domingo, 8 de novembro de 2009

- Ó homem, queres vinho? - Isso e muito mais.

pensamentos da vida moderna, contemporânea e da vida em geral.

Descobri que tenho uma ou duas prateleiras de livros dedicadas ao assunto enquanto arrumava a estante. Mesmo em baixo, disfarçado e ao lado de coisas esparsas como o Guardador de Rebanhos, Epicuro e a Carta sobre a Felicidade no mesmo livro em que se encontra Da Vida Feliz por Séneca. Uma versão própria da felizmente terminada revista Xis, autêntico desperdício de material e energia.

Mas o que aqui me trouxe foi a súmula que encontrei aqui, na referência a António Mexia que defendia serem os luxos da vida do século XXI tempo, espaço e silêncio. E na resposta do maestro à pergunta 'Estamos a falar do maestro, do político ou do homem?' com um 'Do homem que é isso tudo.'

Manter os elos à vista, por mais dispersos que eles estejam, poderá estar por detrás da noção de sistema que se reclama para a explicação dos fenómenos de um tempo que ainda não se sabe bem qual é. E o elo é o Homem, mesmo que o Humanismo se tenha perdido com a espuma dos séculos. Não por ser superior, divino ou espectacular à Benfica, mas por ser dele que partem e nele que se constroem as mais diversas reflexões sobre si próprio e o mundo. Mesmo na linguagem mais abstracta, seja do 0 ao 9 ou do alfa ao ómega, encontramos antes a convenção. E ela é humana. Antes de tudo e depois de tudo, o Homem que é tudo. Em consonância com o pouste anterior, o Homem é o presente do passado e do futuro do Homem e como tal de todos os fenómenos vistos, pensados e desenhados por ele.

Sem comentários: