domingo, 14 de agosto de 2011

o hípercluster, daba diba diba dum

Depois do relatório híper pseudo mercado livre do hípercluster da economia do mar ter sido publicado, ficou claro o posicionamento de certas e determinadas pessoas quanto ao património cultural, ambiental e humano que a pesca representa e representa para portugal (nomeadamente José de Mello, EDP, BCP, Espírito Santo, Galp, PT, Somague, Mota Engil e pia fora).

Como de costume defende-se um incremento à competitividade no sentido de mercado (mais concorrência, mais mercado), por outro, o caminho para lá chegar é obviamente através da abertura de canais priviligiados de contacto entre a burguesia do costume e o estado (de que o relatório em questão é um exemplo). O joão já tinha referido um ou dois pontos importantes, como a privatização dos recursos como forma de racionalizar o seu consumo (por outras palavras, limitar o seu consumo a quem tem dinheiro) e variantes de projectos PINs. Não é que a racionalização da pesca seja por si negativa. Falha no entanto o ponto essencial, que é a razão pela qual os stocks de peixe estão em queda acentuada.

Vai ficando claro com as notícias que saem que os grandes culpados não são a pesca tradicional, que se quer agora destruir com o tal hípercluster, mas como sempre a capitalização do sector, com grandes armadores do norte da europa a capturarem a maior parcela de peixe, a maioria do qual é utilizado para rações de animais e fertilizantes. A greenpeace pode ter uma mão cheia de acções nos supermercados para o seu directo no telejornal, mas como já disse há uns tempos, a revolução não vai acontecer na prateleira, mas sim na rua. Apesar de apontar os alvos errados, o problema é pelo menos trazido à televisão, o que já é melhor que nada.

Para quando uma resposta a mais uma ameaça à deslocalização da produção nacional e à privatização de recursos naturais de TODOS?

4 comentários:

sb disse...

lerei o doc com atenção. depois ire jogar monopólio da bolsa. ganharei da seguinte forma:

primeiro passo: monopolizar os meios de comunicação.

segundo passo: monopolizar os serviços.

terceiro passo (em prática desde início): utilizar o dinheiro que entra em caixa para comprar um máximo de 4 acções em todas as empresas (o total por cada uma são 9 acções).

quarto passo: comprar os meios de comunicação do tabuleiro anexo.

quinto passo: enviar o jogo com 3 kilos de c4 para a CMVM.

voltarei a ler o doc com toda a atenção.

inventarei o risco da bolsa. princípio número um: abolir os dados. não interessa se um 6 maior que um 2 para a vitória. o dispositivo electrónica efectuará uma sondagem aos presentes. se a maioria acreditar que o jogador A vencerá a batalha ao vencedor B, A vence a batalha. criarei agências de comunicação.

sb disse...

mais uns tts erros. horas.

Anónimo disse...

o c4 é mesmo a chave de tudo

sb disse...

tentei fazer-me à leitura do relatório do hypercluster. é mais fácil enviar o c4 ou ler uma conferência do joão ferreira do amaral de 1998. neste caso, confirma-se: prognósticos só no fim (apenas agora a descobri numa prateleira perdida no distrito da guarda).

na prateleira abaixo estava o outono em pequim. passo seguinte: reorganizar os despojos encadernados, imprimir o relatório hyper e colocá-lo ao lado do boris vian. daqui por treze anos pegarei nele.