domingo, 23 de janeiro de 2011

Até em Setúbal! porra, que dia mais triste...

3 comentários:

segismundo brota-vómitos disse...

se entrássemos por esta via de raciocínio podíamos dizer:
há alturas em que se vê a fibra de um povo, e quando toda a gente sabia que a eleição do cavaco podia quebrar se fôssemos às urnas, parte do pessoal que votaria nos outros deixou-se ficar em casa.

parte da responsabilidade de um presidente e uma maioria laranja será deles. como a repetição de uma coisa que na nossa história democrática se está a tornar recorrente. há um crise, apertam-se cordões e, na ressaca, ou quando o mais difícil está feito, surge um governo dessa coisa que só pode ser considerada de direita (sempre me foi difícil colocá-los num gráfico liberal/conservador, tal é a mixórdia).

assim, nunca mais vamos lá.

Anónimo disse...

assim nunca mais vamos lá, pela simples razão que não existe democracia na europa, apenas uma simulação, baseada no voto de milhões de cérebros alienados e massivamente estupidificados pelo sistema capitalista.

O que é preciso, em definitivo, é esquecer essa história da democracia representantiva parlamentar. Esquecê-la e combatê-la.

De resto, como explicar à minha vizinha de 60 anos (ou 70, ou 80, ou mesmo 50), que o Cavaco e o Passos Coelho querem acabar com o centro de saúde onde ela vai? Como explicar que foi Alegre e Sócrates que lhe cortaram a reforma em 50 euros (corte de que ela tanto se queixou este mês...).

A gente explica, e depois ouve na resposta que agora o Passos Coelho apresenta-se muito bem, fala bem, gosto muito. Também gostava do Sócrates, bem apessoado, asseado, mas realmente ninguém bate o Passos Coelho em educação. Desta vez vou mesmo votar nele. E o Cavaco, um homem como deve ser!

E digo eu: e a senhora pode ir para a puta que a pariu, e só espero que esses cabrões da próxima lhe roubem a reforma toda em vez dos 50 euros que lhe roubaram agora, e mais lhe digo, que quando eu mandar, a senhora há-de ser a primeira a ir para o campo de reeducação!

Mandem vir a kalashnikovs. Estes filhos da puta andam é todos a precisar de uma boa guerrilha e de uns carros pelos ares.

Logo agora que a ETA acha que se deve substituir a guerrilha pela luta de massas, é que eu começo a achar que isso das massas está com o cérebro todo fodido, e que os neurónios só vão começar mesmo a interligar-se depois de ouvirem uns bons estoiros no parque automóvel do largo do rato (e do outro sítio, que eu não sei onde é, que tem um solar, à frente do qual a manuela ferreira leite costumava vomitar para os microfones)!

Anónimo disse...

ainda tenho que pensar nisso, mas creio que para mim esta foi a última eleição.