quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ahh! agora, sim, entendemos!

Pedro Passos Coelho, no seu jeito de quem não diz mais do que quatro palavras seguidas, esclareceu os portugueses, aqueles que têm que ser esclarecidos mesmo que o faça a partir da alemanha (o percurso europeu de ppc merecia um tratado).


Declarou PPC, do alto da tribuna a franzir o sobrolho, que o maior corte na despesa pública portuguesa dos últimos 50 anos corresponde ao regresso do orçamento de estado a valores próximos de 2007. Ficámos, assim, a saber que o aumento de impostos, a redução das prestações sociais, as privatizações, servem para cobrir um orçamento que já era deficitário mas que parecia controlado antes de 2008, ou seja, antes da crise do subprime (oops, disse ricardo salgado) e antes da crise da dívida soberana (ooohhhh, coitadinhos, afirmou de seguida).



A primeira conclusão de quem não entende puto disto é: se basicamente o 'bolo' é o mesmo de antes da crise que se iniciou em 2008 e o governo psd/cds - com a anuência do ps, o desdém do pcp e do be e o apoio impositivo das entidades europeias - cortou nas gorduras do estado, alguém estará a crescer para os lados. Só para tentar situar-me: E os gastos do estado aumentaram porquê? eh pá! E quem está a pagar esse aumento? Eh lá ôh! E quem vai perder com a sua diminuição histórica, nos dizeres de ppc? AHAHAHAHAH!



nota: espero não voltar a usar estes termos no futuro. a propensão de ppc para o uso de termos como gordura ou bolo só faz crer que a sua leitura mais vivificante enquanto jovem foi uma versão reduzida do pantagruel. todas as outras terão criado o que se vê.

segunda nota: tentei partir o discurso em grupos de 3 ou 4 palavras, só para brincar aos discursos à pedro passos coelho. por alguma razão não funcionou.

terceira nota: continuo a olhar para os pés do primeiro-ministro de portugal e a ver o número 86. mas agora usa luvas brancas.

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