sexta-feira, 27 de novembro de 2009

piratas e pescaria

Antes de ir de fim de semana, deixo uma reportagem interessante sobre os piratas da somália e o declínio da pesca ilegal na região, para alegria e properidade da população local.

2 comentários:

segismundo brota-marxismo-pelos poros-sem-ter-lido-seque-o-18-de-brumário-mas-pelo-menos-sabe-que-existe disse...

aplicando a ida às origens marxiana (para não me chamarem marxista): seria fecundo pensar que para identificar o que nos envolve basta recuar ao vapor? provalvelmente teríamos que ir mais atrás, mas essa ida às origens dos fenómenos anda a agradar-me (do que o meu amor perdido pela história não passa de revelação). sem perceber nada de economia, posso retirar que: a noção de monopólio terá q ser reavaliada e não aplicável á escala global mas local, dada diferente capacidade de deslocação de bens materiais e imateriais e da base económica do homem. disto retiramos que a livre circulação de pessoas e bens deve ser calculada sobre bases diferentes. a segunda é salutar, tal como a primeira, mas para esta última dever-se-á encontrar um sistema que: reduza o impacto ambiental (o que as culturas biológicas poderão potenciar não por não serem intensivas - presume-se aqui que o poderão ser dentro dos limites do orgânico, mas por estarem forçosamente ligadas às capacidades materiais do terreno onde se praticam: solo, fauna e flora autóctone, etc..etc..), induza no preço final o custo de transporte tornando, por isso mesmo, o bem raro, mais caro e, consequentemente, menos consumido. isto é o que me vem á cabeça agora, mas parece-me que esta relação entre circulação de pessoas e de bens, sendo mais livre a de pessoas, potencia, como bem explícito no vídeo, o turismo e aumento o rendimento local que, como é óbvio, potencia o turismo noutro lado qualquer. regressando a marx, e À questão da energia, mais postos de trabalho diferenciados, mais capacidade de diversão e gasto de energia humana. até porque, a raridade local é factor de deslocação até aí. faltaria, neste breve simples raciocíonio. resolver o problema dos 3500 homens e mulheres que trabalham nos grandes barcos de pesca. ora um pescador é um pescador, no arrastão ou na traineira. e, para além disso, pode sempre levar pessoas a dar voltas para ver um espadarte. e mais, como não se pode aqui dizer que ele se devia dedicar à pesca, que se dedique, então, a outra coisa qualquer como fundear barcos perto de terra porque a costa vista do mar é tão bonita; scannar o fundo do mar porque ainda não explorámos o planeta em toda a sua extensão (ou mesmo na sua maior parte) à procura de algo mais que petróleo; criar um desporto novo que venha revolucionar a relação do homem com a água e, em cerca de 250 milhões de anos provê-lo de barbatanas e guelras em co-habitação com aquilo que nosso senhor e o australopitecos nos deram; construir um veleiro que não dependa do vento para se deslocar e que por isso deixe de se chamar veleiro sem passar a ser nomeado de batelão ou barco a vapor ou qualquer combustível fóssil; gritar ashmindazuia de 3 em 3 minutos para toda a eternidade criando uma nova cultura ou civilização, como queiram, em torno desse costume. uma outra hipótese, não fossem os tempos de crise, era tornarem-se funcionários públicos. mas o que há, pelos menos em números brutos, bastam.

segismundo brota-incoerências disse...

entrentanto perdeu-se a ida às origens. mas sendo que a lógica que me ensinaram na escola preparatória para a escola especializatória circulou em volta do processo criativo, que é um processo aberto e por isso pouco consequente pelo menos à primeira vista (voltamos à arte como único campo fora do sistema de produção capitalista, portanto com objectivos concretos - rico paradoxo o de marx, o de basear toda uma ideia que pretende desmascarar as origens do capital, capital que afirma a necessidade de resultados materiais objectivos, desmascarando a sua finalidade, oferencendo-nos outro fim, ou objectivo. ou seja, no choque entre capital e sociedade, ou na sociedade do capital, se há um fim que será o fim da história é porque o equilíbrio entre uma e outra coisa foi atingido - mesmo que esse equilíbrio imponha a destruição do capital, claro está. e aí ficaríamos todos a pairar sem qualquer outro objectivo. porque os outros objectivos, os que marx propunha, haviam sido atingidos. alguém descortina o alienatório nisto? há, presumo que seja também do século dele a fórmula: happily ever after. mas devo estar errado, foi só um suponhamos que teria imensa lógica.).