quarta-feira, 11 de novembro de 2009

o meu comunismo é melhor que o teu

Um assunto que nos interessa a todos está a ser amplamente discutido no 5dias.net (clicar para a ligação). Trata-se dos diferentes comunismos que cada um traz em si. O que me interessa no argumento do autor, é principalmente a parte em que ele refere que do embate do indivíduo com a realidade surgem imperfeições, o real torna-se imprevisível. O meu comentário, que lá ficou gravado:

Carlos Vidal: não posso dizer que gostei de ler a sua posição. É fácil
concordar ou identificar-se com heróis de revoluções passadas. Respeito a sua
iconografia pessoal, mas gostava que me explicasse como se posiciona em
relação ao presente. Onde está a “dor”, e quem a vai provocar a quem, que
nos vai levar à “liberdade”? Refere e muito bem o “real” como parte
incontornável do seu comunismo, mas depois concentra-o em si, argumentando
que o “real” se transforma quando bate em si. Encantado quanto às
referências que apresenta, mas esta forma de representar o real parece-me
muito centrada em si e na forma como racionaliza o real. O que a mim me
parece é que o “real” já é “imprevisível”, “imperfeito” e “indecidível”
antes de embater contra si. E quando o vê a partir do monóculo do comunismo
já o está a problematizar de uma certa e determinada maneira. É o problema
de olhar através de um monóculo histórico. A história pode ensinar-nos
muito, mas ensina-nos principalmente o que queremos ler nela.

A imperfeição das relações humanas, a estrutura variável das diferentes sociedades no tempo e no espaço não permite que se assuma uma matriz teórica que as permita arrumar e resolver. Aliás, esse foi o erro de muitos regimes comunistas do passado que, atendendo ao que diz, continuam a poder ocorrer.

A democracia liberal é o /único/ regime onde as imperfeições de que fala podem ser tratadas humanamente, minimizando a dor. Felizmente que chegámos a este ponto, onde esse regime já vigora nos países onde vivemos. É no entanto um regime que exige permanente atenção e constantes iterações, mas isso deve-se precisamente ao carácter imprevisível e indecidível da realidade em si (não do choque do indivíduo contra ela).

Pelo contrário, o seu comunismo vê a realidade a partir de uma matriz determinística, necessariamente causando “dor” para corrigir as diferenças entre aquilo que o senhor acha que a realidade devia ser, e aquilo que ela é.

3 comentários:

segismundo bota-foguetes-apanha-as-canas-e-ainda-emborca-meia-dúzia-de-mines-nos-festejos-do-toma-lá-carlos-vidal disse...

CLAP! CLAP! CLAP!

ENCORE - BIS BIS

CLAP! CLAP! CLAP!

Zé Miguel disse...

odeio comunistas pá

Anónimo disse...

a mim qualquer comunismo serve. mas atenção: qualquer comunismo e não qualquer atraso mental que se diga comunista.