quinta-feira, 25 de agosto de 2011

à lareira, com bagaço, dino meira

a austeridade é cristã. e eu sou cristão por acaso, como os pescadores da póvoa. depois disso sou ateu.

aqui há tempos tive um diálogo com deus. o que se afigurava impossível. mas o sujeito recriminava-me.

tentei responder-lhe usando o argumento da origem e do original. dizia-lhe que não me sentia abandonado por aqui. que não precisava de o entender ou de perceber como aqui vim parar.

esqueces o passado?

não, não. quero-o sempre presente, sem que me esmague. é desnecessário responder por ele.

achas-te liberto de mim? o que procuras?

sempre apontaste a liberdade como um excesso meu. é-o de facto. mas é essa a obra.
apenas o desprendimento.



(há uma conferência de james elkins em que o mesmo afirma que uma obra que critique a religião é caminho directo para a fama, normalmente muito fugaz. todos têm direito à sua campbell.)

1 comentário:

Anónimo disse...

muito bom:

"sou cristão por acaso, como os pescadores da póvoa. depois disso sou ateu." !