quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Alva Noto / Ryuichi Sakamoto - Berlin - Insen - 2005

esta bola tem uma tendência incrível para a divisão, não tem?

há uns poucos de dias o governo alemão e o governo francÊs fizeram o que fizeram. em momentos de crise atiraram-se aos que estavam mais à mão num momento em que o islão está de olhos postos no multiculturalismo ocidental. continua a impressionar a queda para responder ao erro com o erro. várias interpretações que podem bem ser uma: há que justificar a expulsão de imigrantes; há que desviar as atenções; há que recolher votos seja de que forma for e onde for, os votos progressitas e/ou libertários estão perdidos irremediavelmente.

Fernando Pessoa (Álvaro de Campos), Portugal Futurista, 1917: Ultimatum. iniciava-se com o seguinte: Mandato de despejo aos mandarins da Europa.
Nunca o termo mandarim foi tão bem aplicado.

Nota: na minha referência, despejo aos manadrins, não à Europa ou a um projecto pan-europeu ou pan-europeu-e-mare-nostrum-eu ou qualquer junção do género.

segunda nota: por mais que se entenda a luta dos franceses em muitos pontos, lutar contra o aumento da idade de reforma é um absurdo. razão: antes exigir diminuição do horário de trabalho diário ou semanal ou mensal, como queiramos, efectivamente até o dito romano que o zé me ensinou ajuda a explicar esta posição: ne quid nimis. qualquer coisa como nada em excesso ou o excesso é defeito.

terceira nota: anda um vulcão cá dentro. não me responsabilizo se juntar um grupo de gente sem futuro na serra da arrábida a disparar rockets sobre pontos específicos na paisagem. o que obviamente não vou fazer. mas não me responsabilizo.

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