sábado, 24 de outubro de 2009

miserável com efeito, que é uma maneira de criticar e elogiar ao mesmo tempo, ou como se diria na alemanha, matando duas moscas de uma palmada só, versão politicamente correcta do portuguesíssimo dois coelhos de uma cajadada só, ou cajada, conforme se quiser, porque o que é no fim de contas uma mosca comparada com um coelho que sente, vive e que facilmete é acariciável num colo citadino e higiénico. com efeito porque provocou efeito, logo houve uma causa, o hiperfeudalismo, que me foi atirado à cara ou fuça pela primeira vez, tendo falhado o alvo, se porventura já foi aqui apresentado. Realmente um conceito promissor, quanto mais não seja pelas relações entre níveis de poder que encerra e a falta delas. É que, tal como no feudalismo, o pobre lavrador não estava em contacto e porventura nem sequer conhecia o seu senhor, quanto mais saber se tem rei ou não tem. Conhecia o cobrador e já era muito bom. Da mesma forma se configuram hoje em dia as cadeias de poder económico, ninguém sabe que é dono de quê, a propriedade dissolve-se pela cadeia de poder acima, empresa x é controlada por holding y, que por sua vez controla o consórcio z com interesses no sector das obrigações e pia fora, parafraseando um conhecido publicista. Até me lembra a história de fonte segura mas anónima, que contava que à pergunta "sois portugueses?" feita pelo rei d. carlos a uns pescadores que boiavam ao largo da costa atlantica, obteve a real figura a resposta que não, que eram da póvoa. Decerto restos de um feudalismo adaptado, já que não há memória desse sistema económico e social no sector da pescas, antes um percursor dos movimentos libertários sem o saber.

Mais haveria a dizer quanto ao facto de precisarmos ou não de mais estado, se calhar precisamos é de menos estado, mas noutros sítios, o que me lembra precisamente um dos nóbeis da economia 2009, mais precisamente a senhora.

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