sábado, 7 de novembro de 2009

Ahahahahah. Gargalhadas a Álvaro de Campos. O homem não era sisudo. Era de sorriso miudinho e gargalhada para dentro. Alguém lhe fez o favor.

Já muita gente cheia de estímulos do concreto se atirou à Ode Triunfal. Com toda a certeza.
A esses teóricos nunca os li. A última vez que dei por ela foi com os teclados do Zé a partirem-lhe os dentes, ou lá o que fosse que lhe faziam e não recordo.

Mas aqui, neste sítio, fizeram-lhe o favor. Gargalhada para dentro de Fernando Pessoa.

Queria ser máquina foi máquina. Com o estado de espírito do Sujeito Poético (esse tal que toda a gente anseia conhecer e definir depois do próprio que lhe atiçou o fogo se ter atirado ao ar, o Sujeito fragmentado).

Expressões que transmitem um não sei quê e figuras de estilo apontadas como o Rui Santos aponta os foras-de-jogo do sabry, os ataques do glorioso e as faltas do Bruno Alves.

Agradeçamos a estatística. Era a roda-dentada e a metonímia que nem sei se aparece, a engrenagem e a aliteração e as interjeições, comparações, personificações, exclamações.

O senhor, que Pessoa pariu, lambia autoclismos só por gosto de maquinismos. Ou a cada jarda do tram pontadas, agulhas, navalhadas nas têmporas.

Escolha, leitor, escolha. O futurista amante de máquinas da segunda fase, das tomadas de corrente eléctrica. Amor-ódio a mim parece. Ódio. Ironia e catrefada de pessoas de um mundo velho e não antigo que não chegam a pessoas, com ou sem farpela. E máquinas e tudo. Homem, senhores Homem, qual Samotrácia em carro vermelho!? Homem, super-homem ultra-futurista com passado e futuro. Que o presente mais não é que reconhecimento do passado e projecção do futuro no presente.

Aqui mais um tiro na história para o ridículo. Ali, na Ode, um tiro na história para o futuro que é agora passado presente.

1 comentário:

rita brayner disse...

Amei esse blog, voltarei sempre.Um beijo,rita.