quarta-feira, 6 de julho de 2011

a grécia

lia hoje no sueddeutschezeitung a admiração de um economista, que se perguntava como é que um governo pode reduzir salários na função pública, aumentar impostos e cortar na despesa pública, sem melhorar os serviços prestados pelo estado, sem reforçar os hospitais públicos, a assistência social. Porque é isso que seria de esperar quando se poupa: que os recursos porventura redundantes que são poupados (duvido que sejam redundantes, a avaliar pela distribuição dos custos da austeridade que foi feita), possam ser aplicados no estado social, em medidas que compensem os déficites sociais do país.

Pelo contrário, aos cortes sucederam-se privatizações, encarecimento dos serviços de saúde, o que já se manifestou na redução da esperança média de vida. Que governo é este que põe os interesses dos bancos à frente dos interesses do país? Que tipo de cleptocracia é que estamos a viver todos?

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