quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

madeira

A solucao, nas palavras de um jovem politico mnadeirense, passa por canalizar ainda mais as ribeiras. Isto é um erro de palmatória. A investigação mais recente em análize de risco de cheias aponta a canalização e a pseudo-protecção de cheias como culpadas pela maioria dos estragos. As estruturas de protecção dão uma aparência de segurança absoluta onde ela não existe. As populações vão habitar uma zona dita protegida, quando ela não é e nunca poderá ser absolutamente fiável. Pelo contrário, as populações depositam na estrutura a sua total confiança, aumentando a sua vulnerabilidade, não por causa do fenómeno natural, mas por causa da sua atitude relativamente à prevenção. Veja-se por exemplo o caso do furacão katrina.

A solução passa sempre que possível precisamente por devolver as ribeiras ao seu estado natural (com intervenções pontuais), ao mesmo tempo que se abandona a construção em leito de cheia ou em zonas de risco (para as quais ainda não há levantamento…)

As vantagens são óbvias: deixando de tapar os fenómenos naturais com betão, as pessoas passam a conhecer as dinâmicas das cheias torrenciais e os possíveis riscos, a uma distância segura. A sua vulnerabilidade diminui, porque aumenta a sua atenção em relação aos fenómenos naturais, que, quer se goste quer não, vai desaparecer dos telejornais em menos de duas semanas.

Chega de engenharias! É preciso viver com as cheias, já que por mais que se construa, virá sempre uma cheia maior que nos apanhará desprevenidos.

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