segunda-feira, 11 de julho de 2011

da merda

um dos meus maiores desgostos é não poder tomar banho nos rios das cidades de que mais gosto... a poluição interiorizou-se de tal maneira na vida das pessoas que já nem é uma inevitabilidade, é um facto inabalável, uma constante da vida, uma coisa que já lá estava. é uma daquelas evidências que têm de ser quebradas à força: como a Sunita Narain dizia, e é bom relembrar, nós defecamos, puxamos o autoclismo e não pensamos mais nisso. É preciso aproximar de novo a merda das pessoas, para elas deixarem de pensar em inevitabilidades. Em suma, "flush but do not forget".


Mas pronto, já não hei-de morrer sem tomar banho no tejo (já tomei, mesmo ali à frente dos Jerónimos, perdoem-me os puristas). Mas para quando ir de toalha ao ombro para o terreiro do paço?

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