sexta-feira, 7 de outubro de 2011

recordações da casa dos mortos

estive ontem a ver esta encenação notável do patrice chereau. Trata-se de uma adaptação de um livro autobiográfico do dostoievski. É notável o final do primeiro acto e o início do segundo. A entrada em cena dos prisioneiros no segundo acto é um momento de cenografia perfeito, principalmente depois do choque ao minuto 7:40.



A encenação foi muito boa, por momentos parecia bailado contemporâneo, mas sem as paneleirices do costume. E nem os cantores nem os figurantes tiveram de mostrar a verga ao público (estou a roubar a designação ao Roberto Bolaño) -- uma raridade nos dias que correm.

2 comentários:

Anónimo disse...

Uma ameaça:

Tenho estado a contabilizar em euros quanto é que os governos PSD/PS/CDS me têm andado a roubar, no que toca a:
- cortes de salários;
- cortes de subsídios;
- cortes de serviços públicos;
- portagens;
- aumentos de bens essenciais (água, luz e saúde, nomeadamente);
- aumento de impostos sem correspondência real em aumento de serviços públicos;

Estas medidas destes governos não têm aparecido do ar. Têm uma razão prática para poderem ser postas em prática: o apoio eleitoral que têm tido.

Neste sentido, gostaria apenas de fazer um aviso:

- no dia em que o mundo se virar ao contrário, ainda que falte algum tempo para isso acontecer (mas vai acontecer, já tem acontecido muitas vezes, mesmo no nosso país, mesmo no século XX), e os explorados de hoje tomarem nas suas mãos os seus destinos, todos os euros que me estão a ser roubados serão cobrados, um por um, directamente a quem tem apoiado este roubo, através do voto, ou através de propaganda. No que me diz respeito, cumprirei a minha cobrança de forma sistemática, eficaz e violenta, se necessário.

Toda a qualidade vida que me está a ser roubada, todo o dinheiro, todos os serviços públicos, me serão devolvidos, com juros, tostão a tostão.

João Pedro

sb disse...

ora bem!

ó joão, e se fizéssemos um outro homem do fraque para andar atrás dessa gente? eu não tenho um fato desses, mas não me importava de o vestir.

só tenho uma questão, e como é se vai saber quem votou? eu já me acusei uma vez, mas não há muito quem o faça. é lembrar-mo-nos da última maioria do cavaco como PM. a dada altura era difícil perceber como é que não era o psd o partido do táxi.