terça-feira, 3 de agosto de 2010

Vou tentar responder também por pontos:

1 a 3 – Nunca questionei a legitimidade da personagem. Duvido, isso sim, que ele execute a sua função muitíssimo bem, mas talvez isso aconteça porque não concordo com a defesa pura e simples de uma classe laboral sem olhar todas as outras. O corporativismo ou sindicalismo nunca me pareceram especialmente simpáticos, embora compreenda e apoie a força da união dos trabalhadores.

4 a 5 – não fazia ideia.

6 - Há ESE’s espalhadas um pouco por todo a país, tal como politécnicos. Com toda certeza Pitões das Júnias não estará servida por uma universidade e Bragança não tem auto-estrada. Não vou proceder a uma busca, mas parece estranho que aí não haja nada a ser oferecido.

7 – Não me referi a formações em ciências da educação e sucessivos sucedâneos dos quais partilho a tua opinião. O ponto é que o artigo em causa abordava, exactamente, a formação na área específica de ensino que passaria a corresponder a 50%, se não me engano, da formação contínua. Logo, estas merdas que não fazem melhores professores, mas normalizadores em série, nem sequer estavam em cima da mesa. Não deixei explícito, mas era exactamente por isso que referia os cursos de verão nas faculdades, porque podem corresponder à àrea específica de ensino.

8 – Talvez seja verdade. Mas, seja como for, irrita qualquer um que uma pessoa simplesmente por aparecer no local de trabalho, e algumas vezes nem isso, para falar das férias na neve mereça progredir na carreira. Não estou com isto a querer dizer que são todos assim – aliás, enerva-me ainda mais que a avaliação tenha quotas, o que vai contra a sua ssência, quero com isto dizer que muitos ensinam merda. E como tal, não estão lá a fazer nada, nem merecem a sua incompetência premiada.

9 – Os funcionários autárquicos não são para aqui chamados. Mas, de qualquer forma, a merda das quotas acabam por exigir que haja sempre alguém a subir.

10 – O congelamento ou fraco aumento de salários é um problema transversal. Não deixa de ser válido que um sindicato de professores o refira, mas acho que percebas se não for o salário dos professores o que mais me preocupa num país em que o salário médio é de 650€, provavelmente o mínimo que qualquer professor auferirá em toda a sua carreira.

11 a 13 – Nunca comparei a classe portuguesa com qualquer uma das outras. No entanto justifica-se o apontamento, porque circula por aí que em Portugal até são dos mais bem pagos da Europa.

14 – Não sei onde não têm os professores portugueses tempo ou condições económicas que não permitam a actualização científica. Que as reuniões de avaliação durem 5 horas porque há um menino que isto e aquilo não deve ser, digo eu, furto das orientações do ministério. Aliás, parece até que saiu uma circular ou algo que o valha a proibir reuniões com mais de duas horas. Digamos que o país burocrata não se esgota nos ministérios, embora se deva atacar o excessivo pendor para a papelada destes.

15 – Era aqui que deveria incidir o argumento. Mas sabes tão bem como eu como são escolhidos os horários nas escolas e em prejuízo, até, dos alunos.

16 – Concordo.

Formação contínua e avaliação, claro! O problema, para mim, de toda a actuação dos sindicatos tem sido a simples manutenção de direitos adquiridos em pura ginástica eleitoral. É que ninguém entende que alguém que trabalhe durante 40 anos não se actualize e tão pouco que a sua actuação não seja avaliada. Se me perguntasses por uma solução, a minha seria simples. Nem precisava de formação contínua institucionalizada. Bastavam exames a partir de currículos actualizados que exigissem ao professor que estudasse, até sozinho se quisesse. Até porque há aqui uma incongruência. É que nas licenciaturas muitas das vezes nem exigem a presença nas aulas e resolve-se tudo com uns trabalhecos e uns exames. Se se assume que o sistema funciona aí, não percebo porque não possa ser continuado.


Informação 1 – Também não fazia ideia.
Informação 2 – à data, a mais recente sondagem do expresso.

Quanto aos exemplos, não há nada a dizer. Está mal. O mestrado do Tó Zé, no entanto, foi pago por ele como todos os outros são pagos por todos os outros. As propinas são altas? Também não sei quando fez o seu mestrado e que tabelas tinha. O meu correspondia a 1000 euros anuais. É muito? Com toda a certeza, num país em que o salário mínimo é menos de metade daquele valor e em que as propinas de licenciatura, no meu caso, são rudemente as mesmas.

Duvido muito da valia de pessoas como o Mário Nogueira para a manutenção da educação como serviço público. Eventualmente, aliás, certamente, isto é utópico, mas gostaria de ver a discussão ser bem mais vasta de horizontes do que aquela que sempre me foi oferecida por Mário Nogueira.

Também devo dizer que não estou contra os professores. Talvez esteja contra alguns dos seus interesses estritos. Por isso mesmo, por muitas vezes serem restritos e nem sequer se adivinhar das suas lutas alguma melhoria no sistema educativo português.

2 comentários:

Anónimo disse...

o Manuel António Pina escreveu um artigo no DN sobre o episódio que recentemente aqui descrevi
(concerto música clássica vs presidente da junta munido de vuvuzelas).

!

Aqui:

http://2.bp.blogspot.com/_dXmeYFTH1XE/TFhYTZ-uKbI/AAAAAAAABUA/S_XiYSxAAck/s1600/SCAN.jpg

João Pedro

Anónimo disse...

Ganhámos 2 a 0 ao benfica. O árbitro perdoou 6expulsões6 ao benfica, mas mesmo assim o porto deu banho de bola.

força villas-boas!

jp