já não é a primeira pessoa.

moral da história: a primeira pessoa é sempre uma outra. de ser outra depende a primeira. ser a primeira depende de uma outra que é outra e já não é a primeira. ontologias. ou essências.

do grau zero da escrita ou da arte e da vã guarda em variação em mi menor.

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