sexta-feira, 11 de junho de 2010

passo todos os dias a 10 metros da campa do mendelssohn e nunca tinha reparado...

1 comentário:

andré disse...

já aqui se falou da tese do simmel (espero n me estar a enganar na ortografia) em torno da sobre-estimulação perceptiva urbana. ora, tendo em conta que ele vivia, se não me engano, em Berlim, não admira, zé. sempre que lá passaste havia uma passadeira, um semáforo, um automóvel, um reclame, uma alemã a passar também, e outras tantas coisas. nós, que até nos esforçamos nos decénios que correm em preservar a memória que, por outras vias, andamos a destruir (e não tenho um opinião clara, um julgamento de valor qualquer sobre isto), não iremos atentar à campa. basta preencher o inquérito e perceber que não é grave: tem néons? tem meninas a fazer publicidade? houve anúncios de televisão? há sinais informativos capazes de competir com os de trânsito, no mínimo, a indicar a presença? está a passar samba ou tocam vuvuzelas? não? então deixa lá! podes ter a certeza que ele também não vai ver a tua :) um abraço daqui, onde por acaso só há pouco reparei que moro numa rua ao lado daquela onde morou o mircea elíade, e por aqui estudo já faz uns anos!