terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um potencial momento histórico não pode deixar de ser aqui assinalado. Finalmente um referendo na Grécia! Dêem-se alvíssaras, o povo vai poder decidir livremente o seu destino e o dos seus netos. Finalmente!

2 comentários:

Anónimo disse...

Não exulto:

1º - porque só se faz o referendo quando se propagandeia um suposto "perdão" de 50% da dívida. Chama-se comprar votos. Porque não se fez o referendo às medidas duríssimas de há dois anos para cá?
2º - a democracia não existe - Papandreous foi eleito democraticamente já depois da crise, já depois das medidas terem sido anunciadas, já depois de tudo estar planeado e claro para todos. Foram os Gregos que votaram nele, e que, já agora, votaram nos imbecis todos atrás dele (e ao lado, também, como em Portugal, Espanha, Itália, França ou Alemanha).

Qualquer referendo é melhor que qualquer eleição legislativa, disso não tenho dúvidas. Mas mesmo assim, cheira-me tudo a aldrabice: quer os 50%, quer o referendo.

Não vamos lá com votos. O voto foi o que nos trouxe aqui. Só lá vamos à pancada.

sb disse...

o referendo, na verdade, é uma coisa bastante estranha. o que é que deve ser referendado? nunca entendi bem. já desde o do aborto.

justificava-se por ser uma questão de consciência, diziam eles. pois bem, um assassinato idem aspas. (note-se que não estou a comparar um aborto a um homicídio, foi só mesmo a primeira coisa que me veio à cabeça. olhem, referendar se fugir aos impostos é crime poderia ser outra opção.) aliás, não conheço lei alguma que não resulte de uma questão de consciência. falamos de ética, se quiserem.

sei lá, referendar a perda de soberania, a independência, coisas do género, ainda lá vai e nem sei bem porquê. de resto, por mim todos os dias vinha aqui fazer umas cruzinhas nas próximas decisões políticas. duvido é que isso resultasse.

e a grécia? ora porra. aqui o comentador até tem razão, o gajo já foi eleito nestas condições. mas sempre se poderia defender que já que os gregos vão comprometer as próximas décadas, seja qual for a resposta, ao menos que decidam.

é jogo político do homem? cá para mim, afirmar que isto só lá vai à pancada e que o voto nos trouxe aqui também. o dele tem é mais relevância. é só.