quinta-feira, 15 de abril de 2010

quero ir a bamako


Em Bamako, A. Sissako julga o ocidente em praça pública. Sobre um pano de fundo político desfilam personagens frágeis, que apresentam os seus argumentos, quer como testemunhas, quer como figurantes. Aqui está a mestria do mestre: apesar de não intervirem no julgamento, a família de Chaka é argumento em carne viva. Sissako não nos apresenta o despudor da morte, da doença, da fome, dos campos de concentração de imigrantes ilegais. Mas apresenta-nos as faces e expressões que reflectem essas tragédias. E pelo meio condena o banco mundial e o fmi com argumentos frágeis, humanos, sem exagerar na grande ficção que são as estatísticas.

Ainda há tempo para um western em timbuktu, com danny glover como bom da fita, nma grande caricatura aos "danos colaterais".

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